Diarreia na mestra
(Mauro Leal)
Verão do ano de mil novecentos e setenta,
na Escola Municipal Maria Baptistna, turno da tarde,
próximo ao horário do recreio,
quando a professora Zilda, desconfortada,
se contorcendo, saiu da sala em disparada,
sendo que há dias já vem sofrendo com o orifício assado.
Minutos depois, retornando do banheiro, pálida, suada,
com as mãos geladas, amareladas
e aliviada,
ouviu ecoar no pátio inesperada gargalhada,
por observarem que a tia havia borrado a calça.