Eu e Bono
Meu nome é Michele, e parte da minha história começou no dia em que o Bono entrou na minha vida.
Costumam dizer que ele foi meu cachorro. Eu prefiro dizer que ele foi o encontro que mudou quem eu me tornei.
Quando o Bono chegou, eu ainda não imaginava o quanto aquele pequeno ser transformaria a minha forma de viver, de amar e de enxergar o mundo. Com o tempo, ele deixou de ocupar apenas um espaço na minha casa. Passou a ocupar um espaço em mim.
Nossa história foi construída nas pequenas coisas, nas caminhadas, nas brincadeiras, nos dias comuns e em todos aqueles momentos que parecem simples, mas que, quando acabam, revelam o verdadeiro tamanho que tinham.
Foi por causa dele que me aproximei ainda mais do universo animal. Passei a estudar, compartilhar conhecimento, empreender e escrever sobre o cuidado, o respeito e o bem-estar dos animais. Muito do que construí nasceu porque um dia o Bono entrou na minha vida.
Depois quando veio o câncer, trouxe medo, dúvidas e uma realidade que eu nunca imaginei enfrentar. Vivi ao lado dele cada etapa dos cuidados paliativos, aprendendo que amar alguém também é permanecer presente quando já não existe a possibilidade de cura.
Quando o Bono morreu, eu não perdi apenas um cachorro.
Perdi uma parte da rotina, da minha identidade e da pessoa que eu era até aquele momento.
O luto mudou a forma como eu enxergo a vida. Descobri que a ausência não é algo que simplesmente passa. Em algum momento, ela deixa de ser um acontecimento e passa a fazer parte de quem somos. A alegria continua existindo, mas nunca mais chega sozinha. Ela sempre traz a saudade junto.
Foi durante esse processo que comecei a escrever.
Escrevi porque precisava encontrar um lugar onde o nosso amor pudesse continuar existindo. Assim nasceu um livro que conta a nossa história, desde os dias felizes até a despedida, e registra, com toda a verdade que eu consegui colocar em palavras, o caminho que percorri...
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Eu e Bono
Meu nome é Michele, e parte da minha história começou no dia em que o Bono entrou na minha vida.
Costumam dizer que ele foi meu cachorro. Eu prefiro dizer que ele foi o encontro que mudou quem eu me tornei.
Quando o Bono chegou, eu ainda não imaginava o quanto aquele pequeno ser transformaria a minha forma de viver, de amar e de enxergar o mundo. Com o tempo, ele deixou de ocupar apenas um espaço na minha casa. Passou a ocupar um espaço em mim.
Nossa história foi construída nas pequenas coisas, nas caminhadas, nas brincadeiras, nos dias comuns e em todos aqueles momentos que parecem simples, mas que, quando acabam, revelam o verdadeiro tamanho que tinham.
Foi por causa dele que me aproximei ainda mais do universo animal. Passei a estudar, compartilhar conhecimento, empreender e escrever sobre o cuidado, o respeito e o bem-estar dos animais. Muito do que construí nasceu porque um dia o Bono entrou na minha vida.
Depois quando veio o câncer, trouxe medo, dúvidas e uma realidade que eu nunca imaginei enfrentar. Vivi ao lado dele cada etapa dos cuidados paliativos, aprendendo que amar alguém também é permanecer presente quando já não existe a possibilidade de cura.
Quando o Bono morreu, eu não perdi apenas um cachorro.
Perdi uma parte da rotina, da minha identidade e da pessoa que eu era até aquele momento.
O luto mudou a forma como eu enxergo a vida. Descobri que a ausência não é algo que simplesmente passa. Em algum momento, ela deixa de ser um acontecimento e passa a fazer parte de quem somos. A alegria continua existindo, mas nunca mais chega sozinha. Ela sempre traz a saudade junto.
Foi durante esse processo que comecei a escrever.
Escrevi porque precisava encontrar um lugar onde o nosso amor pudesse continuar existindo. Assim nasceu um livro que conta a nossa história, desde os dias felizes até a despedida, e registra, com toda a verdade que eu consegui colocar em palavras, o caminho que percorri vivendo o luto, um luto não reconhecido, mas que dói profundamente.
Com o tempo, entendi que esse livro nunca foi apenas sobre mim.
Ele também pertence a todas as pessoas que já amaram profundamente um animal e precisaram aprender a continuar vivendo depois da despedida. Se, através da minha história, alguém se sentir compreendido, acolhido ou menos sozinho, então tudo o que vivi também encontrou um propósito.
O Bono continua presente.
Ele está nas palavras que escrevo, no trabalho que realizo, nas escolhas que faço e na maneira como sigo falando sobre os animais. A convivência terminou, mas a influência dele sobre a minha vida permanece todos os dias.
Se a nossa história continuar sendo contada, espero que ela ajude outras pessoas a entender que o amor por um animal nunca é pequeno. E que o luto por eles também merece ser vivido, respeitado e lembrado.
Porque algumas histórias terminam com a morte.
A nossa continua existindo através do amor, da memória e de tudo o que ela ainda é capaz de transformar.
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