Facebook Informações Ir direto ao conteúdo
Personagem: Renato Primi
Por: Renato Primi,

História "maluquinha" dos bondes

Esta história contém:

No ano de 64, época da pesada ditadura militar, eu cursava o primeiro ano do antigo primário, com a saudosa dona Iraídes, no Colégio Alberto Conte, que fica onde nasci, Santo Amaro, e que, nos bons tempos, era um bucólico bairro de São Paulo, com direito a praça pública, coreto, banda oficial, casa paroquial, dispensário público e “footing”. Antigamente, o bairro era um município habitado por colônias de alemães, norte-americanos, ingleses, italianos e japoneses, que foram para lá pela extensa área rural, pelo clima semelhante às suas cidades de origem e pela Represa de Guarapiranga, antes Represa de Santo Amaro, construída na década de 30. A antiga "cidade" de Santo Amaro foi fundada pelos jesuítas e é mais antiga que São Paulo. Eles saíam de Itanhaém e Peruíbe, subiam as trilhas de pedras feitas pelos índios na Serra do Mar, a caminho da então São Paulo de Piratininga. A última pousada dos religiosos era o povoado de Santo Amaro. Um outro fato muito interessante é que, com o passar dos anos, foi construída a pequena e antiga Igreja Matriz e, ao contrário da cultura vinda da Europa e que existe na maioria dos municípios paulistas, a mesma não é voltada para a praça principal, a Floriano Peixoto e, sim, virada para a Serra do Mar, em uma espécie de “boas-vindas” para os jesuítas, índios e suas tropas. Nessa época, o bairro se comunicava com a “cidade” através dos saudosos e divertidos bondes. Existem até hoje alguns resquícios dele. Na avenida Ibirapuera, junto ao Viaduto da avenida dos Bandeirantes, há uma construção de tijolinhos na qual funcionava uma usina de energia para alimentar a rede elétrica. Atrás da Igreja da Sé, em frente à Padaria Santa Tereza, onde funcionam algumas floriculturas, nos velhos tempos era um dos abrigos de bondes. Numa bela manhã, eu então com sete anos, e minha irmã com quatro, mamãe nos convidou para passearmos na “cidade”, expressão usada até hoje pelos mais...

Continuar leitura

O Museu da Pessoa está em constante melhoria de sua plataforma. Caso perceba algum erro nesta página, ou caso sinta falta de alguma informação nesta história, entre em contato conosco através do email atendimento@museudapessoa.org.

Histórias que você pode gostar

Texto

Adam Edward Drozdowicz

"Eu sou um sobrevivente, óbvio"
As Vilas de Minha Vila Isabel
Texto

Antonio Ranauro Soares

As Vilas de Minha Vila Isabel
Um menino chamado Innocente
Texto

Celso Aparecido Innocente

Um menino chamado Innocente
Vinte anos de pesquisas e engajamento político
Vídeo Texto

Sérgio Eduardo Arbulu Mendonça

Vinte anos de pesquisas e engajamento político
fechar

Denunciar história de vida

Para a manutenção de um ambiente saudável e de respeito a todos os que usam a plataforma do Museu da Pessoa, contamos com sua ajuda para evitar violações a nossa política de acesso e uso.

Caso tenha notado nesta história conteúdos que incitem a prática de crimes, violência, racismo, xenofobia, homofobia ou preconceito de qualquer tipo, calúnias, injúrias, difamação ou caso tenha se sentido pessoalmente ofendido por algo presente na história, utilize o campo abaixo para fazer sua denúncia.

O conteúdo não é removido automaticamente após a denúncia. Ele será analisado pela equipe do Museu da Pessoa e, caso seja comprovada a acusação, a história será retirada do ar.

Informações

    fechar

    Sugerir edição em conteúdo de história de vida

    Caso você tenha notado erros no preenchimento de dados, escreva abaixo qual informação está errada e a correção necessária.

    Analisaremos o seu pedido e, caso seja confirmado o erro, avançaremos com a edição.

    Informações

      fechar

      Licenciamento

      Os conteúdos presentes no acervo do Museu da Pessoa podem ser utilizados exclusivamente para fins culturais e acadêmicos, mediante o cumprimento das normas presentes em nossa política de acesso e uso.

      Caso tenha interesse em licenciar algum conteúdo, entre em contato com atendimento@museudapessoa.org.

      fechar

      Reivindicar titularidade

      Caso deseje reivindicar a titularidade deste personagem (“esse sou eu!”),  nos envie uma justificativa para o email atendimento@museudapessoa.org explicando o porque da sua solicitação. A partir do seu contato, a área de Museologia do Museu da Pessoa te retornará e avançará com o atendimento.