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Por: Museu da Pessoa, 30 de maio de 2012

Com a força da mãe

Esta história contém:

Com a força da mãe

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“Meu sonho é viajar o mundo sendo jornalista, entrevistando. Eu espero viajar o mundo fazendo isso. Sempre fui curiosa. Sempre procurei pelas coisas. Não tinha noção do mundo do trabalho que não fosse dos meus pais: minha mãe é doméstica, meu pai é confeiteiro. Não tinha muito gente da família que tinha faculdade. Isso eu não conheci. Eu quero repetir a força da minha mãe, mas não quero repetir a história da minha mãe. A minha mãe é perfeita pra mim. É maranhense e veio pro Rio de Janeiro aos 19 anos veio pra estudar, mas aqui ela não teve muita ajuda, muita influência pra que ela realizasse esse sonho. Então começou a trabalhar, conheceu meu pai, engravidou, e o sonho dos estudos meio que acabou. Agora ela está no ensino médio, concluindo. Eu sempre fui uma criança muito madura. Eu dava banho no meu irmão, botava roupinha, esquentava comida. O meu primeiro trabalho foi com 11 anos. Fui ajudar numa festa, a limpar, organizar. Até hoje eu faço essas festas, porque eu gosto de um dinheirinho extra. E o que eu fiz com esse primeiro dinheiro? Nessa primeira vez que eu trabalhei eu não estava muito afim de gastar comigo porque eu sabia que a minha mãe tava precisando pagar algumas coisas. Dei pra minha mãe e mesmo assim ela não gastou, ela guardou, e sempre que eu precisava de um dinheiro ela pegava e me dava. Foi na escola que eu fiquei sabendo do Com.Domínio Digital*. Eu queria terminar os estudos, começar a trabalhar e fazer faculdade, mas não sabia nem como fazer currículo. Eu ouvi falar sobre o curso “A gente dá capacitação”. Eu falei “É isso que eu tenho que fazer”. A gente aprendia muito na área de desenvolvimento social e pessoal, a se conhecer, trabalhar algumas coisas negativas, melhorar outras, entender contextos de relações de trabalho, como me dirigir ao meu chefe, como fazer uma entrevista. Eu sempre fui muito confiante em mim mesma, mas eu tinha medo de...

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Projeto Mulheres Empreendedoras Chevron

Depoimento de Daiane Raposo de Oliveira

Entrevistado por Estela Tredice

Rio de Janeiro 30 de maio de 2012

Realização Museu da Pessoa

Entrevista MEC_HV043

Transcrito por Priscilla Proetti / MW Transcrições (Mariana Wolff)

Revisado por Bruna Ghirardello

P/1 – Então, eu gostaria que você começasse com o seu nome completo, local, e a data de nascimento.

R – Meu nome é Daiane Raposo de Oliveira, eu tenho 19 anos, nasci no dia 23 de abril de 1993, e nasci na maternidade de Madureira, no Rio de Janeiro.

P/1 – E os seus pais? O que eles fazem? Como você descreveria seus pais?

R – Vou começar pela minha mãe. A minha mãe é a Mulher Maravilha, ela é perfeita, pra mim, pelo menos, ela é maranhense, ela veio pra cá aos 19 anos, e veio pra estudar, mas aqui ela não teve muita ajuda, muita influência para que ela realizasse esse sonho, então ela veio pra cá, começou a trabalhar, conheceu meu pai, engravidou, e o sonho dos estudos meio que acabou porque ela teve que começar a trabalhar para sustentar a casa, pra sustentar os filhos. Meu pai é mineiro, ele veio pro Rio também pra trabalhar, ele não estudou muito, então ele foi confeiteiro, já foi cozinheiro, agora ele é dono de bar, meu pai também é mil e uma. A minha relação com a minha mãe é de mil, com o meu pai mais ou menos, porque a gente não tem muito contato, a gente não se fala muito, mas eu também me dou muito bem com ele, é uma pessoa que eu não digo que amo, mas ele sabe que eu amo.

P/1 – E a sua mãe, o que ela faz?

R – A minha mãe atualmente é doméstica e, graças a Deus, ela ta voltando a estudar, está em busca dessa coisa que ela parou lá atrás. Então quando eu vejo a minha mãe estudando eu falo assim: “Nossa, eu não posso parar, se ela depois de ter tido filhos, ter batalhado, está ali, por que eu, tendo problemas, eu não vou?”, então ela me dá muita força pra isso.

P/1 – O que ela está...

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