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Por: Museu da Pessoa, 6 de maio de 2019

Correndo nas vozes da Tradição

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Correndo nas vozes da Tradição

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Meu pai foi em busca da parteira e minha mãe... eu nasci sozinho, né? Com a minha mãe e Deus e mais ninguém. Então, quando ela chegou, eu já tinha nascido. Só pra cortar o cordão, né, que foi enterrado na igreja. O povo tinha mania de enterrar em frente. E meu pai costumava sair à noite. Então estavam os forrós e teve uma noite... eu sou o segundo filho, tinha apenas o meu irmão mais velho, Eda e eu e minha mãe disse que a candeia já estava acabando o combustível. O fifó – o fio de algodão que embebe no gás. O gás é o querosene – estava já acabando e ela no quarto com esses dois meninos. Quando a luz finalmente apagou ela diz que olhou e viu: o quarto foi tomado por uma luz roxeada e viu um monte de sombra e um samba batendo, aquele batuque, aquela coisa e ela começou a ficar agoniada e começou a rezar. De vez em quando olhava e via se a gente estava bem. Então, tem dessas coisas também. E à noite, quando a gente abriu a janela, noite que não tinha lua, não tinha nada e olhava assim e só via o breu, não via mais nada. Aquele breu, aquela coisa. E aí começava a ficar povoado. Não tinha nada, mas você via tudo. Você começava a ver umas cabeças voando, uns negócios esquisitos. Quem nasceu na roça, assim, conhece bem o que é isso. Olhava para o mato e tem uma coisa que eu me recordo, ainda bem menino também: Começou a vir uma chuva, como a serra ficava perto, assim, era um clima muito bom o clima desse lugar, da Ponta da Serra, mas de vez em quando vinha uns ventos que dava a impressão que ia derrubar tudo, que tem um pé de coco na parte da frente, mesmo, entre a casa e a igreja, você o via dançando ao sabor do vento. Só que o vento vinha principalmente da serra, aquele vento que cantava, que conversava, dava ideia que estava aguando. Aí eu me recordo que uma vez minha mãe pegou um punhado... abriu a janela e, quando abriu, veio aquela lufada de água e tudo e jogou a farinha, e pouco tempo depois o...

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