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Francisco, o espalhador de livros

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Francisco, o espalhador de livros

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“OS VERDADADEIROS ANALFABETOS SÃO OS QUE APRENDERAM A LER E NÃO LEEM.” Mário Quintana (1906 – 1994) A história curiosa de um mercado de objetos usados, expostos ao ar livre, no tradicional bairro de Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro. Um verdadeiro brechó a céu aberto, que foi criado em 1987 pelo nordestino Francisco Guedes da Silva, mais conhecido como “Hippão”. Autodidata, conta que já veio ao mundo “aprendido”

.

Casado, um casal de filhos e uma neta, ele relembra que recebeu o folclórico apelido quando produzia manualmente cintos, sandálias de couro e borracha na famosa “Feira de Artes e Artesanato” durante as décadas de 1960 e 1970. Chamada de “Feira Hippie”, o popular evento - oficializado em 1968 - acontece até hoje na Praça General Osório, em Ipanema, aos domingos, embora descaracterizado pela invasão de artigos industrializados de origem chinesa.

Nascido em 10 de janeiro de 1951 no estado da Paraíba, na cidade de Guarabira - fundada em 1694 e cognominada “Rainha do Brejo” -, o capricorniano Francisco veio para o Rio de Janeiro em 1964.Um menino de 13 anos de idade dormindo ao relento em plena ebulição de um golpe civil-militar que derrubou o governo legitimamente estabelecido no país e assumiu o poder, prenunciando os “anos de chumbo” que viriam em seguida, de triste e indelével recordação. “EU CONSIDERO UM ESCÂNDALO A OBTUSA NATURALIDADE DE QUEM, EM UMA FAXINA DOMÉSTICA, SE LIVRA DE DOCUMENTOS PRECIOSOS DA NOSSA VIDA LITERÁRIA.” Humberto Werneck (1945).

Na esquina das ruas Voluntários da Pátria e Palmeiras, defronte aos Correios - o ponto do comércio autônomo de “Hippão” -, das 9 às 17 horas, pode-se encontrar de tudo (ou quase). Muito especialmente livros usados, que ele recolhe em casas, escolas e bibliotecas, evitando assim sua destruição e esquecimento, preservando memórias, espalhando conhecimento. E ainda LPs, CDs, fitas de vídeo, VDLs e cassetes, além de fotografias...

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