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Por: Museu da Pessoa, 18 de agosto de 2009

A ideia e fundação da Petros

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A ideia e fundação da Petros

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Nasci no Acre, em Sena Madureira, em 15 de maio de 1923, de um parto muito especial de dez meses, em um dia de lua cheia e de pé. Tive uma infância fabulosa e absolutamente livre no mato, caçando e pescando, e fazendo amizades com meus amigos índios que me ensinaram muito. Meu pai, Dr. Antônio Pinto de Arial, poeta, filósofo e magistrado, foi uma figura crucial, pois foi ele quem me ensinou as primeiras letras, já que não tive escola primária. Ele me incutiu um espírito guerreiro e de coragem, participando de revoluções no Acre. Meu avô materno, um seringueiro muito corajoso, que chegou a cortar o próprio pé devido à picada de uma cobra para se salvar, também reforçou em mim a importância da coragem. Meu pai sempre me dizia para ter coragem, persistência, vontade, estudar muito e fazer só o que meu coração pedisse, o que se tornou o lema da minha vida.

Fui para Manaus fazer o ginásio em um colégio salesiano, onde fui interno por apenas dois meses, pois era muito rebelde e não me adaptei à disciplina. Depois fui para Belém para a faculdade de medicina. Durante a Segunda Guerra Mundial, fui convocado para o "Exército da Borracha" na Amazônia. Atuei no serviço de saúde, fazendo a seleção do pessoal, e foi ali que descobri a Medicina do Trabalho, uma especialidade preventiva que não existia no Brasil. Achei formidável, pois era uma medicina preventiva, não curativa, alinhada à sabedoria chinesa que meu pai tanto elogiava, onde o médico só recebia enquanto a família estivesse saudável. Sempre fui o iniciador das coisas e tenho um entusiasmo enorme por tudo que faço, que é a minha mola.

Por uma questão de audácia política, fui para o Rio de Janeiro e continuei meus estudos na faculdade de medicina, onde tirei o primeiro lugar no vestibular, mesmo com muitas vagas disputadas. Após me formar, comecei minha vida de médico em Mococa, no interior de São Paulo, onde me dediquei a aplicar os conhecimentos de Medicina do...

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