IDENTIFICAÇÃO O meu nome é Francisco de Assis da Silva, nasci em João Pessoa (PB), no dia 26 de fevereiro de 1960. Sou auxiliar logístico I, trabalho nas linhas de separação, tenho uma equipe de 37 pessoas. Trabalho aqui no Centro de Distribuição em Osasco, o maior do mundo. TRAJETÓRIA AVON Eu entrei na Avon de João pessoa, em Santa Rita, em 1980. Eu deixei a carreira militar e entrei na Avon, entrei no estoque, era conferente, conferia todos os produtos que iriam de Interlagos para lá e, depois ajudava a armazenar no estoque, para esperar a solicitação das linhas para a gente poder novamente descer esses produtos e levar até a linha. Lá era Centro de distribuição também, mas fechou. O PRIMEIRO DIA DE TRABALHO Eu tinha muita curiosidade de saber como que era uma empresa de cosméticos. Uma coisa que eu tinha em mente é que o cheiro lá dentro seria muito forte, como de fato é mesmo. E o restante fui no dia-a-dia pegando a experiência, mas era muito corrido, como até hoje é. Naquela época eu diria que era mais, pelo fato da gente não ter uma estrutura como temos hoje, a tecnologia, e isso dificultava para nós um pouco, mas no início foi muito bom, é até hoje. A primeira impressão era de uma empresa multinacional, enorme, pessoas com muito conhecimento. E foi muito bom, não me arrependo. DIA-A-DIA NO TRABALHO Durante esse tempo que estou na Avon já passei por diversas áreas e, hoje estou na linha de separação. A nossa função é separar o pedido das nossas revendedoras, sempre da melhor maneira possível, com muita atenção, com muita dedicação, para que elas possam receber as caixas que elas solicitaram, os produtos, no tempo que a Avon pede para nós para que nossas metas sejam obedecidas. Sou o líder de uma equipe com 37 pessoas, a maioria são mulheres, que são excelentes profissionais e trabalham muito bem. CD OSASCO Eu trabalhava no estoque de Interlagos, e quando abriu aqui, em 95, quando...
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IDENTIFICAÇÃO O meu nome é Francisco de Assis da Silva, nasci em João Pessoa (PB), no dia 26 de fevereiro de 1960. Sou auxiliar logístico I, trabalho nas linhas de separação, tenho uma equipe de 37 pessoas. Trabalho aqui no Centro de Distribuição em Osasco, o maior do mundo. TRAJETÓRIA AVON Eu entrei na Avon de João pessoa, em Santa Rita, em 1980. Eu deixei a carreira militar e entrei na Avon, entrei no estoque, era conferente, conferia todos os produtos que iriam de Interlagos para lá e, depois ajudava a armazenar no estoque, para esperar a solicitação das linhas para a gente poder novamente descer esses produtos e levar até a linha. Lá era Centro de distribuição também, mas fechou. O PRIMEIRO DIA DE TRABALHO Eu tinha muita curiosidade de saber como que era uma empresa de cosméticos. Uma coisa que eu tinha em mente é que o cheiro lá dentro seria muito forte, como de fato é mesmo. E o restante fui no dia-a-dia pegando a experiência, mas era muito corrido, como até hoje é. Naquela época eu diria que era mais, pelo fato da gente não ter uma estrutura como temos hoje, a tecnologia, e isso dificultava para nós um pouco, mas no início foi muito bom, é até hoje. A primeira impressão era de uma empresa multinacional, enorme, pessoas com muito conhecimento. E foi muito bom, não me arrependo. DIA-A-DIA NO TRABALHO Durante esse tempo que estou na Avon já passei por diversas áreas e, hoje estou na linha de separação. A nossa função é separar o pedido das nossas revendedoras, sempre da melhor maneira possível, com muita atenção, com muita dedicação, para que elas possam receber as caixas que elas solicitaram, os produtos, no tempo que a Avon pede para nós para que nossas metas sejam obedecidas. Sou o líder de uma equipe com 37 pessoas, a maioria são mulheres, que são excelentes profissionais e trabalham muito bem. CD OSASCO Eu trabalhava no estoque de Interlagos, e quando abriu aqui, em 95, quando estava sendo feita a instalação dos funcionários para vir para cá eu fui convidado pelo meu gerente a vir até aqui e ensinar os operadores de empilhadeira, dirigir empilhadeira. Porque até então, eles só sabiam dirigir empilhadeira a gás, e as nossas empilhadeiras são elétricas, também temos a gás, mas no início aqui, era só elétrica, e eles não tinham esse domínio com esse tipo de equipamento, e eu como era o responsável pelos operadores lá, vim para cá para ajudá-los. Acabei ficando em definitivo, continuo morando na Zona Sul, e todos os dias eu venho para cá com muita vontade, muito prazer e dedicação. A fase de implantação foi difícil, muito difícil, em determinados momentos passei a ver pessoas achando que não iria dar certo. Inclusive alguns amigos que hoje não estão mais aqui presentes, cheguei a falar: “Não, tudo na vida passa, vamos olhar pra frente e levantar a cabeça, que vai dar certo.” Está aí o resultado. A gente está mudando a nossa logística quase todos os dias, quase todos os meses. Agora nós recebemos o pedido da revendedora. Os pedidos são emitidos aqui, é feita a separação por setores, esses setores são divididos por praças e, em seguida, são colocados nas máquinas, nas máquinas rotulados às caixas, colocado o pedido, e eles vão ganhar as linhas de separação, para que os separadores, nossas equipes possam separar o produto de acordo com o que a revendedora pediu. Temos metas para cumprir, trabalhamos em cima dessas metas. A nossa qualidade, por exemplo, é 99%. Na produção, nós temos horas homem 790, para a gente atingir esses números. Quanto menos errar, melhor Nós dividimos os carregamentos por praça, que são números, cada número identifica uma cidade, por exemplo, Rio de Janeiro? É a praça 97. São Paulo? 78, 36. Minas Gerais? Praça 59, e daí por diante. Esses setores são divididos por praça e nós temos os horários de cada praça, de cada carro, a saída daqui de dentro direto para o depósito, não podemos atrasar em hipótese nenhuma, se a gente atrasar uma entrega a revendedora, vai ter um impacto muito grande. Ela não vai poder entregar aquele produto no dia que ela prometeu para o cliente, e nós podemos perder venda, por isso nós trabalhamos muito em cima disso, não podemos sair daqui com nenhum carro atrasado. Atendemos uma boa parte do Brasil, porque no Nordeste nós temos o CD de Simões Filho, que fica na Bahia, e o de Fortaleza. Uma boa parte do nordeste eles atendem e, a outra, sul, sudeste, e o restante do Brasil somos nós. DESAFIOS O maior desafio foi quando, certo dia, o nosso Presidente João Maggioli chegou até o CD de João Pessoa, acompanhado do vice-presidente, na época, chamava-se Irineu Ruffo. Estávamos trabalhando a todo vapor, por volta de dez horas da manhã parou todo mundo, fomos para o refeitório e ele falou: “Eu tenho duas notícias.” Eu tinha 21 anos nessa época, ia fazer 22 anos, ele falou: “Eu tenho duas notícias, uma boa e uma ruim, qual que vocês querem primeiro?” Tínhamos em média 160 funcionários na época, todo mundo: “A ruim” “Tá bom.” Desse jeito, eu nunca esqueci, ele falou: “Tá bom. A ruim é: a partir desse exato momento o CD de João Pessoa, o Santa Rita está fechado.” Ficou aquele silêncio no refeitório, ninguém estava entendendo nada e, em seguida, ele falou: “Vocês não querem ouvir a boa?” Ninguém nem lembrava mais da notícia boa, ele falou: “Bom, a boa é que nesse momento, já estão vindo pra cá algumas pessoas da Avon de Interlagos para fazer uma seleção, escolher os melhores funcionários, para levar, a convite meu, para trabalhar na Avon de Interlagos com a gente.” Ficou todo mundo mudo, eu ia fazer dois anos na Avon, ficou todo mundo sem saber o que fazer, o que falar. Daqui a pouco começaram a chorar, na época eu era solteiro, novo, tinha acabado de sair do exército, eu falei: “Bom, eu estou com a vida pela frente, eu vou tentar.” Foram escolhidas 48 pessoas para vir para cá. Inclusive, as pessoas que foram para lá fazer entrevista, só tem um na Avon hoje, o Lírio Cipriani, do restante, todos saíram. Ele está até hoje, uma excelente pessoa, um excelente profissional, gosto muito dele, o único que está na Avon até hoje é ele, o Lírio Cipriani. De vez em quando a gente se encontra lá em Interlagos, eu vou sempre lá, a gente comenta sobre isso. Então, a escolha do pessoal, foi escolhendo: “Você vai. Você não vai.” 48 pessoas, todo mundo: “Vamos de avião, tá tudo certo, vai de avião, porque é longe.” O único Estado que eu tinha saído de João Pessoa, até o presente momento, tinha sido o Rio Grande do Norte, em Natal, da casa do meu pai e da minha mãe. Eu nunca tinha saído para lugar nenhum, só na época que eu estava no exército. Foram separados em turmas, sete pessoas, oito, seis. A minha turma, como eu trabalhava no estoque, era a última turma que viria para cá, a gente só podia sair de lá quando tivesse enviado tudo de lá para cá, nós tínhamos que mandar tudo para cá, no prédio tinha que ficar só as paredes, empilhadeira, longarina, tudo Ficamos lá direto, a gente entrava às sete horas da manhã e saía à meia-noite, todos os dias, a gente tinha uma meta de mandar para cá todos os dias, no mínimo, quatro carretas, a gente conseguia mandar cinco, todos os dias. Enquanto isso o pessoal estava vindo para cá, o pessoal começou a reclamar que o avião podia cair, e não sei o que e tal: “Então, vai todo mundo de ônibus.” 48 horas, dois dias e duas noites, foi um sofrimento, eu pensava que nunca mais ia chegar aqui (risos). Quando a gente chegou aqui, o Terminal Rodoviário Tietê ainda estava em fase de acabamento, já tinha um motorista da Avon, com a perua, esperando a gente, levou a gente para o hotel, e do hotel a gente tinha uma semana para conhecer a Avon, fazer amizades, procurar moradia. Foi muito fácil, mas foi uma época que me marcou muito, fiz muitos amigos em Interlagos, pessoas muito bacanas, até hoje eu ainda tenho alguns amigos lá, o pessoal nos recebeu muito bem. Eu achava que seria complicado, mas não foi, foi um momento um pouco tenso, porque eu não conhecia até então São Paulo, só por televisão. E esse momento foi muito importante, a nossa chegada aqui, porque nós fomos muito bem recebidos pelos nossos colegas de Interlagos. E o engraçado, quando nós chegamos aqui, a gente estava preocupado: “E agora, como fazer para arrumar casa, São Paulo é enorme” Pelo contrário, o pessoal de Interlagos nos procurava para oferecer casa, foi muito fácil. Encontramos casas, na época, quase de graça, era mais favor e gesto de amizade do que o aluguel mesmo. E foi muito legal, gostei muito, não me arrependo. Se tivesse que fazer tudo novamente eu faria, sem dúvida nenhuma, gosto muito de trabalhar na Avon, são pessoas, etnias que fazem a diferença, esse é um lugar correto, um dos melhores lugares para se trabalhar. Temos problemas? Sim, temos. Qual o lugar que não tem problema. Mas isso depende somente da gente, fazer a coisa andar, funcionar da maneira correta. ALEGRIAS Alegrias foram muitas Eu não sei te falar com precisão, mas foram muitas, durante esses 28 anos de trabalho. Uma alegria, eu não sei se seria alegria, foi quando nós recebemos o pronunciamento do nosso presidente, que nós tínhamos ultrapassado a faixa de um milhão de revendedoras, fiquei muito contente, porque quando eu olhava para trás, falava: “Puxa vida, a Avon, até um dia desses tinha 300 mil revendedoras e agora, nós estamos com um milhão, signifiva que eu estou no lugar certo mesmo.” Uma marca muito importante Porque qual é a empresa de cosméticos que não gostaria de ter esse número de revendedoras. AÇÕES SOCIAIS Uma das ações sociais, que quem está à frente dela é o Lírio Cipriani, “Um Beijo pela Vida”, do Instituto Avon. Inclusive ele implantou também numa cidade em João Pessoa, eu sempre mantenho contato com ele, ultimamente ele foi até lá, inclusive levou até a Maria da Penha, fizeram uma campanha lá também, junto com o governo do Estado e algumas Secretarias do Estado da Paraíba. Fiquei muito contente com essa ação da Avon, é um lugar tão distante, e chegou até lá essa instituição. E na rua que a minha mãe mora uma colega nossa morreu, com câncer de mama, na época o recurso não existia ainda. APRENDIZADOS Eu trabalhei durante esses anos com muitas pessoas honestas, pessoas verdadeiras, e isso para mim é uma lição de vida, eu aprendi muito, em todos os níveis, não só gerente, diretor, como pessoas que trabalham comigo, pessoas muito honestas, muito verdadeiras, isso para mim é uma lição de vida. PROJETO MEMÓRIA AVON Eu acho de muita importância a Avon estar buscando a história dela através dos próprios funcionários, porque os próprios funcionários fizeram a história da Avon, fizeram com que a Avon chegasse, hoje, onde ela está. Achei muito bonito a Avon ter esse reconhecimento. Eu me senti uma personalidade. É muito importante, é bom, como eu já falei, estamos sendo reconhecidos. A nossa empresa está nos valorizando sempre, a todo o momento, na Avon a pessoa só não é mais se não quiser, é só erguer a cabeça, se dedicar bastante, e fazer tudo aquilo que a Avon nos pede, e por que não um pouqunho mais, não é verdade?
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