Correios – 350 anos aproximando pessoas
Depoimento de Elisângelo Lobo de Barros
Entrevistado por Edgar Leda
São Paulo, 13/06/2013
CM_CB003_Elisângelo Lobo de Barros
Realização Museu da Pessoa
Transcrito por Priscilla Proetti
MW Transcrições
P/1 – Vamos lá, Elisangelo, vamos começar com o seu nome, o local e a data de nascimento.
R – Meu nome é Elisangelo Lobo de Barros, nasci na cidade de Brumado na Bahia, sertão, o local aonde eu nasci, e a data do meu nascimento é 15 de janeiro de 1980.
P/1 – E o senhor lembra lá de Brumado, da casa aonde o senhor nasceu? Das primeiras lembranças de infância?
R – Sim, na verdade eu nasci no meio rural, numa localidade chamada Lagoa Funda, tive também a minha infância no bairro Doutor Juraci, na mesma cidade, a rua que eu morava se chamava Praça João Romão, foi aonde eu convivi com os meus amigos, com os meus familiares, e a minha historia de vida começa assim.
P/1 – E quais eram as brincadeiras na sua infância?
R – A gente brincava de esconde-esconde, do chamado pega-ladrão, que era uma brincadeira que a gente usava um modo de atravessar a rua e quem caísse pegava e acabava batendo, assim, era a brincadeira daquela época, bola, peteca, pião, bicicleta também, né, não tinha tecnologia, era só esse meio de brincar.
P/1 – Legal, e qual é o nome dos seus pais?
R – Minha mãe se chama Celide Lobo de Barros e o meu pai é Juscelino Elias de Barros, porém eu não convivi com eles.
P/1 – Certo, e como era a sua relação com a sua mãe? Você tem irmãos também?
R – Sim, tenho irmãos, tanto, no caso, da parte biológica como adotivos,a minha convivência toda foi com a minha família adotiva, a minha mãe adotiva é Alvelina Barbosa Correia e meus irmãos são Nedilson, Neuseli, Neusarete, Nelvanda e Aparecida.
P/1 – E você se dava bem com eles?
R – Com certeza, ainda me dou bem, até hoje, meus irmãos me adotaram, mas eu tenho eles como verdadeiros...
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Correios – 350 anos aproximando pessoas
Depoimento de Elisângelo Lobo de Barros
Entrevistado por Edgar Leda
São Paulo, 13/06/2013
CM_CB003_Elisângelo Lobo de Barros
Realização Museu da Pessoa
Transcrito por Priscilla Proetti
MW Transcrições
P/1 – Vamos lá, Elisangelo, vamos começar com o seu nome, o local e a data de nascimento.
R – Meu nome é Elisangelo Lobo de Barros, nasci na cidade de Brumado na Bahia, sertão, o local aonde eu nasci, e a data do meu nascimento é 15 de janeiro de 1980.
P/1 – E o senhor lembra lá de Brumado, da casa aonde o senhor nasceu? Das primeiras lembranças de infância?
R – Sim, na verdade eu nasci no meio rural, numa localidade chamada Lagoa Funda, tive também a minha infância no bairro Doutor Juraci, na mesma cidade, a rua que eu morava se chamava Praça João Romão, foi aonde eu convivi com os meus amigos, com os meus familiares, e a minha historia de vida começa assim.
P/1 – E quais eram as brincadeiras na sua infância?
R – A gente brincava de esconde-esconde, do chamado pega-ladrão, que era uma brincadeira que a gente usava um modo de atravessar a rua e quem caísse pegava e acabava batendo, assim, era a brincadeira daquela época, bola, peteca, pião, bicicleta também, né, não tinha tecnologia, era só esse meio de brincar.
P/1 – Legal, e qual é o nome dos seus pais?
R – Minha mãe se chama Celide Lobo de Barros e o meu pai é Juscelino Elias de Barros, porém eu não convivi com eles.
P/1 – Certo, e como era a sua relação com a sua mãe? Você tem irmãos também?
R – Sim, tenho irmãos, tanto, no caso, da parte biológica como adotivos,a minha convivência toda foi com a minha família adotiva, a minha mãe adotiva é Alvelina Barbosa Correia e meus irmãos são Nedilson, Neuseli, Neusarete, Nelvanda e Aparecida.
P/1 – E você se dava bem com eles?
R – Com certeza, ainda me dou bem, até hoje, meus irmãos me adotaram, mas eu tenho eles como verdadeiros irmãos.
P/1 – E quando você veio pra São Paulo?
R – Olha, eu tive... A terceira vez que eu venho a São Paulo foi agora no dia 17 de outubro de 2012, f=vai fazer agora, essa semana, oito meses que eu to aqui em São Paulo.
P/1 – E a primeira vez que você veio pra São Paulo, qual foi a sua primeira impressão da cidade? O que você sentiu aqui?
R – São Paulo é um lugar muito bom que acolhe as pessoas de todos os lugares, principalmente do nordeste brasileiro, do qual eu faço parte dessa estatística. O impacto aqui é São Paulo é que você vê coisas... O agito é grande, coisas que você não vê no interior porque aqui é uma mega metrópole, tem pessoas de diversos lugares do mundo, e até então por morar num local menor, a gente acaba achando tudo diferente, mas depois com o passar do tempo você se acostuma, é trem, é metrô, é ônibus, é taxi, isso é a cidade de São Paulo.
P/1 – E a primeira vez que você esteve em São Paulo, quanto tempo você ficou aqui?
R – Eu fiquei aproximadamente quatro anos, eu morei tanto aqui em São Paulo, no Jabaquara, quanto no interior na cidade de Sorocaba.
P/1 – E como era a comunicação com os seus parentes e com os seus amigos lá de Brumado?
R – Antes era através de cartas, normal, pra chegar mais rápido era a carta registrada, que inclusive é o meio do correio que era fácil de... Essa comunicação, na época, era normal, comum, e também através do telefone, que usava o orelhão, o DDD, aquela ficha prateada que na época era como se fosse o celular hoje.
P/1 – E tem alguma dessas correspondências, alguma carta ou encomenda que tem uma historia especial, que tenha marcado?
R – Sim, muitas vezes mandava carta relatando que estava em um novo emprego, porque aqui em São Paulo se a gente quer trocar de emprego tem como porque o mercado de trabalho aqui é muito grande, as vezes também era dizendo que estava bem, que estava gostando, que estava com saudade, muitas vezes era dizendo que aqui tava fazendo frio, a mudança de tempo aqui é rápida, São Paulo, como todo mundo conhece, muitas vezes num dia só você tem as quatro estações do ano.
P/1 – É verdade, e hoje você trabalha com o que aqui em São Paulo?
R – Eu to trabalhando no momento de locutor, trabalho convidando as pessoas pra entrar no estabelecimento, que é um shopping popular, e é isso que eu faço hoje.
P/1 – Legal, e o que você achou de contar a sua historia aqui pro Museu?
R – Muito bom, gratificante, né, é um meio de deixar pras futuras gerações que vem como é o dia de hoje, como foi o passado, e a perspectiva de um futuro... Eu acho que cada um constrói o mundo, constrói a sua vida, o seu destino fazendo as coisas corretas, amando a família e o próximo, assim eu tenho certeza que ai mais longe.
P/1 – Legal, e quais são os seus sonhos pro futuro?
R – Eu sempre brinco que os sonhos da gente, pra se realizarem, tem que ir na padaria comprar, né, aquele sonho gostoso, doce, mas os sonhos, muitas vezes nós vemos realizar o dos outros, mas se você quer o seu sonho realizado corra atrás, as grandes caminhadas começam dando o primeiro passo, nada melhor do que eu você ir em busca de, vamos dizer assim, superar os desafios, enfrentar o perigo e a batalha do dia-a-dia pra realizar os seus sonhos e de quem ta próximo de você também.
P/1 – Pô, bacana, agradecemos pra caramba o seu depoimento e você está convidado a ir conhecer o Museu qualquer dia.
R – Tá certo, eu deixo um abraço pra toda a equipe dos correios, às pessoas da produção que estão fazendo esse belíssimo trabalho, sucesso pra todo mundo, e eu gosto sempre de dizer, como você me falou sobre os sonhos, que você sonha e Deus realiza.
P/1 – Obrigado Elisangelo.
R – De nada.
FINAL DA ENTREVISTA
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