“Eu me sinto conectado com a Terra quando desacelero.” É no silêncio que eu percebo o quanto faço parte dela. Quando sinto o vento tocar meu rosto, quando piso descalço no chão ou observo o céu mudando de cor no fim da tarde, algo dentro de mim se aquieta. A Terra não pede pressa. Ela ensina no ritmo das folhas que caem, das chuvas que chegam e das sementes que esperam o tempo certo para florescer. Nesses momentos, eu lembro que também sou natureza. Que carrego ciclos, pausas, recomeços. Me conectar com a Terra é, no fundo, me reconectar comigo.