Sou de Juiz de Fora. Moro na Gamboa há 30 anos. Tenho 64 anos.
Esse lugar tinha muitas coisas boas.
Uma colega de trabalho, a Sônia, me falou desse lugar. Tinha a feira, os bailes na Venezuela, o Forró da Graça, o Centro José Bonifácio.
Hoje eu sinto muita falta do mercado que tinha, que não existe mais, a feira enorme. A única feira que existe, é bem pequena. O mercado que tem aqui também não é lá essas coisas.
Eu trabalhei ali na Pedro Ernesto, no Motel Vila Réggio, e em uma firma aqui na Rio Branco. Meus trabalhos sempre foram na Zona Sul, aqui nem tanto.
Não tem mais tanto trabalho.
Quando o Moinho Fluminense estava funcionando, tinha muita gente aqui fazendo entrega. Tinha muito movimento. Depois que fechou, o movimento não foi mais o mesmo.
Poderia ser um comércio, algo que gerasse bastante trabalho. O certo eu não sei, mas tinha que ser algo que trouxesse emprego pro pessoal aqui do território. Até para pessoas que vêm de fora.