Sou escritor espírita baseado unicamente nas obras de Allan Kardec. Minha intenção é divulgar esta maravilhosa doutrina ao maior número de pessoas possível.
Nasci em vinte e seis de maio de mil novecentos e trinta na cidade de Mococa, a nordeste do Estado de São Paulo. Sou de formação católica, mas sempre tive muitas dúvidas sobre minha crença. Durante minha vida fui convidado por cinco vezes pela doutrina espírita, por várias pessoas, em vários locais do Brasil.
A primeira foi no terceiro ano do ginásio, na capital de S. Paulo, no colegio Liceu Pasteur, quando fui convidado por um colega para assistir uma sessão espírita a noite; fui impedido pelos meus pais católicos. As três seguintes em São Paulo, Paraná e Pernambuco, dei de ombros e não atendi aos chamados. Mas na quinta vez, já aposentado, em Pouso Alegre MG, pelo irmão de minha esposa. Desconfiando haver alguma coisa, em virtude da persistência e modo dos convites, que era, excetuando a primeira vez, sempre a entrega do Livro dos Espíritos, resolvi ler o primeiro que havia recebido e guardado, do funcionário da fábrica da Maizena na Vila Anastácio em S. Paulo.
Quando comecei a ler, as dúvidas e questionamentos, que martelavam minha mente desde a época do catecismo aos 7 ou 8 anos, começei a ter respostas lógicas, coerentes, portanto, iam sumindo. Fiquei maravilhado com as ideias, os conceitos que encontrava em cada página.
Depois de ter por muito tempo esta obra como livro de cabeceira, pois a lia todas as noites, comprei o resto da codificação em livraria da cidade de Caraguatatuba onde morava e devorei-os todos. Por último foi Obras Póstumas, que não faz parte do pentateuco espirita e existem coisas não estão alinhadas com o pensamento de Kardec.
Entrei em centro espírita da cidade, já com base firme da doutrina. Percorri todas as posições do centro desde a recepção até a supervisão da casa. Lá conheci e li todos os fascículos da Revista...
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Sou escritor espírita baseado unicamente nas obras de Allan Kardec. Minha intenção é divulgar esta maravilhosa doutrina ao maior número de pessoas possível.
Nasci em vinte e seis de maio de mil novecentos e trinta na cidade de Mococa, a nordeste do Estado de São Paulo. Sou de formação católica, mas sempre tive muitas dúvidas sobre minha crença. Durante minha vida fui convidado por cinco vezes pela doutrina espírita, por várias pessoas, em vários locais do Brasil.
A primeira foi no terceiro ano do ginásio, na capital de S. Paulo, no colegio Liceu Pasteur, quando fui convidado por um colega para assistir uma sessão espírita a noite; fui impedido pelos meus pais católicos. As três seguintes em São Paulo, Paraná e Pernambuco, dei de ombros e não atendi aos chamados. Mas na quinta vez, já aposentado, em Pouso Alegre MG, pelo irmão de minha esposa. Desconfiando haver alguma coisa, em virtude da persistência e modo dos convites, que era, excetuando a primeira vez, sempre a entrega do Livro dos Espíritos, resolvi ler o primeiro que havia recebido e guardado, do funcionário da fábrica da Maizena na Vila Anastácio em S. Paulo.
Quando comecei a ler, as dúvidas e questionamentos, que martelavam minha mente desde a época do catecismo aos 7 ou 8 anos, começei a ter respostas lógicas, coerentes, portanto, iam sumindo. Fiquei maravilhado com as ideias, os conceitos que encontrava em cada página.
Depois de ter por muito tempo esta obra como livro de cabeceira, pois a lia todas as noites, comprei o resto da codificação em livraria da cidade de Caraguatatuba onde morava e devorei-os todos. Por último foi Obras Póstumas, que não faz parte do pentateuco espirita e existem coisas não estão alinhadas com o pensamento de Kardec.
Entrei em centro espírita da cidade, já com base firme da doutrina. Percorri todas as posições do centro desde a recepção até a supervisão da casa. Lá conheci e li todos os fascículos da Revista Espírita. Dei muitas palestras e aulas sobre toda codificação, sendo por dez ou onze anos seguidos, não me lembro bem, sobre o Livro dos Espíritos em duas casas espíritas. Li alguns romances, mas concluí que eram contrários ao que havia aprendido.
A certa altura vi que a desinformação sobre o espiritismo era muito grande e que eu poderia ser muito mais útil à doutrina, se escrevesse livros, pois com isso, atingiria um número muito maior de pessoas e minhas palavras não se perderiam ao vento. Assim, apesar de não ser um grande conhecedor da língua, me aventurei nesta empreitada.
Me afastei das aulas, das palestras e me dediquei a escrever livros, sempre defendendo a pureza doutrinária dessa maravilhosa crença. É o que venho fazendo até quando Deus me chamar.
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