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Personagem: Karin Fischer
Por: Museu da Pessoa,

Filha de peixe...

Esta história contém:

Filha de peixe...

“Aprendi, a ler eu aprendi lendo o jornal aqui, o jornal Revista da TV, quando eu era pequena. Eu adorava ver, fofocar as novelas. Foi assim que eu aprendi a ler. Sozinha. Eu pegava e lia um pouco, porque eu não conseguia ler rápido. Aí eu conseguia umas palavras, e foi juntando, foi juntando, aí foi assim que eu aprendi. Meus pais apoiavam. Ele é engenheiro e ela é professora de ginástica. De família, assim, lembro bem da minha avó também. Ela já faleceu, já se foi, mas ela era legal. Dormia lá em casa e a gente viajava, fazia passeio. Eu gostava de caminhar com ela. Ela morava em Friburgo, aí eu ficava uma época lá na casa dela em Friburgo. Não lembro bem se foi a minha mãe ou se foi o meu irmão que colocou o meu currículo para esse projeto do IBDD*. Mas quando começou o curso, fui chamada. Aí não gostei muito do trabalho, acabei não ficando. Mas logo apareceu um outro curso para trabalhar em hotel, que foi quando eu vi fazer a minha experiência e fiquei. Fiquei tanto que estou lá até hoje. Foi uma capacitação pra que a gente visse como se trabalha num hotel. Desde arrumar a cama, aula de português. Muito gente não gostou e foi largando. Sobraram mesmo só eu e mais suas, porque o trabalho é pesado. Começo a trabalhar às noves e paro às três. Levo as fronhas, lençol, capa de casal, capa de solteiro pra camareiras. Pego a roupa do hóspede, levo pra lavar. Quando ficam prontas, retorno pra ele. Às vezes passo uma vassoura nos andares pra tirar a sujeira. Com isso, vou trabalhando e me virando. Mas meu sonho mesmo, daqueles que eu gostaria de fazer mais pra frente, é ser professora de ginástica. Igual a minha mãe, porque eu adoro fazer ginástica. Antes de trabalhar, eu vivia na academia, uma aula atrás da outra. Quem sabe um dia eu possa ensinar também.

Dados de acervo

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Projeto Mulheres Empreendedoras Chevron

Entrevistada por Stela Tredice

Depoimento de Karin Fischer

Rio de Janeiro 31/05/2012

Realização Museu da Pessoa

Depoimento MEC_HV048

Transcrito por Adriana Rinaldi / MW Transcrições (Mariana Wolff)

Revisado por Fernando Martins

P/1 – Então, vamos lá. Eu queria que você me falasse seu nome completo.

R – Meu nome é Karen Fischer.

P/1 – E onde você nasceu, Karen?

R – Eu nasci aqui no Rio, Rio de Janeiro.

P/1 – Na cidade mesmo?

R – Na cidade mesmo.

P/1 – E qual a data do seu nascimento? Eu te ajudo. Já te ajudo. Dia 30 de março de 1984.

R – Dia 30 de março de 1984.

P/1 – Tá? Trinta de março de 1984, ta?

R – Tá.

P/1 – Então, vamos lá. Então, eu queria que você falasse sua data de nascimento.

R – 30 de março de 1984.

P/1 – E como chamam seus pais?

R – Sérgio e Cássia.

P/1 – E o que que eles fazem?

R – Meu pai é engenheiro e a minha mãe é professora de ginástica.

P/1 – Ah, é? Onde que ela dá aula?

R – Em academias. Na Oxi e no Fluminense e dá aula em particular pra algumas pessoas.

P/1 – E você gosta de fazer ginástica também?

R – Eu gosto.

P/1 – Você faz com a sua mãe?

R – Não. Eu faço uma esteirinha. Aí, ela me dá um papel com, com os, com as corridas. Aí, corre um pouco, aí diminuo pra não ficar muito cansada, isso daí, mas dá aula, dá aula, não.

P/1 – E você tem irmãos?

R – Tenho.

P/1 – Como que eles se chamam?

R – Artur e Vitor.

P/1 – E quantos anos eles têm?

R – Um tem 20 e o outro tem 29.

P/1 – Você se dá bem com os seus irmãos?

R – Dou. Me dou bem com os dois.

P/1 – Quê que vocês gostam de fazer juntos?

R – Eu gosto de, de ver um filme com meu irmão mais novo e com o mais velho a gente nem tem passado muito, porque agora ele tá namorando, ele fica mais fazendo programa com a namorada, então não tem...

P/1 – E o seu irmão mais novo, ele tá fazendo o que hoje?

R –...

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