Você vai compreender que as pequenas histórias, não que elas são pequenas, mas são muitas,e quantas são.Tão grandes memórias são, porque suas lembranças são assim e de pequeno este homem somente tem o tamanho, pois é tão bom caráter, que deveria ser conhecido como: -Manoel Grande Coração.
Quando tudo começou não foi no dia da entrevista foi sim No dia em que fomos até a granja.
Manoel Ele nos conheceu.Nos mostrou tudo até quem iríamos entrevistar."O Índio".Ele é encarregado de Manoel, trabalhando lado-a-lado.
Andamos
Olhamos
Pegamos
Sentimos
Na granja tinha tudo demais:cavalos, burros, fábricas, bonsai, hortas caseiras,árvores frutíferas, pássaros,cachorros e seus filhotes e de menos: ovos, pintinhos, galinhas, galo
Por que? Pois a granja ficou no passado, dela só restou o nome e a lembrança de um tempo
Nascido no Piauí há sessenta e quatro anos atrás. Na infância humilde, inventava brinquedos e brincadeiras, chutava bola descalço no chão quente do nordeste, bola de meia, no meio da areia.
Sua casa era de pau-a-pique(barro e madeira) não tinha tv, porque só os ricos que tinham dinheiro suficiente para comprá-la, podiam ter.Ouvia futebol no rádio e nas idas e vindas da escola, conheceu uma menina, começou a namorar.
Quando a adolescência chegou aos dezesseis, em São Bernardo veio parar, quer dizer começar.
No exército aprendeu a ser homem, disciplina e responsabilidade. Um menino nordestino sozinho no sudeste, sem pai, mãe e instrução, não teve medo e aprendeu cedo a ser um bom cidadão.
Alguns anos depois retorna aoa Piauí e seu coração bate mais forte, sorriso na voz, alegria no olhar, fala firme pra casamento marcar. Ele vai se casar. O menino e a menina da escola. Um homem e uma mulher.
Manoel não se conformou com uma situação, seu povo, sua gente, sua cidade, no meio da escuridão. Luz só na lamparina, coisa do tempo de Lampião. Conversa daqui e dali, instala luz pra clariar, poste, energia,...
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Você vai compreender que as pequenas histórias, não que elas são pequenas, mas são muitas,e quantas são.Tão grandes memórias são, porque suas lembranças são assim e de pequeno este homem somente tem o tamanho, pois é tão bom caráter, que deveria ser conhecido como: -Manoel Grande Coração.
Quando tudo começou não foi no dia da entrevista foi sim No dia em que fomos até a granja.
Manoel Ele nos conheceu.Nos mostrou tudo até quem iríamos entrevistar."O Índio".Ele é encarregado de Manoel, trabalhando lado-a-lado.
Andamos
Olhamos
Pegamos
Sentimos
Na granja tinha tudo demais:cavalos, burros, fábricas, bonsai, hortas caseiras,árvores frutíferas, pássaros,cachorros e seus filhotes e de menos: ovos, pintinhos, galinhas, galo
Por que? Pois a granja ficou no passado, dela só restou o nome e a lembrança de um tempo
Nascido no Piauí há sessenta e quatro anos atrás. Na infância humilde, inventava brinquedos e brincadeiras, chutava bola descalço no chão quente do nordeste, bola de meia, no meio da areia.
Sua casa era de pau-a-pique(barro e madeira) não tinha tv, porque só os ricos que tinham dinheiro suficiente para comprá-la, podiam ter.Ouvia futebol no rádio e nas idas e vindas da escola, conheceu uma menina, começou a namorar.
Quando a adolescência chegou aos dezesseis, em São Bernardo veio parar, quer dizer começar.
No exército aprendeu a ser homem, disciplina e responsabilidade. Um menino nordestino sozinho no sudeste, sem pai, mãe e instrução, não teve medo e aprendeu cedo a ser um bom cidadão.
Alguns anos depois retorna aoa Piauí e seu coração bate mais forte, sorriso na voz, alegria no olhar, fala firme pra casamento marcar. Ele vai se casar. O menino e a menina da escola. Um homem e uma mulher.
Manoel não se conformou com uma situação, seu povo, sua gente, sua cidade, no meio da escuridão. Luz só na lamparina, coisa do tempo de Lampião. Conversa daqui e dali, instala luz pra clariar, poste, energia, luz e alegria. Os sorrisos já não se perdem em meio da escuridão.
São bernardo lhe mostrou caminhos para seguir, jogou no esporte clube da cidade por três anos, chutou bola, que já não era de meia, que já não chutava descalço.Viu que viria confusão e a cidade lhe mostrou outro rumo, opção.
Numa granja lá no centro, do lado da pensão que habitava, uma amizade se formou. Alguém não lhe queria vender um frango e Seu Ito então chegou. Pra esse aí, pode vender sim senhor, foi em 1962, ano em que tudo começou...
O império do ovo (a granja onde se produziu 1 milhão de ovos por dia)se formou, descendentes de samurais, nobres guerreiros do Japão, pais milenar com seus imperadores divinos e estes guerreiros mortais, mas que lutavam por sua honra, contra injustiças e a coragem do povo,Seu Ito o verdadeiro" último samurai" do país do sol nascente, em terras brasileiras, samba, futebol, mais precisamente na "terra dos batateiros" eram tantos galinheiros que tomavam por inteiro o jardim Uenoyama
Um salto na história da sua vida, entre o primeiro encontro e idas e vindas: viveu, trabalhou, conseguiu uma vida melhor, casa própria feita de tijolos, com suor, esforço e dedicação. Mas a vida não é só de trabalho, a vida é família, a vida é o piquenique aos domingos, a vida é sentar na calçada, na frente da sua casa, pra conversar com os amigos em roda, bater papo e sentir-se feliz, porque isso é felicidade.
Sua mulher, seus filhos(um casal), o que mais poderia querer?
A vida sorri pra ele, mas numa brincadeira no trabalho, quase uma tragédia. Um amigo lhe dá um susto, já são tantas da madrugada e a máquina que operava, quase lhe arranca a mão. Tira-lhe dedos e com a habilidade de seus pés, agora sempre calçados, acerta um chute certeiro e salva o próprio braço.
Um homem que sempre trabalhou, talvez o tempo de descançar chegou pra muitos, a aposentadoria é uma meta, contudo a de Manoel é o trabalho, faz "bico", trabalho temporário, para um velho conhecido, Seu Ito, cruza seu itinerário.
Quando um fato muda seu rumo, aquela menina da escola dorme para sempre e Seu Manoel sozinho e como sempre, seu próprio guia, cuida e cria seus dois filhotes, crianças de sorte, ter num pai a força de uma mãe...
Sua marca é o seu sorriso e por dois anos vive só, não sozinho, com seus filhos. Até que encontra um certo alguém e novamente, mais uma vez aquela decisão Uma companheira nova e volta nesta época um velho companheiro. Vem lhe fazer uma proposta, deixar de trabalhar pra ele apenas de vez em quando, pra sim trabalhar por todo o quando...
E do primeiro dia que pisou na granja até hoje, resume seu sentimento numa palavra, bom.
É boa a comunicação com os japoneses, pois eles falam bastante palavras em português
É boa a comida japonesa:arroz, bolinho de arroz e peixe cru.
Não é bom o suco de couve que eles fazem, ao menos o Senhor Manoel não gostou
Foi boa a disciplina e o jeito sistemático que aprendeu no exército pois isso é marca dos orientais
Talvez por isso Ito e Manoel embora tão diferentes são tão iguais. Tanto que entre tantos, Seu Ito para e ouve Seu Manoel e apenas Manoel.
O samurai de um império de ovos ri ao contar para o amigo, as ironias da vida. O produtor de 1 milhão de ovos por dia agora compras ovos de outros para comer
Um menino nordestino, que nunca teve aniversário, nascido num 20 de dezembro, menino feliz, homem feliz, que ia aos bailes, pulava carnaval, não conhecia os caminhos da vida e a vida o levou até aqui numa escola pra contar sua história. A história de uma vida feliz, boa, bem vivida.
2ºano Ciclo II-EMEB SALVADOR GORI
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