Me chamo Angelita, moro em Rio Negro, no Paraná, e trabalho em um empresa na linha têxtil. Tive uma infância muito feliz, sempre fui rodeada de amigos, e brincávamos na rua até altas horas da noite – até a hora em que mamãe gritava para entrar, tomar banho, jantar e dormir. Nunca me esqueço dos bons momentos que vivi ao lado da minha prima Vanessa, que hoje mora em Floripa, da minha amiga Aneziza, que também marcou muito minha vida, e de todos os meus primos e primas. Naquela época fazíamos cabana no quintal de casa, jogávamos bola-de-gude, fazíamos guerrinha de barro, eu soltava pipa com meu pai, brincava de carrinho de rolimã, etc. Até coloquei fogo em um terreno do meu avô.
O tempo passou, fui amadurecendo... Ou pensando que estava madura. Os namorados foram aparecendo e logo decidi casar. Havia terminado apenas o segundo grau e já queria casar. Demorou três anos para eu me separar, não tinha filhos, mas esta foi a experiência mais dolorosa da minha vida. Havia construído tudo em seis anos, e de repente, em seis meses, tudo desabou.
Então, voltei a morar com meus pais e passei a me dedicar ao Movimento TLC [Treinamento de Liderança Cristã] para poder preencher o vazio da separação. Meus pais me deram muito apoio, pois realmente eu estava precisando. Nessas horas tive também muito apoio dos meus amigos Luiz, Paulo e Carol (minha amiguinha de colégio), que me confortaram muito. Hoje estou muito feliz, namoro um menino do meu grupo, mas nos vemos apenas no fim-de-semana. Meu pai não quer que eu namore, acho que ele ficou um tanto abalado com minha separação, mas o Felipe está me fazendo tão bem que estou me desprendendo do passado.



