descrinação e regionalismo
meu nome é Julio César Hernández minha historia relata diversas situações de descriminação e regionalismo, começando pelo meu pais de origem, sou natural do Equador nascido na linda cidade de Esmeraldas no litoral pacifico ao norte do pais, 80% da população de raça negra. 10 por cento mestiços ou pardos, 3% brancos e 2% indígenas, no meu sangue se encontra a mistura das 3 raças mencionada aqui por tanto me considero mestiço ou pardo, minha cidade tem um passado muito histórico de rebelião africana contra o jugo espanhol meus aborígenes africanos e indígenas foram escravos de espanhóis e eu levo um sobre nome muito espanhol que é Hernandez, mas pelo fato de ter nascido em este lugar sempre fui visto com olhar diferente, principalmente na região andina, os povos da cordilheira ou serranos como nós chamamos as pessoas nascidas nesta região.
Por sermos de uma região mas pobre es esquecida politica e socialmente, a maioria das vezes temos que emigrar para as cidades andinas onde se concentram maiores capitais e praças de trabalho, mas devido a descriminação é muito difícil conseguir trabalhos melhores remunerados ou de alto cargo, geralmente são mais serviços braçais onde se trabalha muito e se ganha menos, na minha juventude me destaquei por ser atleta, jogava futebol, cheguei ate um equipo da capital, mas nós era apenas 3 da minha cidade e sempre tratados com desigualdade, muitas vezes acusados de ladroes, muitas vezes ocupávamos quartos de alojamento afastado dos outros somente para nós três, e nunca com os outros, nos descriminavam pela nossa condição racial e por nosso origem, por sermos de esmeraldas, muitas vezes nos chamavam de negros brutos que no português seria negros burros, o detalhe interessante é que a maioria dos atletas do meu pais são provenientes da minha cidade e também na grande maioria negros.
em 2009 chegue ao Brasil querendo realizar um sonho de conhecer este pais,...
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descrinação e regionalismo
meu nome é Julio César Hernández minha historia relata diversas situações de descriminação e regionalismo, começando pelo meu pais de origem, sou natural do Equador nascido na linda cidade de Esmeraldas no litoral pacifico ao norte do pais, 80% da população de raça negra. 10 por cento mestiços ou pardos, 3% brancos e 2% indígenas, no meu sangue se encontra a mistura das 3 raças mencionada aqui por tanto me considero mestiço ou pardo, minha cidade tem um passado muito histórico de rebelião africana contra o jugo espanhol meus aborígenes africanos e indígenas foram escravos de espanhóis e eu levo um sobre nome muito espanhol que é Hernandez, mas pelo fato de ter nascido em este lugar sempre fui visto com olhar diferente, principalmente na região andina, os povos da cordilheira ou serranos como nós chamamos as pessoas nascidas nesta região.
Por sermos de uma região mas pobre es esquecida politica e socialmente, a maioria das vezes temos que emigrar para as cidades andinas onde se concentram maiores capitais e praças de trabalho, mas devido a descriminação é muito difícil conseguir trabalhos melhores remunerados ou de alto cargo, geralmente são mais serviços braçais onde se trabalha muito e se ganha menos, na minha juventude me destaquei por ser atleta, jogava futebol, cheguei ate um equipo da capital, mas nós era apenas 3 da minha cidade e sempre tratados com desigualdade, muitas vezes acusados de ladroes, muitas vezes ocupávamos quartos de alojamento afastado dos outros somente para nós três, e nunca com os outros, nos descriminavam pela nossa condição racial e por nosso origem, por sermos de esmeraldas, muitas vezes nos chamavam de negros brutos que no português seria negros burros, o detalhe interessante é que a maioria dos atletas do meu pais são provenientes da minha cidade e também na grande maioria negros.
em 2009 chegue ao Brasil querendo realizar um sonho de conhecer este pais, ingressando pelo estado do Acre, estado onde eu moro ate hoje, lugar que eu amo como se tivesse nascido aqui, lugar onde minha filha nasceu, mas também lugar onde no começo sofri bastante com a descriminação, era chamado de boliviano muitas vezes tratado com desprezo e grosseria, sem entender o motivo, ate conhecer a historia do conflito que havia ocorrido entre o ate então território do Acre e nação vizinha Bolívia, como não sabia falar o português direito me chamavam de boliviano de maneira discriminativa, as vezes eu explicava que não era boliviano mas me respondiam com grosseria que seria a mesma mer... isso me fazia sentir muito mal pq não imaginei que neste pais haveria tanta desigualdade racial sendo tão miscigenado, tive que engolir a seco, mais a minha vontade de vencer na vida foi maior, poderia ter voltado para o meu pais e continuar vivendo essa realidade, mas resolvi ficar aqui, resolvi enfrentar esse problema da luta racial e regional. muitas pessoas mudaram seus pensamentos em relação aos estrangeiros, agora nem todo mundo e boliviano devido a migração em massa de haitianos e venezuelanos. eu aprendi uma profissão, a Refrigeração, na qual trabalho e estudo a cada momento para continuar me superando e me libertando. pois aprendi que a educação e o conhecimento são maiores do que qualquer desigualdade racial o regional, a pesar de que ainda existem, poderia escrever aqui mil paginas contando e explicando as diversas vezes que sofri com descriminação racial e regional, mas prefiro dizer que essa luto me tornou forte, e o homem vencedor que sou hoje.
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