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Personagem: João Carlos Hey
Por: João Carlos Hey, 7 de novembro de 2024

Cine Paixão de Cristo

Esta história contém:

Cine Paixão de Cristo

Cine Paixão de Cristo

O automóvel dançava para lá e para cá na estrada estreita e barrenta, desafiando a habilidade do motorista. A chuva não dava trégua e a noite era de breu. Felizmente atoleiro não havia. Chegamos sãos e salvos ao ranchinho de chão batido à beira da estrada. Não sei quantas pessoas em volta do fogão fumacento.

Não houve tempo para muita coisa. Recomendações do pai, palavras de consolo e esperança da mãe. A bênção dos dois. A Maria embarcou conosco no carro preto, carregando sua trouxa de poucas roupas. Novamente na estradinha que ora rasgava o mato, ora serpenteava nos campos.

Na estrada principal, de macadame, risco de encalhar não havia mais. Entretanto, o Chevrolezão começou a cobrar o esforço exagerado a que fora submetido. O motor tossia, ameaçando morrer. Paramos defronte ao que parecia ser um armazém. Tarde da noite, começo de madrugada. Depois do terceiro toque de buzina, um homem abriu a janela. O motorista perguntou se ele sabia de algum mecânico por perto.

- A esta hora? Nem pensar.

Seguimos em frente. O motor foi melhorando. Consertou-se sozinho. Talvez sujeira no carburador. Alguém deve ter ficado com pena da gente e fez o carro andar direito.

Não dava para devolver o veículo à repartição do jeito que estava, todo sujo. Lama por baixo e por cima. Ficou num posto para lavar. Combinaram com o guardião que seria retirado logo após a primeira hora de expediente. Ele que avisasse o lavador. Tomamos um carro de praça direto para casa. A Maria estava com sorte. Nunca havia andado de carro e, na primeira vez, já pegou dois.

A menina veio para ser babá do meu primeiro sobrinho. Jamais estivera na cidade antes. Radiante nos seus dezesseis anos. Tudo era novidade e facilmente qualquer coisa enchia seus olhos de satisfação. Admirada com o acampamento cigano que fez escala no bairro por uns tempos. Encantou-se com um jogo de agulhas de todos os tamanhos que eles vendiam presas a uma...

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