Projeto Memória Petrobrás
Depoimento de Edílson (Ferraz?) Rodrigues
Entrevistado por Eliana Santos
Local de gravação e data completa: (Marlim sul?), P-38
27 de janeiro de 2005
Realização Museu da Pessoa
Depoimento PETRO_CB525
Transcrição por Felipe Peirão Cecchi
P/1: Boa tarde.
R: Boa tarde.
P/1: Queria começar pedindo que o senhor nos fale o seu nome completo, local e data de nascimento?
R: Meu nome é Edílson (Ferraz?) Rodrigues, eu nasci na cidade do (Prado?), Bahia, em 27/9/1957.
P/1: Conta para agente como que foi o seu ingresso na Petrobrás e quando que isso aconteceu?
R: Olha, o meu ingresso na Petrobrás ocorreu por intermédio de uma informação que foi divulgada na escola onde eu fazia o último ano do segundo grau. E o professor, divulgou lá que haveria um concurso na Petrobrás, informou para agente o local de inscrição, e no dia seguinte eu fui lá e me inscrevi, e logo depois teve o concurso, onde graças a deus consegui passar.
P/1: E isso foi quando, Senhor Edilson?
R: Isso foi, eu ingressei na Petrobrás em 19/ 7/ 1976.
P/1: E para onde o senhor foi trabalhar?
R: Eu comecei em Vitória, trabalhava num escritório na praia do Canto.
P/1: O senhor morava na Bahia?
R: Não, eu já morava em Vitória.
P/1: E ai como que foi, pra qual setor o senhor foi trabalhar, com que o senhor foi trabalhar?
R: Eu fui trabalhar de imediato na área de seleção e treinamento, e logo depois eu fui para a área de serviços gerais.
P/1: Como que foi essa primeira experiência?
R: Olha, é, como eu já vinha de outro emprego, o fato de trabalhar, assim de carteira assinada, para mim não causou muita diferença, né, o que causou um certo impacto foi o salário, porque o salário da Petrobrás era bem maior.
P/1: Depois você foi para qual setor, depois que o senhor saiu de serviços gerais, o senhor fez mais o que?
R: Após serviços gerais, ainda dentro de serviços gerais eu fui transferido para Macaé, e em 1980 eu fui...
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Projeto Memória Petrobrás
Depoimento de Edílson (Ferraz?) Rodrigues
Entrevistado por Eliana Santos
Local de gravação e data completa: (Marlim sul?), P-38
27 de janeiro de 2005
Realização Museu da Pessoa
Depoimento PETRO_CB525
Transcrição por Felipe Peirão Cecchi
P/1: Boa tarde.
R: Boa tarde.
P/1: Queria começar pedindo que o senhor nos fale o seu nome completo, local e data de nascimento?
R: Meu nome é Edílson (Ferraz?) Rodrigues, eu nasci na cidade do (Prado?), Bahia, em 27/9/1957.
P/1: Conta para agente como que foi o seu ingresso na Petrobrás e quando que isso aconteceu?
R: Olha, o meu ingresso na Petrobrás ocorreu por intermédio de uma informação que foi divulgada na escola onde eu fazia o último ano do segundo grau. E o professor, divulgou lá que haveria um concurso na Petrobrás, informou para agente o local de inscrição, e no dia seguinte eu fui lá e me inscrevi, e logo depois teve o concurso, onde graças a deus consegui passar.
P/1: E isso foi quando, Senhor Edilson?
R: Isso foi, eu ingressei na Petrobrás em 19/ 7/ 1976.
P/1: E para onde o senhor foi trabalhar?
R: Eu comecei em Vitória, trabalhava num escritório na praia do Canto.
P/1: O senhor morava na Bahia?
R: Não, eu já morava em Vitória.
P/1: E ai como que foi, pra qual setor o senhor foi trabalhar, com que o senhor foi trabalhar?
R: Eu fui trabalhar de imediato na área de seleção e treinamento, e logo depois eu fui para a área de serviços gerais.
P/1: Como que foi essa primeira experiência?
R: Olha, é, como eu já vinha de outro emprego, o fato de trabalhar, assim de carteira assinada, para mim não causou muita diferença, né, o que causou um certo impacto foi o salário, porque o salário da Petrobrás era bem maior.
P/1: Depois você foi para qual setor, depois que o senhor saiu de serviços gerais, o senhor fez mais o que?
R: Após serviços gerais, ainda dentro de serviços gerais eu fui transferido para Macaé, e em 1980 eu fui transferido para o setor pessoal, onde eu fiquei até em 86, foi quando eu me propus a embarcar.
P/1: E porque o senhor se propôs a embarcar?
R: É, por necessidade particular, é, de cunho familiar, né, eu me vi praticamente obrigado a retornar a cidade de Vitória. E o único meio que eu tive de retornar a minha cidade era embarcando, uma vez que não tinha mais nada de Petrobrás em Vitória.
P/1: Essa época o senhor tava aonde?
R: Essa época eu estava morando em Macaé, trabalhando num escritório em Macaé, né?
P/1: E ai o senhor decidiu que ia embarcar, e como foi?
R: Olha, para mim foi uma mudança muito drástica, porque a minha vivência tanto fora da Petrobrás, quanto dentro da Petrobrás, já a dez anos na empresa, era basicamente burocrática, então para você mudar de um escritório para uma área operacional como a plataforma, ai a mudança é violenta, né? Então realmente você fica naquele clima de tensão até você conseguir se adaptar, apesar de que eu tenho essa facilidade de adaptação, de qualquer forma agente sente bastante.
P/1: Como que foi sair de uma área mais administrativa, para vir para a área operacional?
R: Embora, administrativamente falando, eu continuei dentro dessas raízes, ta, eu era administrativo, e continuei na plataforma como administrativo, só mudou o regime de trabalho.
P/1: Porque, como que era, você diz, mudou o regime de trabalho, como assim?
R: Mudou o regime de trabalho, porque eu trabalhava em terra em escritório, e passei a trabalhar num regime de embarcar 14, e folgar 14.
P/1: Conta assim para agente que tem essa curiosidade, o senhor veio para a plataforma, para qual que o senhor foi?
R: Eu fui para a plataforma de (Cherne?) 2.
P/1: E ai como que era a sua atividade, como que era o seu dia-a-dia?
R: Olha eu me ambientei com muita facilidade, mesmo porque as plataformas já tem a cultura de receptividade, e facilidade de fazer com que as pessoas se sintam bem aqui, né, então não foi muito difícil de angariar novas amizades, de me adaptar, quase que corriqueiro. E inclusive lá eu fiquei durante 15 anos, e fiz muitas amizades, sai de lá com muito penar, mais um dia você tem que mudar um pouquinho.
P/1: E ai de lá o senhor já veio direto para cá?
R: É, de lá eu vim para a P-38.
P/1: Quando foi então que o senhor chegou na Bacia de Campos?
R: Na Bacia de Campos eu comecei em outubro de 1986.
P/1: Já ta aqui a quanto tempo?
R: 18 anos e alguma coisa.
P/1: Como que o senhor viu assim num primeiro momento que o senhor chegou na Bacia de Campos, como que você viu os desafios que estavam acontecendo na sua área, como é que tava isso?
R: Olha, hoje a divulgação do que se propõe a empresa, ela é bastante ampla, é, mais naquela época agente não tinha muita informação das propostas da empresa em si para o futuro, e, mais dentro daquilo que nos era passado agente procurava desenvolver da melhor forma possível.
P/1: Como que você foram vendo isso ao longo do tempo, vocês acharam que foi sendo mais comunicado, que momento vocês perceberam que estavam recebendo maiores comunicações?
R: É, isso ai com o passar do tempo, né, com a evolução das gerências, né, isso ai foi automaticamente entrando no sangue.
P/1: E na sua área, o senhor sentiu muita dificuldade, já que o senhor veio de uma área administrativa, quando o senhor foi para a área operacional, qual foi a dificuldade assim que o senhor sentiu?
R: Porque veja bem, quando eu fui para a área operacional, eu não fui trabalhar exatamente na operação, eu fui trabalhar na administração, então não foi grande impacto no trabalho em si, somente o problema de regime de trabalho, isso ai realmente causou um certo impacto.
P/1: Porque causou esse impacto em você?
R: É porque agente tava acostumado com aquela dia-a-dia dentro de casa, saia às cinco horas, seis horas do trabalho, e tinha os amigos, parentes, você tomava uma cervejinha com um, com outro, né, e isso ai, você passa embarcado em 14 dias que você tem que mudar totalmente o seu ciclo de vida, nè? Então você tem que adquirir novos costumes.
P/1: Que costumes são esses que vocês tem aqui dentro, quais hábitos vocês, como que é trabalhar embarcado?
R: Olha, agente procura da melhor forma possível descontrair após o trabalho, né, jogando cartas, participando de eventos, né, freqüentando locais onde há, digamos assim, encontro das pessoas, né?
P/1: Me fala assim, de todo esse tempo que o senhor ta aqui, o senhor tem alguma história marcante, alguma coisa que tenha marcado para o senhor, que foi importante, ou sei lá, engraçada que o senhor queira contar para agente, são 18 anos?
R: É, na verdade são 28, já to indo para 29 anos de Petrobrás, né?
P/1: Ai, muito mais.
R: É, eu acho que de relevante assim, no momento eu não consigo me lembrar.
P/1: Mas não tem nada assim que tenha sido muito importante para o senhor, nesse dia-a-dia de vocês aqui, que o senhor tenha visto, que você falou, há, isso aqui foi importante para mim, que ficou guardado, sabe?
R: É, tem algumas coisas... Por exemplo a mudança de cidade, onde eu entrei em Vitória e achei que lá seria o meu local de trabalho quase que definitivo, né, e três anos depois eu me vi obrigado, né, a mudar de cidade, mudei da cidade onde eu já estava totalmente adaptado, ancorado, e de repente eu me vejo pela primeira vez na vida, com 21 anos de idade, me deslocando de uma cidade para outra, saindo pela primeira vez da casa dos meus pais, e começou uma vida nova. Então isso ai causa um certo impacto na vida da gente, né?
P/1: Mudando um pouquinho de assunto, o senhor é filiado ao sindicato?
R: Sim.
P/1: E o senhor se lembra assim de algum movimento deles, que trata de reivindicações trabalhistas, que o senhor tenha participado, que o senhor ouviu falar em relação as conquistas da Petrobrás, o senhor destaca para agente?
R: Não, prefiro não entrar nesse mérito.
P/1: O senhor acha que a relação do sindicato com a Petrobrás mudou seu Edílson, nesse tempo que você entrou na Petrobrás, até hoje, você acha que teve alguma mudança?
R: É uma área que eu não gostaria de me aprofundar, queria ficar neutro.
P/1: Seu Edílson, eu queria saber se tem mais alguma história que você queira contar para agente, mais algo que o senhor tenha vivido ai e que o senhor se recorde?
R: Não, só teve, eu me lembro de um fato que marcou bastante, que foi um momento de muita tristeza, não só para mim mas para todos os petroleiro, né, eu tive parte, né, que eu participei de assistência, foi o acidente que ocorreu em (chuva?). É marcou, marcou muito, entendeu, porque foi um impacto muito grande para agente, né, agente teve aquela sensação assim de... Sei lá, agente quer ajudar e fica impossibilitado, então realmente marcou.
P/1: Seu Edílson eu queria perguntar o que o senhor acho de ter participado do Projeto Memória, contribuindo com a sua entrevista?
R: É importante, né, porque você vê hoje algumas coisas escritas, né, mais, é, fica muita coisa obscura, de pessoas que tem coisas, realmente histórias para contar, e infelizmente eu num, me pegou até de surpresa, poderia até ter contribuído um pouquinho mais. Mas é importantíssimo sim com certeza, a gente reviver, é a memória da empresa.
P/1: Então ta bom seu Edílson, muito obrigado pela entrevista.
R: Por nada.
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