Eu não estava procurando um cachorro quando o Simba apareceu na minha vida.
Eu vinha de um período difícil. Em quatro anos, perdi três animais de estimação. Todos foram perdas muito duras, cada um do seu jeito. Eram duas cachorras que viveram 17 anos comigo e um gatinho que adotei já em estado terminal. Eu estava, inclusive, fazendo terapia com uma psicóloga especializada em luto. A última perda havia sido da minha cachorrinha Noah e ainda era recente, 10 meses, então eu ainda estava muito nesse processo. As vezes pensava em ter outro pet no futuro, as vezes pensava em apenas ser lar temporário e ajudar na adoção (fiz isso com mais de dez gatos durante a pandemia) mas ainda parecia cedo.
Foi quando uma amiga resgatou um cachorro que estava apanhando na rua. Ela me mandou uma mensagem pedindo ajuda para encontrar um lar de confiança e, quando eu vi a foto dele, não teve muito pensamento racional, eu me apaixonei por ele.
Ele não veio para substituir ninguém, mas acabou ocupando um espaço importante na minha vida. Trouxe de volta uma leveza, uma companhia que eu ainda não achava que estava pronta para ter.
Com o tempo, o Simba cresceu e eu criei um Instagram para ele. Hoje ele tem milhares de seguidores. E o mais marcante são as mensagens que eu recebo.
Muita gente escreve dizendo que está passando por depressão, por momentos difíceis, e que o dia melhora quando vê os stories dele. Tem pessoas que conversam com o Simba como se ele fosse próximo e que sentem falta se ele não aparece por um dia nas redes sociais. Tem gente que me escreve dizendo que adotou um cachorrinho motivada pela história dele. Isso me enche de alegria, porque o principal objetivo, quando criei o Instagram, era diminuir o preconceito com cães sem raça e incentivar a adoção.
E, no meio de tantas notícias tristes acontecendo no mundo, receber esses comentários e o carinho das pessoas com ele traz um calor no coração.
Pode ser que você que...
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Eu não estava procurando um cachorro quando o Simba apareceu na minha vida.
Eu vinha de um período difícil. Em quatro anos, perdi três animais de estimação. Todos foram perdas muito duras, cada um do seu jeito. Eram duas cachorras que viveram 17 anos comigo e um gatinho que adotei já em estado terminal. Eu estava, inclusive, fazendo terapia com uma psicóloga especializada em luto. A última perda havia sido da minha cachorrinha Noah e ainda era recente, 10 meses, então eu ainda estava muito nesse processo. As vezes pensava em ter outro pet no futuro, as vezes pensava em apenas ser lar temporário e ajudar na adoção (fiz isso com mais de dez gatos durante a pandemia) mas ainda parecia cedo.
Foi quando uma amiga resgatou um cachorro que estava apanhando na rua. Ela me mandou uma mensagem pedindo ajuda para encontrar um lar de confiança e, quando eu vi a foto dele, não teve muito pensamento racional, eu me apaixonei por ele.
Ele não veio para substituir ninguém, mas acabou ocupando um espaço importante na minha vida. Trouxe de volta uma leveza, uma companhia que eu ainda não achava que estava pronta para ter.
Com o tempo, o Simba cresceu e eu criei um Instagram para ele. Hoje ele tem milhares de seguidores. E o mais marcante são as mensagens que eu recebo.
Muita gente escreve dizendo que está passando por depressão, por momentos difíceis, e que o dia melhora quando vê os stories dele. Tem pessoas que conversam com o Simba como se ele fosse próximo e que sentem falta se ele não aparece por um dia nas redes sociais. Tem gente que me escreve dizendo que adotou um cachorrinho motivada pela história dele. Isso me enche de alegria, porque o principal objetivo, quando criei o Instagram, era diminuir o preconceito com cães sem raça e incentivar a adoção.
E, no meio de tantas notícias tristes acontecendo no mundo, receber esses comentários e o carinho das pessoas com ele traz um calor no coração.
Pode ser que você que está lendo essa história esteja vivendo um luto e se perguntando se deve adotar um animalzinho. Pode ser que você esteja se perguntando se é cedo demais.
Eu também achei que era.
Mas, às vezes, a vida encontra um jeito de trazer leveza de volta... no seu tempo, do seu jeito.
E eu espero, de verdade, que essa leveza encontre você.
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