P- Beth Quintino
P- Bom dia.
R- Bom dia.
P- Você poderia falar o seu nome, data e local de nascimento?
R- Carlos Donizete da Cunha nasci em sete do nove de 1965, Itaúna.
P- E Carlos há quanto tempo você trabalha na Companhia?
R- Vai fazer 22 anos dia 29 de outubro.
P- E quando você entrou era Brahma, né?
R- Sim.
P- E como que foi a sua chegada aqui? Você foi indicado por alguém, você conhecia alguém que trabalhava aqui?
R- Eu na verdade eu conheci, né, um vizinho que trabalhava aqui ele me indicou, né, eu vim aqui, né, pra portaria aqui. Tinha um sistema que era diferente aqui chegava aqui e aguardava na portaria depois o pessoal chamava pelo nome e a gente fazia uma entrevista assim mais ou menos de umas quatro horas porque perguntava bastante coisa da vida da gente, né, de pais mesmo, de parentes como a gente era também dentro de casa também. Era uma pesquisa assim, né, por isso, que tinha psicólogo aqui dentro, né, e perguntava bastante coisa assim da vida da gente querendo saber dos mínimos detalhes: se a gente tinha parentes aqui dentro na época, quem que a gente conhecia, por quem que a gente foi indicado.
P- E você entrou qual era a sua função quando você entrou?
R- Eu entrei eu era auxiliar de industrial III na época.
P- E o que que era isso na época?
R- Seria assim tipo operador de (pectin?).
P- De (pectin?) é reciclagem?
R- Sim, isso mesmo.
P- E hoje qual é a sua função?
R- Hoje eu sou técnico especializado III. Trabalho no laboratório, né, na parte de análise microbiológica.
P- E você podia contar um pouquinho como que é isso?
R- Pois é, na verdade, análise microbiológica você tem todo o processo da parte de cerveja desde o início, desde a elaboração da cerveja, né, até o produto final você tem que fazer controles, ta certo? Análise. Você tem que ir na área, coletar essas amostras, levar pro laboratório, fazer inoculação que é uma mistura da amostra que a gente tem, né, de uma...
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P- Beth Quintino
P- Bom dia.
R- Bom dia.
P- Você poderia falar o seu nome, data e local de nascimento?
R- Carlos Donizete da Cunha nasci em sete do nove de 1965, Itaúna.
P- E Carlos há quanto tempo você trabalha na Companhia?
R- Vai fazer 22 anos dia 29 de outubro.
P- E quando você entrou era Brahma, né?
R- Sim.
P- E como que foi a sua chegada aqui? Você foi indicado por alguém, você conhecia alguém que trabalhava aqui?
R- Eu na verdade eu conheci, né, um vizinho que trabalhava aqui ele me indicou, né, eu vim aqui, né, pra portaria aqui. Tinha um sistema que era diferente aqui chegava aqui e aguardava na portaria depois o pessoal chamava pelo nome e a gente fazia uma entrevista assim mais ou menos de umas quatro horas porque perguntava bastante coisa da vida da gente, né, de pais mesmo, de parentes como a gente era também dentro de casa também. Era uma pesquisa assim, né, por isso, que tinha psicólogo aqui dentro, né, e perguntava bastante coisa assim da vida da gente querendo saber dos mínimos detalhes: se a gente tinha parentes aqui dentro na época, quem que a gente conhecia, por quem que a gente foi indicado.
P- E você entrou qual era a sua função quando você entrou?
R- Eu entrei eu era auxiliar de industrial III na época.
P- E o que que era isso na época?
R- Seria assim tipo operador de (pectin?).
P- De (pectin?) é reciclagem?
R- Sim, isso mesmo.
P- E hoje qual é a sua função?
R- Hoje eu sou técnico especializado III. Trabalho no laboratório, né, na parte de análise microbiológica.
P- E você podia contar um pouquinho como que é isso?
R- Pois é, na verdade, análise microbiológica você tem todo o processo da parte de cerveja desde o início, desde a elaboração da cerveja, né, até o produto final você tem que fazer controles, ta certo? Análise. Você tem que ir na área, coletar essas amostras, levar pro laboratório, fazer inoculação que é uma mistura da amostra que a gente tem, né, de uma cerveja, às vezes, no início na elaboração mesmo, levar pro laboratório fazer essa análise, né, estar identificando esses parâmetros, ver se está dentro, ta? A gente repassa mais nas reuniões que a gente tem, reunião de área, na reunião de farol que a gente tem é passado isso também diário para o supervisor de área também pra ele estar tomando as providencias.
P- E Carlos assim de quando você entrou até hoje você passou de Brahma pra AMBEV, pro Garantia, depois do Garantia AMBEV e agora IMBEV. Como que foi esse processo assim, mudou muita coisa?
R- A gente nota que mudou que houve assim uma evolução muito grande; por que? A gente tinha assim um grupo, né, que, às vezes, no início quando a gente começou na verdade a gente não tinha nem um computador mesmo, né? Era tudo mais manual. Você tinha um bloco, né, de notas onde você anotava. E a medida em que foi passando essa mudança aí você já tem já veio a informática aí, já veio a atualização de dados e antes você ainda tinha que digitar, elaborar gráficos aí e estar repassando pra área. Até as reuniões eram mais assim onde você tinha que apresentar, né? Entrou a época do e-mail aí que você teve que relacionar esse meio aí e estar informando para as áreas, pra gerencia, pro supervisor de fábrica e até pro próprio colega seu que trabalha na área. Foi uma revolução assim muito grande.
P- E a fábrica ela cresceu muito ou as instalações ficaram...
R- Não. Cresceu muito. Assim que o Grupo Garantia chegou, né, porque antes era só Brahma. Depois que o Grupo Garantia chegou ela comprou também a Skol, né, e a gente começou a fabricar Skol aí depois já teve a Antártica também. A gente notou que o (mix?) mesmo da empresa aumentou bastante em termos de produção que antes nessa época aí, antes do Grupo Garantia, a gente tinha assim uma época de frio e nesse período de frio aí muitas pessoas eram dispensadas. O que a gente nota hoje mesmo na época de frio a fábrica ainda está contratando pessoas ainda.
P- Produz muito mais.
R- Produz muito mais.
P- E essa fábrica ela é importante pra região? Ela desenvolveu mais a região?
R- Desenvolveu, inclusive quando começou aqui em Juatuba, né, Juatuba era até um município chamado Mateus Leme e aí quando a fábrica começou aqui passado alguns anos Juatuba passou a cidade.
P- E como que é pra você trabalhar na Companhia tantos anos?
R- Pois é, pra mim é gratificante porque pra mim é uma coisa que eu gosto de fazer, né, eu já gosto bastante de biologia mesmo, né, é uma área que me agrada. Muitas pessoas até me perguntam como é que eu consigo trabalhar a tanto tempo? Não; porque a gente gosta do que faz, né?
P- Eu queria que você falasse um pouquinho de como que é essa cultura AMBEV. O que representa isso?
R- Pois é. Essa cultura AMBEV no meu ver aqui é uma coisa muito importante e que faz parte assim da sobrevivência da empresa que se você não tiver essa cultura aí bem dedicada assim injetada mesmo na veia, no sangue, aí você não vai conseguir assim estar contribuindo com o seu dia-a-dia pra evolução da empresa mesmo pra que ela consiga alcançar mais mercados aí e estar garantindo, né, até o sustento e a sobrevivência não dela, mas cada um de nós que estamos aqui dentro.
P- E assim nesses 22 anos, né, de Companhia qual foi o seu maior desafio? Que assim; todo dia você tem um, né, que trabalhar na AMBEV é isso. Qual assim o que você acha o maior desafio que você teve ou um dos...
R- Sim eu acho o maior desafio foi quando eu trabalhava na parte de análise química, né, que eu fui pra microbiologia. Já é uma parte assim diferente porque microbiologia já é mais minuciosa. Você trabalha assim com microorganismos que você não está vendo e muitas vezes você tem que fazer uma análise, você, às vezes, tem que dedicar um tempo assim até raciocinando estar descobrindo onde é que está acontecendo tal problema. Eu acho o maior desafio foi esse.Você estar aliando isso aí, muda, né? De uma característica de uma análise química e você consegue ver e já identificar ali pra uma análise microbiológica aí. Acho o desafio melhor foi esse aí.
P- Você trabalha com essa questão da microbiologia. Está muito próximo da questão ambiental também, né?
R- Sim.
P- Como que é essa coisa da questão ambiental aqui na Companhia aqui na fábrica?
R- Isso, inclusive, é muito importante porque a gente já faz uma análise, né, igual; a microbiologia também ela tem essa parte de contribuição que a gente já faz uma análise também na água que a gente, às vezes, capta também do ribeirão faz o tratamento e tem a questão também na hora de despejar essa água, né, estar mandando ela para o ribeirão também. A gente faz essa análise pra ver o percentual de contaminação se está contaminando se não e como que está a gente estar devolvendo aí essa água para o meio ambiente.
P- E a Companhia ela trabalha com a questão ambiental só aqui u ela trabalha com a comunidade também?
R- Não ela trabalha aqui e com a comunidade também. Ela faz trabalho com escolas aí, né, incentivando, né, os alunos das escolas aí mesmo vizinhas aí dar palestras pra eles pra eles estar por dentro sobre essa questão ambiental sobre os recursos que a gente tem.
P- E nesses anos também todos, né, de Companhia, 22 anos o que mais assim, você tem alguma coisa que te marcou muito, quer dizer, você deve ter mais de uma, mas, assim, uma que você acha que foi o que te marcou nessa trajetória?
R- O que mais marcou assim foi...
P- Pode ter sido ou com você ou com alguém, não sei.
R- Na verdade o que eu vejo hoje que me marcou foi a questão quando eu fui fazer o curso de microbiologia no Rio porque a gente tinha que eu nunca tinha ido assim no Rio pra fazer um curso de microbiologia voltado com (trecho inaudível) mesmo pra você assim conhecer bem a fundo ver como é o trabalho da diretoria lá, né, como que se faz aquela distribuição mesmo de análise de pesquisas de microorganismo para as fábricas. (trecho inaudível) o próprio cultivo da levedura do fermento que é propagado lá que é distribuído para as fábricas eu fiquei conhecendo assim parte lá achei muito importante foi uma coisa assim que enriqueceu bastante o meu currículo. Que a gente passa a dar mais valor quando a gente vê lá como que é feito o trabalho que é feito como que é analisado isso aí minuciosamente. Eu acho essa foi a importância essa visita que eu fiz na fábrica do Rio e depois no (trecho inaudível, não encontrado pelo Google) que é o laboratório central lá. Foi muito interessante pra mim foi bastante que marcou a minha vida.
P- Você fez um curso lá então.
R- Fiz um curso mesmo.
P- Você ficou quanto tempo?
R- Três semanas. Isso foi em 1991.
P- Isso foi um marco?
R- Foi, foi muito interessante pra mim pra minha vida.
P- A Companhia é uma Companhia que você tem desafios diários, né?
R- Sim.
P- Nesse desafio ela está incentivando o funcionário?
R- Não com certeza incentiva. É porque você tem a meta e aí como a gente trabalha em grupo, né, no início você acha até assim quase impossível, mas com o trabalho de todo mundo as reuniões aí já vai facilitando porque o gerente vai após o supervisor a gente conversa e discute aí fica mais fácil pra você estar atingindo aquilo, quer dizer, é o grupo que trabalha e não é uma pessoa sozinha.
P- Mesmo com esse incentivo ela ajuda o funcionário a crescer a se desenvolver?
R- Com certeza incentiva, além da gente estar discutindo isso a gente tem, como que fala? A gente tem avaliações, ta certo? Avaliações que o funcionário é avaliado aí a cada três meses também. Você faz uma reunião com o supervisor, ta certo, onde que é colocado os pontos fortes e fracos da pessoa, o que ela precisa melhorar, o que que ela precisa pra estar atingindo ali um grau mais elevado ali para estar crescendo dentro da própria empresa. E só depende da pessoa mesmo de estar se desenvolvendo.
P- E você tem alguma coisa que você lembra assim que foi uma coisa um fato que aconteceu com você ou com algum amigo alguma coisa engraçada que você sempre lembra?
R- Eu não tenho assim agora. Agora não estou conseguindo lembrar. (risos)
P- Na hora não veio, né? E como que você vê Carlos a Companhia estar com essa proposta desse projeto Memória Viva resgatando a sua história, construindo um acervo, ouvindo os funcionário, como que é isso?
R- Pois é eu acho assim muito importante porque ela está retratando isso e muitas vezes essas pessoas que estão aqui, né, eu assim a pessoa se sente motivada em querer também trabalhar mais tempo, né, se tem uma pessoa que tenha, às vezes, 20 anos, né, 22 anos, tem muita história assim pra contar como que era antes e o que mudou hoje, né, como que, às vezes, apesar das dificuldades, a gente nota que hoje é bem mais fácil do que era há algum tempo atrás. E essas pessoas que estão chegando agora é bom pra gente estar contando mostrando a facilidade que a gente tem hoje e que a gente não tinha há alguns anos atrás até para incentivar aquelas pessoas a crescerem aqui dentro a gostar de fazer o que estão propondo aqui a fazer, né?
P- E qual o peso da Companhia na sua vida? Ela tem uma importância porque você está há 22 anos?
R- Sim com certeza é muito importante porque, né, eu preciso daqui de trabalhar pra sustentar a minha família, né, além do mais, eu falei pra você que é uma coisa que eu gosto de fazer também. Muitas vezes se precisou de mim me liga e eu estou aqui disposto a estar vindo também, quer dizer, faz parte da minha vida.
P- E você gostaria de deixar um recado pra Companhia, pros seus colegas?
R- Sim eu gostaria de deixar aqui é que todo mundo também se dedicasse, né, mostrasse assim empenho no que faz porque quando a gente faz o que gosta com certeza vai sair tudo bem melhor.
P- E como que é pra você estar aqui falando um pouquinho com a gente?
R- Pra mim assim é até gratificante, né, é importante estar falando aqui e estar dando a minha contribuição da minha experiência que eu tenho hoje.
P- E Carlos você queria falar alguma coisa que a gente não conversou que você acha que é importante estar falando?
R- Não, não tem assim não.
P- Não?
R- Não.
P- Então a gente agradece pelo depoimento.
R- Ta, ok.
P- Obrigado.
R- De nada.
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