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Personagem: Mayane Monteiro
Por: Mayane Monteiro , 17 de fevereiro de 2026

Céu dos Gigantes

Esta história contém:

Céu dos Gigantes

Naquele tempo, o mundo não era feito de asfalto, mas de poeira e infinito. Éramos cinco cavaleiros da areia, desenhando cisnes gigantes no chão, criaturas que pareciam ganhar vida e bater asas assim que o vento soprava. Viver no "meio do nada" era, na verdade, viver no meio de tudo: o mato era nosso império, e o céu, nosso teto de diamantes.

À noite, o cenário mudava para um filme de época. Sob a luz vacilante do lampião, o mundo ganhava um tom sépia, romântico e profundo. Eu gritava pela minha tia aos céus, e o eco das estrelas era o abraço que me acalmava. Mas, como em toda boa trama, o paraíso tinha seus dragões. Ou melhor, suas serpentes.

Enquanto o romantismo brilhava lá fora, dentro de casa a comédia virava um suspense de roer as unhas. Imagine a cena: três irmãos espremidos em uma cama de casal, tentando decifrar o silêncio. No teto de palha e barro, o perigo rastejava.

Não era uma gota de chuva. Era uma cobra. Caída do teto, direto no lençol. O que se seguia era uma coreografia digna de um circo caótico: eu pulava para a rede, a rede balançava, o medo crescia, e eu voltava para a cama. Era um sacrifício noturno, uma vigília onde o menor ruído transformava a noite em uma eternidade. Estávamos presos em nossa própria aventura.

Certo dia, busquei refúgio no meu santuário: o pé de umbuzeiro. Ali, eu não era apenas uma menina; eu era uma mestre de artes marciais, vivendo meu momento Shotokan. Subi nos galhos, fechei os olhos e deixei o cheiro da natureza me levar. Eu estava voando.

Até que o som de algo raspando na madeira me trouxe de volta à terra.

Abri os olhos e lá estava ela. Uma serpente, deslizando com a confiança de quem é dona da árvore. O pânico não é silencioso; ele grita no sangue. Fui me arrastando para trás, o galho foi acabando, o mundo inclinou e... chão.

O impacto não foi o fim, mas o início de uma maratona olímpica. Ela pulou atrás de mim. Eu, num giro grotesco e heróico, levantei e...

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