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Despedida de meu pai: Manoel de Moura Barros

Esta história contém:

Algumas pessoas vivem nas lembranças. Outras vivem na memória.

As primeiras permanecem vivas naqueles que gostam de recordar, de mexer no baú do tempo procurando lembrar do vivido e do acontecido. Nem sempre o que se busca na lembrança é o sentido das coisas, ás vezes nos contentamos com a sensação de colocar ordem no passado através da linha do tempo.

Já os que vivem na memória, vão além. São uma espécie de paisagem central do quebra-cabeça do tempo e da vida. São pessoas cujo sentido é mais importante do que o fato.

Na memória, por mais importante que seja organizar os gestos no tempo, transformando a vida num acervo de exemplos, o que mais permanece é a riqueza do exemplo.

Nas pessoas grandiosas, a beleza de cada parte da vida será sempre tão importante quanto a riqueza do seu todo.

Quem tem o privilegiado lugar na memória, o tem porque soube emprestar uma presença sincera e duradoura e assim, extrair sentidos maiores e permanentes em cada gesto, em cada fato, em cada acontecido no qual se envolveu.

Aqui o segredo de quem merece viver na memória: para além das saudades de sua presença insubstituível, para além da falta de seu amor reafirmado em cada gesto, em cada olhar, em cada detalhe, fica o sentido maior de sua existência. Sentido intocável até mesmo pela maior de nossas noites.

É assim que pensamos nosso pai, um homem que fez história em cada lugar, em cada situação em cada desafio no qual se envolveu. Um homem que não apenas nos emprestou seu nome e seu sangue, mas que nos fez humanos, felizes e comprometidos com a vida.

A dor de sua ausência insiste em corroer nossos corações, mas o orgulho de descender de seu amor por nossa mãe e a memória de seus infinitos ensinamentos, alimenta nossas certezas de permanência e nossa energia para com o futuro.

Nosso pai está e estará sempre em nossos corações. Esse lugar emantado para o amor.

Com ele aprendemos muitas coisas, a importância do silêncio, o gosto...

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