Siliu nasceu em Félisburgo, Minas Gerais. De uma família de 13 filhos, ela é a única mineira. Todos os outros nasceram na Bahia. Ela teve uma infância tranquila, na roça, e, quando ela tinha 11 anos, o pai dela se suicidou. E, a partir deste momento, eles mudaram para Itanhém, na Bahia. E lá foi a infância, o resto da pré-adolescência, a adolescência, até ela se mudar para a Serra dos Aimorés, Minas Gerais, onde, morando com a irmã Nayir, ela conheceu Bertolino e se casou.
Bertolino era contador e juiz de menor na época e teve duas filhas, Shirly e Suzy Darle. Moramos em Serra dos Aimorés por 11 anos, que foi quando o Bertolino, faleceu de câncer. E, depois disso, nós mudamos para Nanuque. Onde, lá, Shirly e Suzy tiveram uma pré-adolescência e adolescência, estudando lá. E Siliu, uma mulher muito frágil, doente, mas, ao mesmo tempo, resiliente; cuidou dessas duas filhas sozinha, sem a ajuda de ninguém.
Ela, como profissão, era bordadeira. E, com essa profissão e com a aposentadoria, no caso, seria a pensão do meu pai, ela nos sustentou, sustentou essas duas filhas. E, morando em Nanuque, ela também, depois de um tempo, ela deixou o bordado e começou a fazer biscoito, virou biscoiteira. E assim que ela sustentava e mantinha a casa. A doença dela sempre foi uma doença psicológica. Tem problema de tireoide, mas a tireoide ela sempre controlou, tomou os remédios direitinho. E assim foi a vida dela. Uma vida calma, tranquila. Ela ficou viúva muito cedo, ficou viúva com 39 anos, não quis se casar. E a dedicação dela foi às filhas e à casa.
Gosta muito de cozinhar, gosta muito de comer muito bem. E, por isso, ela hoje, aos 85 anos, é uma pessoa que eu considero forte do ponto de vista não psicológico, mas do ponto de vista como pessoa que gosta de alimentar e tudo, ela cuidou dessa parte muito bem. Tanto das filhas como da saúde dela mesma.
Ela trabalhou até mais ou menos uns 65 anos, 75, aliás, fazendo os...
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Siliu nasceu em Félisburgo, Minas Gerais. De uma família de 13 filhos, ela é a única mineira. Todos os outros nasceram na Bahia. Ela teve uma infância tranquila, na roça, e, quando ela tinha 11 anos, o pai dela se suicidou. E, a partir deste momento, eles mudaram para Itanhém, na Bahia. E lá foi a infância, o resto da pré-adolescência, a adolescência, até ela se mudar para a Serra dos Aimorés, Minas Gerais, onde, morando com a irmã Nayir, ela conheceu Bertolino e se casou.
Bertolino era contador e juiz de menor na época e teve duas filhas, Shirly e Suzy Darle. Moramos em Serra dos Aimorés por 11 anos, que foi quando o Bertolino, faleceu de câncer. E, depois disso, nós mudamos para Nanuque. Onde, lá, Shirly e Suzy tiveram uma pré-adolescência e adolescência, estudando lá. E Siliu, uma mulher muito frágil, doente, mas, ao mesmo tempo, resiliente; cuidou dessas duas filhas sozinha, sem a ajuda de ninguém.
Ela, como profissão, era bordadeira. E, com essa profissão e com a aposentadoria, no caso, seria a pensão do meu pai, ela nos sustentou, sustentou essas duas filhas. E, morando em Nanuque, ela também, depois de um tempo, ela deixou o bordado e começou a fazer biscoito, virou biscoiteira. E assim que ela sustentava e mantinha a casa. A doença dela sempre foi uma doença psicológica. Tem problema de tireoide, mas a tireoide ela sempre controlou, tomou os remédios direitinho. E assim foi a vida dela. Uma vida calma, tranquila. Ela ficou viúva muito cedo, ficou viúva com 39 anos, não quis se casar. E a dedicação dela foi às filhas e à casa.
Gosta muito de cozinhar, gosta muito de comer muito bem. E, por isso, ela hoje, aos 85 anos, é uma pessoa que eu considero forte do ponto de vista não psicológico, mas do ponto de vista como pessoa que gosta de alimentar e tudo, ela cuidou dessa parte muito bem. Tanto das filhas como da saúde dela mesma.
Ela trabalhou até mais ou menos uns 65 anos, 75, aliás, fazendo os biscoitinhos dela e vendendo. E depois ela não aguentou mais fazer esses biscoitos e vive só da aposentadoria. Ela tem uma casa em Posto da Mata, que ela aluga por um valor maior, e aluga outra com valor menor, porque o dinheirinho que sobra, ela guarda ali na poupança para custear os exames dela, que ela sempre está fazendo, da tireoide, por exemplo, ela faz o tratamento com a endócrino, e é uma consulta de 250 reais, fora os remédios. Então ela precisa muito desse valor adicional, porque aí ela consegue mantê-la tranquila na casinha dela, porque ela aluga para um valor menor, e assim ela vai vivendo.
Agora, na velhice mesmo, aos 85 anos, ela tem um probleminha de saúde que ela vai precisar passar por uma cirurgia, ela vai precisar fazer uma estereotomia. Ela está muito animada em fazer essa cirurgia, porque é uma coisa que incomoda muito. E, tirando os problemas psicológicos, que isso aí requer um tratamento com psiquiatra, do qual ela não quer fazer, então, assim, no mais, não tem problemas de saúde. Ela é uma pessoa de 85 anos, ela não tem, por exemplo, pressão alta, ela não tem colesterol, problema de colesterol, diabetes, essas doenças que geralmente são doenças de idosos, ela não os tem e, com isso, facilita muito a questão da cirurgia. E ela está muito animada, está até agoniada, porque nós temos exames agora para fazer no final deste mês e, se tudo der certo, a cirurgia vai ficar ou finalzinho desse mês ou início de dezembro.
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