Facebook Informações Ir direto ao conteúdo

D. Naninha- benzedeira e parteira

"Quando a criança está molinha, chorando sem motivo, pode saber: mau olhado. Tem que benzer", garante D. Naninha, uma exímia conhecedora do poder de cura das ervas e remédios caseiros. D. Ana Bonfim Matos nasceu em Porto Seguro, quando a extensa rua Marechal Deodoro tinha um dono só e "esse negócio de turismo nem existia". Na lucidez de seus 80 anos, cheirando rapé ou batendo pilão, ela relembra a época em que apanhava lenha no Campinho, lavava roupa no Rio da Vila, fazia renda, torrava café e esperava o marido chegar do mar, trazendo o peixe para matar sua fome e a dos filhos.

Onde a Srª nasceu?

Meu pai, minha mãe, avô, bisavô, todo mundo nasceu aqui em Porto Seguro. Eu nasci na rua Marechal Deodoro, no tempo em que o finado coronel Jessé era dono da rua toda. Ele morava na Casa Azul e meu pai comprou a nossa casa na mão dele. Quando conheci o coronel eu era criança e ele já de idade. Sei que ali ele criava de tudo - carneiro, ganso, cavalo, galinha.

De onde vinha a água utilizada nas casas?

Cada um tinha sua cacimba, mas quando a maré era alta, o mar salgava a água. Aí, para encher as vasilhas a gente era obrigado a pegar água com uma cuia nos olheiros. A roupa, lavava na fonte do rio da Vila. Lá eu esfregava, fervia, botava no quarador, enxaguava e quando já estava seca, fazia a trouxa e voltava para casa. Aí passava no ferro a brasa. Lenha eu já cansei de tirar no Campinho e na Terra Vermelha, onde é hoje o aeroporto. Eu tinha uma cachorrinha e levava ela e meus dois meninos para a mata. Tirava a lenha, fazia três feixes e levava, um de cada vez.

A vida era mais difícil naquela época ou hoje?

De primeiro a situação era outra. Turista mesmo era uma coisa que não usava. Às vezes tinha dinheiro, outras a gente era obrigada a comer frutapão, cortadinho de mamão ou siri, para matar a fome. Eu catava buzinho e fazia moqueca pros meninos. O outro irmão do meu filho Flodu morreu e ele...

Continuar leitura

O Museu da Pessoa está em constante melhoria de sua plataforma. Caso perceba algum erro nesta página, ou caso sinta falta de alguma informação nesta história, entre em contato conosco através do email atendimento@museudapessoa.org.

Histórias que você pode gostar

O cuidado com as pessoas
Texto

Adriana Soares Neves

O cuidado com as pessoas
Secretário faz tudo
Vídeo Texto

Fernando José Gonçalves

Secretário faz tudo
Dona Expedita- Novo mundo, vida nova
Texto

Expedita Jacobino Ramalho

Dona Expedita- Novo mundo, vida nova
Uma biblioteca no sertão
Vídeo Texto

Geraldo Moreira Prado (Mestre Alagoinha)

Uma biblioteca no sertão
fechar

Denunciar história de vida

Para a manutenção de um ambiente saudável e de respeito a todos os que usam a plataforma do Museu da Pessoa, contamos com sua ajuda para evitar violações a nossa política de acesso e uso.

Caso tenha notado nesta história conteúdos que incitem a prática de crimes, violência, racismo, xenofobia, homofobia ou preconceito de qualquer tipo, calúnias, injúrias, difamação ou caso tenha se sentido pessoalmente ofendido por algo presente na história, utilize o campo abaixo para fazer sua denúncia.

O conteúdo não é removido automaticamente após a denúncia. Ele será analisado pela equipe do Museu da Pessoa e, caso seja comprovada a acusação, a história será retirada do ar.

Informações

    fechar

    Sugerir edição em conteúdo de história de vida

    Caso você tenha notado erros no preenchimento de dados, escreva abaixo qual informação está errada e a correção necessária.

    Analisaremos o seu pedido e, caso seja confirmado o erro, avançaremos com a edição.

    Informações

      fechar

      Licenciamento

      Os conteúdos presentes no acervo do Museu da Pessoa podem ser utilizados exclusivamente para fins culturais e acadêmicos, mediante o cumprimento das normas presentes em nossa política de acesso e uso.

      Caso tenha interesse em licenciar algum conteúdo, entre em contato com atendimento@museudapessoa.org.

      fechar

      Reivindicar titularidade

      Caso deseje reivindicar a titularidade deste personagem (“esse sou eu!”),  nos envie uma justificativa para o email atendimento@museudapessoa.org explicando o porque da sua solicitação. A partir do seu contato, a área de Museologia do Museu da Pessoa te retornará e avançará com o atendimento.