CIEP BRIZOLÃO MUNICIPALIZADO 328 MARIE CURIE
PROJETO MEMÓRIA LOCAL NA ESCOLA
Professora: Margareth da Silva dos Santos
Turma: 4° ano de escolaridade (402)
Entrevistada: Maria Catarina Paula Cardozo
Data da entrevista: 27 de setembro de 2012.
TEXTO COLETIVO
Nascida aos sete meses de gestação em Carango La, Minas Gerais, no dia 27 de janeiro de 1956, a mais nova das meninas, já que eram cinco irmãos. Foi batizada com o nome de Maria Catarina Paula Cardozo, pois sua avó havia escolhido esse nome aos inúmeros pedidos feito para santa Catarina, pois a pequena menina havia nascido doentinha.
Sua origem era uma mistura só, imagine que era africana portuguesa e índio. Mistura brasileira. Dona Catarina é parda de cabelos cacheados e fofinha.
Sua infância foi alegre, pois sempre brincava com seus amigos e amigas de: passa-anel pula corda, polícia e ladrão, pique bandeira e outros. Aos oito anos de idade Catarina começou a trabalhar, pois foi abandonada pelo pai e rejeitada pela própria mãe. Seu maior amor era o seu avô que considerava como pai e onde se emociona até hoje ao falar dele. Conta ela que seu avô tinha uma foice onde cortava madeira seca para o fogão a lenha. Catarina gostava de ouvir histórias contadas por seu avô e pessoas mais velhas.
Quando pequena, enquanto ainda morava em Carangolas, sua terra natal, estudou em duas escolas, a primeiro Antônio Marcos e a segunda, Melo Viana, onde lembra que a escola tinha esse nome em homenagem a um antigo morador de lugar.
Aos oito anos de idade já estava trabalhando em casa de família tomando conta de crianças menores que ela ou da sua idade. Trabalhou até sua adolescência quando se mudou para este município.
Teve várias amizades em sua adolescência, porém nenhuma a marcou tanto como Alzira que era considerada amiga do peito. Alzira a ajudou dando um canto para ela morar. Outra marca daquela época foi a morte de um cantor que encantou o país com suas apaixonantes...
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CIEP BRIZOLÃO MUNICIPALIZADO 328 MARIE CURIE
PROJETO MEMÓRIA LOCAL NA ESCOLA
Professora: Margareth da Silva dos Santos
Turma: 4° ano de escolaridade (402)
Entrevistada: Maria Catarina Paula Cardozo
Data da entrevista: 27 de setembro de 2012.
TEXTO COLETIVO
Nascida aos sete meses de gestação em Carango La, Minas Gerais, no dia 27 de janeiro de 1956, a mais nova das meninas, já que eram cinco irmãos. Foi batizada com o nome de Maria Catarina Paula Cardozo, pois sua avó havia escolhido esse nome aos inúmeros pedidos feito para santa Catarina, pois a pequena menina havia nascido doentinha.
Sua origem era uma mistura só, imagine que era africana portuguesa e índio. Mistura brasileira. Dona Catarina é parda de cabelos cacheados e fofinha.
Sua infância foi alegre, pois sempre brincava com seus amigos e amigas de: passa-anel pula corda, polícia e ladrão, pique bandeira e outros. Aos oito anos de idade Catarina começou a trabalhar, pois foi abandonada pelo pai e rejeitada pela própria mãe. Seu maior amor era o seu avô que considerava como pai e onde se emociona até hoje ao falar dele. Conta ela que seu avô tinha uma foice onde cortava madeira seca para o fogão a lenha. Catarina gostava de ouvir histórias contadas por seu avô e pessoas mais velhas.
Quando pequena, enquanto ainda morava em Carangolas, sua terra natal, estudou em duas escolas, a primeiro Antônio Marcos e a segunda, Melo Viana, onde lembra que a escola tinha esse nome em homenagem a um antigo morador de lugar.
Aos oito anos de idade já estava trabalhando em casa de família tomando conta de crianças menores que ela ou da sua idade. Trabalhou até sua adolescência quando se mudou para este município.
Teve várias amizades em sua adolescência, porém nenhuma a marcou tanto como Alzira que era considerada amiga do peito. Alzira a ajudou dando um canto para ela morar. Outra marca daquela época foi a morte de um cantor que encantou o país com suas apaixonantes música, Evaldo Braga. Ele cantava tudo o que se passava em sua adolescência, que foi traumática, pois para que pudesse estudar e trabalhar, ela dormia no banheiro da escola após o término das aulas. Pela manhã já estava ali perto do trabalho e de seus estudos. Ela nos conta com lágrimas nos olhos dessa época que se sacrificou para estudar um pouco no “Mobral”. Lembra dona Catarina que se divertia muito também com seus amigos indo para cachoeiras e fazendo rodas de histórias a noite que eram engraçadas ou apavorantes.
Casou-se mais tarde tendo dois filhos, Clauderson e Cleberson. Com pouco mais de dezenove anos de casada com o senhor Edmilson, Catarina hoje é uma senhora de 56 anos de idade, evangélica praticante da Igreja Pentecostal Ministério da Cura e Libertação que fica aqui mesmo no bairro Maria Helena, 2° distrito do Município de Duque de Caxias, Rio de janeiro.
Trabalha hoje como acompanhante de uma idosa de nome Magnólia, mãe de uma pessoa muito querida e especial: dona Rosa, considerada amiga do peito. Seu lazer preferido hoje é ir para a Igreja e ao cinema com seu esposo.
Seu sonho é voltar para sua terra natal, e comprar uma casa lá, mas enquanto não acontece dona Catarina pede aos governantes melhorias para as escolas, asfalto e saneamento para o bairro e posto de saúde decente. Agradece a Deus pela oportunidade de ser entrevistada e deixa pra todos um conselho: estudem bastante, aproveitando suas oportunidades, para que mais tarde suas vidas sejam melhores que a minha que não tive oportunidade.
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