P – Para começar eu gostaria que você dissesse o seu nome completo, local e data de nascimento. R - Bom, meu nome é Edílson Batista. Eu trabalho no Aché pela filial Ribeirão Preto, na região de Franca. Eu tenho 32 anos, nasci no dia 29 de Outubro de 69. P – E nasceu em que cidade? R - Eu nasci em Franca também. P – E quando é que você entra no Aché? De que forma, Edílson? R - Olha, eu já trabalhava no ramo de farmácias, que tem um certo contato. Então eu tinha relacionamentos com propagandistas do Aché, de todo o ramo, já. E esses propagandistas me visitavam. E a gente foi tendo contato. E eu trabalhei em uma farmácia que era vinculada a médicos também, que era uma farmácia da Unimed, em Franca. Então eu tinha uma ligação, né? E eles me indicaram para estar participando do processo seletivo. E eu resolvi participar e graças a Deus deu certo. E eu estou aí até hoje. P – Você lembra do seu primeiro dia de propagandista? R - Lembro. Não foi assim (risos) das melhores experiências. Acho que todos que já deram depoimento aqui têm uma certa dificuldade, né? Por estar mudando de ramo, por estar trabalhando em um negócio novo. Então, não foi fácil. Algumas propagandas eu nem tive como fazer. O meu próprio supervisor teve que assumir, né? Uma série de dificuldades ali. Mas foi legal. Foi gratificante. Uma experiência assim que a gente não esquece. É até meio constrangedor, às vezes, mas foi legal. P – Em relação a quando você entrou, você viaja menos hoje? R - Estou viajando menos, até por uma questão de setor, que tem várias reestruturações. A empresa está sempre mexendo para perceber qual é o mercado. Então hoje eu viajo menos que na época. Mas isso eu acho que é legal. Você viajar, você estar fora da sua praça sede, também faz parte. Você vê outra realidade. Realidade de cidades menores. Outro mercado também para se trabalhar. E tem a questão de que...
Continuar leituraP – Para começar eu gostaria que você dissesse o seu nome completo, local e data de nascimento. R - Bom, meu nome é Edílson Batista. Eu trabalho no Aché pela filial Ribeirão Preto, na região de Franca. Eu tenho 32 anos, nasci no dia 29 de Outubro de 69. P – E nasceu em que cidade? R - Eu nasci em Franca também. P – E quando é que você entra no Aché? De que forma, Edílson? R - Olha, eu já trabalhava no ramo de farmácias, que tem um certo contato. Então eu tinha relacionamentos com propagandistas do Aché, de todo o ramo, já. E esses propagandistas me visitavam. E a gente foi tendo contato. E eu trabalhei em uma farmácia que era vinculada a médicos também, que era uma farmácia da Unimed, em Franca. Então eu tinha uma ligação, né? E eles me indicaram para estar participando do processo seletivo. E eu resolvi participar e graças a Deus deu certo. E eu estou aí até hoje. P – Você lembra do seu primeiro dia de propagandista? R - Lembro. Não foi assim (risos) das melhores experiências. Acho que todos que já deram depoimento aqui têm uma certa dificuldade, né? Por estar mudando de ramo, por estar trabalhando em um negócio novo. Então, não foi fácil. Algumas propagandas eu nem tive como fazer. O meu próprio supervisor teve que assumir, né? Uma série de dificuldades ali. Mas foi legal. Foi gratificante. Uma experiência assim que a gente não esquece. É até meio constrangedor, às vezes, mas foi legal. P – Em relação a quando você entrou, você viaja menos hoje? R - Estou viajando menos, até por uma questão de setor, que tem várias reestruturações. A empresa está sempre mexendo para perceber qual é o mercado. Então hoje eu viajo menos que na época. Mas isso eu acho que é legal. Você viajar, você estar fora da sua praça sede, também faz parte. Você vê outra realidade. Realidade de cidades menores. Outro mercado também para se trabalhar. E tem a questão de que hoje nós voltamos a estudar. A empresa inclusive está valorizando isso. Foi uma oportunidade que me deu, em função desse novo setor e eu estou achando também muito legal. P – Você pode descrever um pouquinho o seu setor? Como é essa região? R - É a região de Franca, uma região mais para o lado de indústria. Uma região que tem a sua economia mais voltada para o lado industrial. Ela trabalha com sapato. O forte da economia lá é calçado. E o resto da região ali são cidades menores, as que são mais próximas a Franca são até mais ligadas à própria economia da cidade, né? As mais distantes, São Joaquim da Barra, Orlândia, ficam também na Rodovia Anhangüera. Aqui elas têm a sua economia voltada para a cana-de-açúcar. Algumas para cafeicultura. Mas são características diferentes e que acaba somando para a gente. A gente convive com várias situações diferentes, de acordo com cada cidade. P – E nesse deslocamento de uma cidade para outra, alguma coisa mais marcante? R - Não, tem o que marca assim, é... P – Ou as estradas? R - É a diferença de cultura que tem de uma cidade menor para outra. A receptividade das pessoas, são pessoas mais simples. A gente, às vezes... Eu até comentei de trabalhar em uma cidade menor, que é melhor de se trabalhar. Mas tem muito a ver com essa questão da receptividade dos médicos, dos secretários envolvidos no nosso trabalho. Isso aí é uma questão profissional. Mas de uma forma geral: você vai em um restaurante, você conversa com as pessoas na rua. Então, são características assim, que eu acho que são positivas. Que a gente aprende e fica assim, até um pouco mais humilde de ver situações financeiras diferentes também, né? A condição financeira de uma cidade pequena. A gente vai em um posto de saúde e aprende a valorizar um pouco mais a vida, de ver. Eu tenho filho, ver mães lá em situações difíceis, né? E que é característico. Isso tem no Brasil inteiro. Mas em uma cidade igual a Franca é mais difícil de ver. Mas nas cidades menores a gente se depara com isso a toda hora. A situação da saúde que está no Brasil em cidade pequena é mais complicada ainda. Então, com tudo isso a gente aprende. A gente vai somando isso aí. Essas experiências boas, ruins. P – E tem um diferencial do propagandista do Aché em relação ao médico, comparado aos propagandistas de outros laboratórios? R - Ah, sim. Sim, porque nós estamos falando aqui principalmente de região que tem cidades menores, raramente a gente trabalha em uma cidade só. A não ser com cidades maiores igual Campinas, São Paulo, Ribeirão. Mas o propagandista do Aché está em todos os pontos, né? Ele visita toda a classe médica. Então, isso já é um diferencial. Em cidades menores, a gente tem um relacionamento assim, como se fosse de amizade mesmo. A gente toma café, bate papo. Chega até a ir na casa do médico. Visita na casa dele, entendeu? Então é uma coisa bem mais informal na cidade menor, né? E um dos diferenciais do propagandista do Aché, além de ser bem preparado, e realmente ele está comprometido como que faz, pela própria filosofia da empresa, é que nós realmente vamos. Aonde tem médico, nós estamos lá visitando. E em cidades menores, eles valorizam muito isso. P – E tem alguma campanha ou produto mais marcante para você? R - Campanha de produto? Tem, até a questão... (risos) Que eu devo estar dando esse depoimento depois também. A questão foi um produto que eu participei... P – Então, é legal contar para a gente. R - É bom contar também, né? P – É. R - Foi o lançamento de um produto que não era da minha linha. Então, foi muito até valorizado com essa relação, porque o produto era de outra linha. Não iria lançar o produto, né? É um produto que um colega da minha cidade ia lançar. Mas que um gerente, por saber que eu tenho um certo envolvimento com música, um certo relacionamento com músicos, estúdio... Apesar que eu nunca fui assim de... P – Você não é músico profissional? R - Não, eu não sou profissional, não. É mais hobby. Mas eu gosto muito de criar. E comentaram isso com um gerente, o Marlos, inclusive vou citar que é uma pessoa fantástica, que gosta de música também. O Marlos, de Ribeirão Preto, né? E ele chegou e solicitou para mim. Ele falou: “Olha, o que é que você acha de ser... Seria diferente você estar fazendo uma música para um produto, um jingle, alguma coisa assim. Você acha que você poderia fazer?” Eu falei: “Olha, eu posso tentar. Eu não sei se vou, eu nunca fiz isso. Mas eu gosto de fazer. Tenho algumas musiquinhas lá em casa, minhas, né? Coisa de adolescente. Mas eu posso tentar.” Aí ele falou: “Não, não, eu vou te passar a literatura, as diretrizes do produto. É um lançamento ainda. E a gente pode estar utilizando isso na reunião de lançamento. E seria legal. Puxa, e ficaria diferente, e tal.” Eu falei: “Não, eu vou tentar.” Aí, me passou todos os dados do produto, a literatura, né? Ele falou: “Olha, vê o que é que você pode fazer. Não tem nada, não é um compromisso. Se não der, né?” Eu peguei, mas eu me envolvi. Achei legal. Peguei o tema, um anti-inflamatório. O produto é o Tenotec. Tinha citações lá de anti-inflamatório, patologias que ele atinge. Eu peguei todo o contexto do produto e realmente criei uma música. Ficou uma música legal. Não é da minha linha, mas você está falando, citando de campanha, né? P – É lógico. R - Então, como foi um lançamento, tinha toda uma campanha para esse lançamento do produto. Eu fiquei feliz de ter a minha música integrante, parte integrante dessa campanha que foi no lançamento. E foi legal. Porque eu, eu... P – Você participou do lançamento? R - Eu não participei, porque a reunião não era minha. Assim, o produto não era meu. Eu indiretamente participei, porque eu colaborei criando a música e tudo, né? Mas eu não estive lá presente na hora do lançamento. Mas eu gravei um CD com essa música. Então foi uma oportunidade que a empresa me deu também. O Marlos ouviu a música, gostou. Eu falei: “Olha, se você tiver interesse, eu posso estar pondo isso no estúdio, gravando.” Ele falou: “Não, pode fazer. Vê quanto fica, me fala.” E ele patrocinou e eu fiquei muito satisfeito, porque além de colaborar com a empresa, eu realizei um sonho de adolescente que foi... P – Gravar um CD. R - Na época era gravar um disco, agora hoje, na época, foi CD. Então, eu gravei um CD no estúdio com todos os arranjos possíveis. Fui lá, pus segunda voz. Eu entrei no estúdio mesmo. P – Quanto tempo você demorou desde a criação da música? R - Ah, foi uns 40 dias mais ou menos. Porque não tinha mais tempo, também. Poderia até ter ficado um pouco... Esse CD inclusive, está em São Paulo. Segundo o Marlos, ele mandou para Guarulhos, né? E não sei se eles têm isso lá ainda. Mas por falta de tempo, ele não ficou melhor. Mas a música era legal. E foi arranjada. Uma música de criação minha mesmo, né? E que eu não pude participar pelo contexto todo, que não era da minha linha. Mas o Marlos me agradeceu até mais por isso, né? Ele ficou muito grato. Porque não era nenhum produto da minha linha. Eu não tinha nada a ver com o lançamento. Mas pela empresa, nós estamos no Aché, e eu me envolvi com isso. Ele ficou muito agradecido. E realmente ilustrou, né? Ilustrou bem a reunião e ele formalizou isso. Ele me mandou uma carta. Um lançamento. Você falou de questão de campanha, né? P – Além disso, você usa os seus talentos na hora de propagar um produto? Tem um jeito próprio que você tem? R - Ah, sim. Eu acho que cada um tem uma característica na hora de propagar, né? Mas com certeza essa habilidade de criar que eu tenho em relação a música, essa sensibilidade. Porque música tem muito isso também, né? Sensibilidade. No campo, às vezes sem perceber mesmo, você está deixando isso aí aflorar. Acho que a sensibilidade você não percebe. Agora, a criatividade na hora de criar mesmo, dependendo da situação com o médico, eu acho que pesa. De você... P – Você lembra assim de alguma coisa, para dar um exemplo? R - Com médico? Ah, eu acho que isso é, são situações rotineiras. E de depoimento, assim de propaganda, eu acho que praticamente todo dia tem uma situação que requer uma certa criatividade para você estar saindo de situações difíceis ou estar criando. Criando um plus a mais ali na hora da propaganda, para você estar falando de um produto. Eu tenho até, é uma certa característica minha, de um pouco de discrição na hora, tenho o meu jeito de fazer propaganda. Mas é um jeito que realmente eu melhor me adapto, né? Mas, realmente, eu acho que isso aí aflora sem eu perceber. P – Além disso, você mantém alguma relação com as farmácias ainda? R - Sim, com certeza. Eu trabalhei em farmácia durante 14 anos da minha vida. Mas foram sempre farmácias assim: desses 14 anos, 12 anos foram farmácias ligadas a classe médica. Em Franca, tem uma indústria de calçados que chama Samello, né? Eu trabalhei na Samello durante 9 anos. E essa Samello tinha uma clínica com médicos que atendiam. Realmente de todas as especialidades. Era praticamente um plano de saúde particular que a Samello tinha. E ela tinha uma farmácia também. Então os funcionários da Samello se consultavam ali na clínica, né? Pediatra, clínico, otorrino. Tinha tudo. Ginecologista. E subiam, era no primeiro andar a farmácia. Eles já saíam do consultório, subiam e já iam comprar seu medicamento. Então, trabalhei muito tempo junto com médicos e com medicamento, com remédio. Aí depois, por contingências até financeiras, a farmácia da Samello fechou. Essa clínica também fechou. E eu fui convidado, por já estar ligado a médicos ali, para estar iniciando a farmácia da Unimed em Franca. Que agora isso tem para todo lugar, né, farmácia da Unimed. Franca foi uma das primeiras. Depois de Ribeirão Preto, veio Franca, né? Então eu fui convidado pelo doutor Paulo Sérgio lá, que inclusive é o atual presidente hoje, ele falou: “Olha, a gente tem interesse de montar uma farmácia para o grupo de plano de saúde mesmo. Você tem interesse?” Eu falei: “Olha, eu tenho e tal.” Eu ia ficar até desempregado. Graças a Deus, não fiquei. Depois eu trabalhei na Drogafarma, que é uma rede grande de farmácias em Franca, em pouco tempo. E logo a Unimed me chamou. Então novamente eu voltei a trabalhar com médicos e com farmácia. E foi depois disso que o Aché me contratou, via farmácia da Unimed mesmo. Foi lá que eles me viram, né? Depois disso, é que eu continuei mantendo contato com essas farmácias com que já trabalhei. Mas eu tenho amizade no ramo farmacêutico em Franca em muitas farmácias. Não vou dizer todas porque são muitas. Mas com grande parte, eu tenho vínculo. P – É desse vínculo com as farmácias que você encontrou essa raridade? A caixinha? R - Sim. É interessante mostrar agora? P – Sim. R - Bom, então. Justamente com esse relacionamento que a gente tem, no meu caso o relacionamento com as farmácias que eu era mais ligado, que já trabalhei, com um pessoal que já trabalhei. E quem realmente me arrumou, quem realmente me solicitou para que eu comparecesse lá e desse alguma (falha na gravação)
Recolher