Eloísa Elena Sobral Pinheiro, eu nasci em três de abril de 1955, no Espírito Santo, numa cidade chamada Marapé, que hoje tem o nome de Atílio Vivacqua.
Eu sou formada em Ciências Contábeis, sou contadora.
Eu entrei pra Petrobras antes de me formar. Eu fiz curso técnico em contabilidade e trabalhava num escritório de contabilidade. Na época, eu enviei meu currículo pra Braspetro. Eu sou oriunda da Braspetro, que era o braço internacional da Petrobras. Eu fui selecionada; passei por um processo de seleção e fui admitida. Eu estava na universidade, não estava formada ainda. Eu ingressei em 1979. Eu havia mandado o meu currículo dois anos antes, mas no princípio de 1979 fui convocada, passei por outros processos seletivos e, em maio, ingressei na Braspetro, onde estou até hoje. Agora em maio eu completo 28 anos.
Eu entrei pra trabalhar na contabilidade. Trabalhei lá por 24 anos. Primeiro, na contabilidade da Braspetro, estive em várias áreas, passei por todas as áreas da contabilidade. A Braspetro sempre trabalhou com empresas internacionais, então, tínhamos essa vivência aqui e no exterior. Em 1995 me convidaram pra ir pra Angola para atuar como gerente financeira, cobrindo férias do gerente da Brasoil Angola. Depois a Braspetro veio pra dentro da Petrobras, mas também fiquei na contabilidade algum tempo. Não teve só essa viagem a Angola em 1995. Em 1997, fui novamente, sempre nessa área, atuando como gerente financeira. Estive depois na Bolívia com a mesma atividade. Continuei aqui na contabilidade até que em 2003 me convidaram pra ir pra Internacional, onde eu trabalho numa área de governâncias societárias.
Eu continuo com muito contato com empresas no exterior, sou coordenadora do processo de prestação de contas ao TCU, e uma série de outras atividades. Então, meu contato com empresas no exterior é muito grande. Continuo viajando com alguma freqüência. Hoje, o trabalho é diferente, a atividade é diferente, mas os...
Continuar leituraEloísa Elena Sobral Pinheiro, eu nasci em três de abril de 1955, no Espírito Santo, numa cidade chamada Marapé, que hoje tem o nome de Atílio Vivacqua.
Eu sou formada em Ciências Contábeis, sou contadora.
Eu entrei pra Petrobras antes de me formar. Eu fiz curso técnico em contabilidade e trabalhava num escritório de contabilidade. Na época, eu enviei meu currículo pra Braspetro. Eu sou oriunda da Braspetro, que era o braço internacional da Petrobras. Eu fui selecionada; passei por um processo de seleção e fui admitida. Eu estava na universidade, não estava formada ainda. Eu ingressei em 1979. Eu havia mandado o meu currículo dois anos antes, mas no princípio de 1979 fui convocada, passei por outros processos seletivos e, em maio, ingressei na Braspetro, onde estou até hoje. Agora em maio eu completo 28 anos.
Eu entrei pra trabalhar na contabilidade. Trabalhei lá por 24 anos. Primeiro, na contabilidade da Braspetro, estive em várias áreas, passei por todas as áreas da contabilidade. A Braspetro sempre trabalhou com empresas internacionais, então, tínhamos essa vivência aqui e no exterior. Em 1995 me convidaram pra ir pra Angola para atuar como gerente financeira, cobrindo férias do gerente da Brasoil Angola. Depois a Braspetro veio pra dentro da Petrobras, mas também fiquei na contabilidade algum tempo. Não teve só essa viagem a Angola em 1995. Em 1997, fui novamente, sempre nessa área, atuando como gerente financeira. Estive depois na Bolívia com a mesma atividade. Continuei aqui na contabilidade até que em 2003 me convidaram pra ir pra Internacional, onde eu trabalho numa área de governâncias societárias.
Eu continuo com muito contato com empresas no exterior, sou coordenadora do processo de prestação de contas ao TCU, e uma série de outras atividades. Então, meu contato com empresas no exterior é muito grande. Continuo viajando com alguma freqüência. Hoje, o trabalho é diferente, a atividade é diferente, mas os conhecimentos adquiridos em todos esses anos são essenciais para o desenvolvimento desse trabalho. Essas experiências no exterior, realmente, ajudam muito, fazem crescer como profissional, como pessoa. O relacionamento com as pessoas, a convivência com a diferença de culturas, de legislações, de vida, te fazem crescer muito pessoal e profissionalmente.
É até difícil de descrever essas experiências. Realmente, uma coisa é o que você sentiu, mas descrever tudo o que sentiu, fica registrado de uma forma que é difícil de colocar em palavras. Quando fui a Angola na primeira vez, o país estava em guerra civil, estava muito destruído, com uma condição de vida muito difícil. Foi uma mistura entre estar assustada e empolgada, por causa da atividade nova. São sentimentos complicados de descrever, mas foi muito bom. Tive justamente essa sensação de medo de ver um país tão destruído, muita miséria. Nós vemos muita miséria no Brasil, é lógico, mas é diferente. Eu não sei se isso é bom ou ruim, mas aqui no Brasil em alguns lugares fica longe, você consegue não enxergar, fingir que não existe. Não que isso seja bom, mas lá não é assim. Nessa época, então, não tinha como não enxergar isso para cada lado que você olhava. Eu estava longe da família, eu já tinha filhos, estava casada, passei 50 dias fora logo na primeira vez. Tinha muito trabalho pra fazer. Isso era bom, não tinha muito tempo pra pensar, porque tinha muito trabalho pra fazer. Mas fora isso, era difícil essa convivência. A cultura era completamente diferente, embora se fale português em Angola, mas tem uma série de diferenças no idioma que você precisa aprender a conviver. O nem sempre significa a mesma coisa, é complicado. È um sentimento, difícil de descrever.
As atribuições eram bem parecidas. Não eram as mesmas, mas eram bem parecidas.Lá no exterior, as unidades são pequenas, então, você não faz um pedacinho, você faz o todo, tem uma visão do todo. Você não tem muito com quem dividir o seu trabalho, você tem que fazer, tem que saber de tudo, tem que saber a seqüência do trabalho todo. Não é como a Petrobras que é uma empresa grande no Brasil, que cada um tem a sua atribuição bem definida. Lá não tem essa definição, apareceu trabalho, você tem que fazer, tem que desenvolver e entregar pronto. Quer dizer, você tem que ter muito jogo de cintura pra convivência e pro trabalho também.
Foi um pouco mais calmo. Já foi um pouco mais tranqüilo, porque você já sabia o que ia encontrar, já aprendeu um pouco. Aprender tudo é impossível, mas você já aprendeu um pouco, então, você já vai mais preparada pra organizar tanto o trabalho quanto a sua estada no país. Foi mais calmo e tranqüilo.
A Brasoil era uma subsidiária, uma controlada da Braspetro, que cuidava da parte de prestação de serviço. Ela prestava serviço pra própria Braspetro. Ao invés de contratar um terceiro pra fazer o serviço, a Braspetro tinha uma empresa sua que fazia essa prestação de serviço. Alugava sondas, cedia às sondas e prestava o serviço. Executava o que você teria que contratar um terceiro pra fazer a perfuração. A Brasoil era uma prestadora de serviço.
Estive na Braspetro, em Cuba, por um ano. Foi uma atividade mais completa. Durante, praticamente toda a existência da Brasoil Cuba estive trabalhando por lá. Era um revezamento com o outro profissional da mesma área; nós revezávamos porque não tinha residente. Não era um regime de grupo móvel, mas era algo parecido, porque quando voltávamos pro Brasil trabalhava aqui também. Trabalhava 30, 50 dias fora e ficava aqui mais um tempo, em torno de 30 dias, e voltávamos a trabalhar lá.
Foi outra adaptação, porque é outra cultura, outra língua. Embora muito parecida, as diferenças de linguagem são imensas. Eu já sabia um pouco de espanhol, mas as expressões usadas no dia-a-dia, na convivência com as pessoas, são diferentes. É um país politicamente diferente. Foi uma outra fase de adaptação, realmente, pra se acostumar a conviver, a medir as palavras, a medir até os seus pensamentos. Era mais tranqüilo, porque não tinha guerra. É um lugar bonito. Eu não sei definir se foi mais fácil, eu não tenho essa definição. É diferente. Eu não consigo medir. Angola, mais feio, Cuba, bonito. Mas feio até pela situação que estava passando, não que seja um país feio. Inclusive, me disseram que está melhorando muito. Visualmente, Cuba é mais bonito, mais arrumado, mas tem toda uma situação política diferente, e isso também causa algumas dificuldades, além do idioma não ser o português.
Fala-se que Cuba é um país maravilhoso em educação, em saúde. Eu acredito que hoje, até pela falência do comunismo, já não é assim. Eu acho quem é estrangeiro, há sempre umas proteções pra viver nesses países. Então, dá para passar tranqüilo por algum tempo. Mas eu acho que pras pessoas de lá é difícil viver. São muitas restrições, você tem que viver sob um regime que sem muita liberdade. É um pouco complexo. O cubano é um povo muito acolhedor, eles são muito simpáticos, ainda mais com os brasileiros. O brasileiro é sempre bem-vindo, o que é muito bom. Eu ainda não fui a nenhum país que o brasileiro não fosse bem-vindo. Nós não temos problemas em praticamente nenhum país, os povos sempre nos acolhem de uma maneira muito simpática.
Pelo que eu sei a Petrobras, a princípio, não poderia ter empresas no exterior por restrições do governo. A Petrobras é uma empresa estatal, de economia mista. Depois com a quebra do monopólio, veio a queda também dessa restrição da Petrobras ter empresas diretamente no exterior. Então, a Braspetro, braço internacional da Petrobras, não tinha muito sentido de existir mais. A Petrobras resolveu trazer esta atividade pra dentro dela. Eu não sou expert nesse assunto, eu não participei das decisões exatamente, são mais sentimentos misturados com alguma informação restrita. A Petrobras achou que estrategicamente era melhor ter essa atividade mais próxima. Foram feitos vários estudos de como seria feita essa incorporação. A princípio não estava definida a incorporação, mas como tudo que acontece na Petrobras, houve muito boato. Há um tempo atrás tinha ocorrido o fechamento da Interbrás, então, houve essa preocupação. Mas eu, por exemplo, tinha informações que estava sendo feito um estudo com essa possibilidade da incorporação. Isso durou, talvez, pelo menos o tempo mais efetivo de estudo, uns dois anos, até que se chegou à conclusão que havia condição de ser incorporada. E foi o que aconteceu, a Braspetro foi incorporada e os funcionários que ainda existiam na Braspetro, que eram poucos, creio que não chegavam a trezentos, foram incorporados ao grupo Petrobras. Foi um processo de trabalho, mas eu acho que não foi muito traumático. Eu participei na contabilidade, com toda essa parte de documentação e registros. Mas foi bom, acredito que tenha sido bom pra todos, inclusive para a Petrobras, que tem hoje essas atividades mais próximas da sua direção.
A atividade continuou crescendo, o trabalho continua sendo mais ou menos o mesmo, só que está ligado à outra hierarquia, a outra estrutura. É claro que a Braspetro era uma empresa menor, o que facilita algumas coisas. Na Petrobras é uma estrutura muito maior, existe uma seqüência de hierarquia maior, mas eu acredito que com o tempo as coisas se adaptem. Está se adaptando. Vai ser um processo de crescimento constante. Creio que a tendência é sempre melhorar.
A Área Internacional tem uma média de 13% dos investimentos de crescimento da Petrobras. É uma fatia da pizza na média de 13 ou 15%, mas está crescendo, a tendência é crescer. As metas – pelo que eu vi, não sei muitos detalhes – são bem ambiciosas para a Área Internacional. A Petrobras, acredito que em 2000, traçou uma meta para ser uma empresa de energia, não uma empresa de petróleo. Como empresa, ainda mais sem o monopólio, ela pode ir pro exterior da mesma maneira que outras empresas vêm ao Brasil. Pra crescer, ficando dentro do país, chega uma hora que tem um limite. Não é uma opinião oficial, é o que eu vejo; pra crescer, pra aumentar seus horizontes, você tem que ir além das suas fronteiras.
Ainda na contabilidade, eu estive na Bolívia também, fazendo o mesmo trabalho anterior. É um país mais tranqüilo, agora não tanto, mas na época era. Agora, na Internacional, eu estive em outros lugares. Foram períodos mais curtos, onde tentamos disseminar o conhecimento do nosso trabalho pra ter um retorno melhor das unidades, porque eles são os fornecedores de serviços pra nós. Tentamos orientar, dar conhecimento do que fazemos, pra que ter um retorno de boa qualidade e no tempo que nós precisamos, porque nós temos prazos a cumprir. Elaboramos modelos e tentamos orientar como as coisas acontecem, o que o não cumprimento dessas tarefas, dessas obrigações, pode causar pra empresa e para as pessoas. Porque quem está lá fora, às vezes, está envolvido na sua rotina, que é bem pesada, e tem muitas informações pra enviar pra sede, além de suas obrigações. Você está num outro país, mas tem que cumprir com as obrigações do seu país. Você está com uma empresa instalada num país, mas aqui no Brasil nós temos toda uma legislação pra cumprir, e eles também têm que cumprir uma série de obrigações com a sede. Tentamos sensibilizá-los dos danos que os atrasos e não cumprimento das tarefas pode causar. É uma forma de disseminar o conhecimento, orientar, tentar ver como nós aqui na sede podemos ajudar.
Damos consultoria, supervisão e orientação para que eles possam nos ajudar e que nós possamos ajudá-los. É uma troca, vamos dizer assim, é uma tentativa de fazer os dois lados, pedir e dar também um pouco. Nessa última fase eu fui à Argentina mais de uma vez. Fui também ao Uruguai, Paraguai, Estados Unidos, México e Venezuela. Acho que são esses. Em geral, eu não me lembro de grandes dificuldades, só os medos normais de quem está fora, as dificuldades de aeroporto, vôos, atrasos, preocupação com documentação e desembaraço de bagagem.
Melhorou muito. A comunicação da Petrobras tem rota pra quase todas as suas unidades no exterior. Isso é uma facilidade grande. O celular, hoje, facilita muito. Hoje eu tenho até o celular da empresa, que eu uso diariamente para o trabalho. Mas mesmo quando não tinha, depois do evento do celular, você não viaja mais sem celular. Você pede emprestado, tem sempre um celular adaptado pro lugar aonde vai, você tem como se comunicar, tem toda a listinha dos telefones. Eu fui à Nigéria, creio que no final de 2005. Você leva um celular adaptado, é um país também difícil, mas vai pegar e você vai conseguir falar. Você está lá e tem o celular local pra se comunicar. Não que a Petrobras antes não tivesse, pelo contrário, sempre houve uma preocupação muito grande em dar segurança, em nos manter com conforto e segurança quando viajamos pra fora. Há essa preocupação das pessoas todas e da empresa de nos manter seguros, uma preocupação muito grande. Só que hoje a tecnologia ajuda, facilita, então, é muito mais tranqüilo. É mais fácil dar essa segurança hoje. Internet, celular. Tudo isso, realmente, facilitou a vida nossa e da empresa na tentativa de nos manter seguros. Na tentativa, não. É quase uma obrigação de todos nós, nos mantermos seguros.
A gente vive tantos detalhes, que às vezes essas horas fogem um pouco. Uma das vezes que eu fiquei um pouco assustada foi justamente voltando de Angola. Eu fui a Angola com o visto para 45 dias, eu ia passar 45 dias, e o gerente financeiro demorou mais dois dias pra voltar. Eu tinha uma margenzinha. Ele voltou dois dias depois e eu fui obrigada a postergar a minha volta. Quando pediram o visto, não contaram direito porque o mês era de 31 dias. Em Angola, eles davam todo um apoio, nos levavam até o aeroporto, desembaraçavam bagagens, tudo isso. Eles nos deixavam, praticamente, dentro do avião. A única particularidade é que quando entrava no avião tinha que dizer: “Essa bagagem é minha”. Senão ela não embarcava, por problemas de bomba, essas coisas. Mas depois que eu já tinha passado por quase todo esse processo, já na última fase quando passa por um guichê, a pessoa olhou o meu passaporte, e ele estava vencido por um dia. A pessoa que tinha me levado até lá – é um país burocrático – já tinha ido. Eu pensei: “Meu Deus, o que eu vou fazer? O que vão fazer comigo agora?”. Ainda estava na fase de guerra civil. Eu expliquei que tinha sido obrigada, até por questões de trabalho, a ficar mais dois dias, e que não havíamos contado. Me lembrei do problema do mês com 31 dias, que não havíamos contado com esse episódio, e que já estava de saída. Felizmente saiu tudo bem, ele carimbou o meu passaporte e me deixou sair, sem criar nenhum problema. Mas essa foi uma vez que eu fiquei um pouco preocupada. Depois que você ficava lá, não tinha como ter muito contato com o pessoal do escritório. Você já estava lá dentro, já estava praticamente tudo resolvido, quer dizer, você ficava sem rádio, sem telefone, e não tinha essa facilidade de contato pra que alguém viesse me ajudar. Não tinha táxi pra voltar pro escritório. Então, eu passei um pouquinho de medo dessa vez. Se ele não me deixa sair, me faz voltar pra resolver esse problema do visto, eu estaria numa situação complicada. Mas felizmente saiu tudo bem, a pessoa foi bem compreensiva. Eu creio que foi o maior susto que passei nessa história toda.
Em Cuba, eu me lembro de uma experiência, porque quando você está fora do seu país, as emoções são muito mais fortes. Eu estava em Cuba quando aconteceu o acidente na P-36. Nós não tínhamos muita informação, apenas por internet. Foi um acontecimento que emocionou a todos. O que estava acontecendo com as pessoas que estavam lá dentro? Foi uma emoção muito grande, quase como se estivéssemos perdendo um ente querido. Foi muito forte, ter passado tudo isso fora daqui. Eu acredito que quem estava aqui também sentiu, mas eu acredito que lá fora, longe de tudo, sem saber muito bem das notícias, foi uma emoção muito forte pra todos nós. E eu me lembro que eu fiquei muito emocionada. Depressão não, porque é uma palavra muito forte. Eu não lembro uma palavra para definir aquele sentimento. A expressão correta é bem abalada. Ficamos bastante abalados, e eu me senti bastante abalada com isso. Foram difíceis os dias que se seguiram.
Nesses anos todos de Petrobras, eu acho que é muito bom trabalhar na empresa. Eu gosto, me sinto orgulhosa de trabalhar na Petrobras, uma empresa grande. É uma relação quase familiar, você até pode ver os defeitos e comentar, mas não admite que ninguém faça isso. Quer dizer, você não admite que ninguém fale mal da Petrobras, que ninguém diminua a Petrobras em alguma coisa, porque é uma grande empresa. É muito bom trabalhar lá. No dia-a-dia tem as suas complicações, a pressão do trabalho, a correria, mas ainda é bom trabalhar na empresa. Na Petrobras, a gente se sente bem e orgulhosa de fazer parte dessa construção. Eu a peguei com a metade já construída, mas eu sinto que tenho um pedacinho nisso. Sinto orgulho de trabalhar na Petrobras.
Eu acho o mais marcante é a convivência com os colegas, com os amigos que você faz. Alguns colegas, companheiros de trabalho, se tornam seus amigos e se tornam importantes pra você e pra sua vida, com quem você pode contar sempre. Quando viajamos para o exterior se estreita mais o relacionamento com as pessoas, ficamos mais unidos, mais ainda do que já somos aqui. É, vamos dizer assim, a família Petrobras. Então, isso é uma coisa boa, as pessoas, a convivência, essa união, porque eu acho que existe uma união muito grande. Ser Petrobras, em qualquer lugar, é se identificar, mesmo que você não conheça, é sempre um amigo. Quando você encontra com uma pessoa Petrobras, em qualquer lugar do mundo, é bem marcante, você se sente seguro sabendo que vai encontrar um companheiro da Petrobras em algum lugar.
Eu gostei muito de fazer parte da história da empresa e saber que isso vai ficar registrado. Foi uma honra ter participado, fiquei feliz com o convite. Foi bom. Eu agradeço também vocês de terem me convidado pra participar, porque além de você já fazer parte da história, isso vai ficar registrado. Isso te dá um pouquinho mais de orgulho e de emoção. Foi bom, obrigada.
Recolher