Today, hoje pros dai, depois de longa jornada resolvemos por nossa maternidade: St. Lukes Roosevelt Hospital. No 12 andar tem a maternidade sem dor, e no 11 andar tem o hospital pra pacientes com medo da dor. A parteira, diga-se de passagem que parteira por essas partes é a coisa mais "in" que tem, que atua como guia desse grupo de futuras-mamas e alguns de seus respectivos companheiros e companheiras, nos leva através de largos corredores povoados de enfermeiras caribenhas- haitianas, bahamians, etc, e doutores machos Estado Unidenses até os tais quartos da maternidade cuja função e replicar uma casa suburbana aonde muitas senhoras e garotas se sentirão tranqüilas ao parir a segunda geração... Os quartos são realmente horrorosos com aqueles quadros de paisagem de aquarela com cores amareladas, com uma jacusi super modernosa. O grupo das futuras é meio ignorante e as perguntas são meio cretinas. Eu sei disso porque me sinto já profissional em reuniões de iniciação a maternidades, visto que a de ontem era a minha segunda visita A minha primeira visita era que nem alcóolicos anônimos como expliquei na ultima entrada no meu diário, com pessoas profundamente informadas e intelectualizadas no assunto de parir naturalmente. As de ontem eram aquelas débil mentais que perguntavam por onde é que sairia a criança...além de que havia uma criança que veio com a mãe, experiente marinheira de segunda viagem. Mas como o nosso propósito ali era o de trazer a esse mundo mais crianças, a tal presente automaticamente se tornou a peça central da situação e fazendo um barulho infernal era simplesmente confrontada por nós com sorrisos e comentários de que "gracinha essa menininha , tomara que a minha filhinha seja assim tão bem comportada", e eu só pensando no futuro das crianças nas barrigas ali presentes. Tinha uma menina chamada Lisa que não largava o meu pé, a um certo momento eu olhei bem nos seus olhos e perguntei: "Escuta, você...
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Today, hoje pros dai, depois de longa jornada resolvemos por nossa maternidade: St. Lukes Roosevelt Hospital. No 12 andar tem a maternidade sem dor, e no 11 andar tem o hospital pra pacientes com medo da dor. A parteira, diga-se de passagem que parteira por essas partes é a coisa mais "in" que tem, que atua como guia desse grupo de futuras-mamas e alguns de seus respectivos companheiros e companheiras, nos leva através de largos corredores povoados de enfermeiras caribenhas- haitianas, bahamians, etc, e doutores machos Estado Unidenses até os tais quartos da maternidade cuja função e replicar uma casa suburbana aonde muitas senhoras e garotas se sentirão tranqüilas ao parir a segunda geração... Os quartos são realmente horrorosos com aqueles quadros de paisagem de aquarela com cores amareladas, com uma jacusi super modernosa. O grupo das futuras é meio ignorante e as perguntas são meio cretinas. Eu sei disso porque me sinto já profissional em reuniões de iniciação a maternidades, visto que a de ontem era a minha segunda visita A minha primeira visita era que nem alcóolicos anônimos como expliquei na ultima entrada no meu diário, com pessoas profundamente informadas e intelectualizadas no assunto de parir naturalmente. As de ontem eram aquelas débil mentais que perguntavam por onde é que sairia a criança...além de que havia uma criança que veio com a mãe, experiente marinheira de segunda viagem. Mas como o nosso propósito ali era o de trazer a esse mundo mais crianças, a tal presente automaticamente se tornou a peça central da situação e fazendo um barulho infernal era simplesmente confrontada por nós com sorrisos e comentários de que "gracinha essa menininha , tomara que a minha filhinha seja assim tão bem comportada", e eu só pensando no futuro das crianças nas barrigas ali presentes. Tinha uma menina chamada Lisa que não largava o meu pé, a um certo momento eu olhei bem nos seus olhos e perguntei: "Escuta, você perdeu alguma coisa por aqui?" ao que ela não respondeu nada só continuou ao meu lado, o George então apontou para o fato de que ela provavelmente não falava o português. Enfim duas horas na maternidade e a parteira me ganhou como paciente Ficamos felizes com a tomada de decisão. Eu continuo levantado várias vezes pra fazer pipi. Acho que a natureza é sábia e começa com essa chatice pra acostumar as futuras mamas pro resto da vida: acordando pela noite afora com preocupação, tendo que dar de mamar, com medo, com ansiedade, com saudades do filho/a que entrou ou saiu pelo mundo. A minha mãe até hoje me diz que acorda chorando porque eu sai de casa. Eu tenho 39 anos e sai com 20... o xixi faz sentido.... As procuras da casa são igualmente dolorosas: achamos e adoramos uma, mas um fulano já tinha passado antes com outro agente imobiliário que o nosso desconhecia e feito aquela oferta, daí nos perdemos a casa....mas tem outras, eu falo comigo e continuo na minha busca semanal. Agora com a primavera chegando, os dias ficando gostosos, da mais vontade de sair por ai e buscar nova vida. Passamos 4 dias em Vermont, o estado hippie (back to the land- back to the 60s- the 60s que serviu pra algo- lets learn about the land, é um estado homônimo aquele lugar no estado do Rio aonde tinha universidade de agronomia e todos os hippies de butique, filhos de pai rico, iam estudar, Lembram? esqueci o nome- era na serra longe das águas do mar, ou assim que nem Minas- muita droga natural e muito olhar pras vacas e pros pastos). Também muitos artistas se picaram (termo velho eu me dou conta) dos grandes centros urbanos e se mandaram pra Vermont. Existe campos de dança (dance camp) aonde ex-feras daqui oferecem summer programs nos campos, aonde dançarinos rolam pela grama sentido o macio do verde do descampado amaciar a coluna lombar e relaxar a tensão sacro-cranial Enfim Vermont é um estado porreta cheio de gente com vida alternativa e anti-capitalista fazendo seus próprios queijos e sorvetes e iogurtes e crescendo seu jardim orgânico...Comemos muito bem. Temos excelente amigos por lá numa cidadezinha chamada Warren. Eles têm um Barn que foi transformado em teatro e no ultimo verão fizemos uma temporada que foi uma coisa inesquecível Eles querem que a gente volte esse ano pra montar um espetáculo com o povo da cidade Mas eu tava meio resfriada e enjoada e é um frio do caralho e mesmo com a primavera chegando o inverno se agarra pelas arvores e demora a se retirar Como o povo natural usa um sistema de aquecimento a lenha e água, basicamente você congela o seu bumbum o tempo todo, e considerado jóia (outro termo demodé) porque é legal pra saúde...mas todos bebem bem e eu com a criança no ventre não posso beber, então passei foi frio mesmo. Mas aos poucos me sinto melhor. Semana que vem nos apresentamos no histórico Judson Church pra celebrar A week of Freedom @ Judson Church E um monumento a dança moderna e pos-moderna da década de 60, as mesmas figuras que fundaram essa instituição são as que se mudaram pra Vermont, não todas claro, a Trisha Brown e o Rauchenberg se tornaram artistas internacionais e ficaram por aqui em Manhattam, mais tem muitos outros geniais que não ficaram tão famosos. Então essa semana e uma celebração ao local. A Graciela Figueroa, uma das maiores artistas da dança que balançou o coreto no Brasil na década de 80 e nos finais de 70, dançou na Judson também junto com a Twyla. Perseguindo a história vamos nós na nossa trajetória com filho/a seguindo nossos planos pela vida afora. Mais soon, lov pat.
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