Memória dos Trabalhadores da Bacia de Campos
Depoimento de Carla Guedes Braga
Entrevistada por Douglas Thomaz
Macaé, 06 de junho de 2008
Realização Museu da Pessoa
Entrevista CB_063
Transcrito por Regina Paula de Souza
P/1 – Eu queria que você começasse falando, o seu nome completo, o local e a data do seu nascimento.
R – Meu nome completo é Carla Guedes Braga, Macaé, e, eu nasci dia 02 de agosto de 1988.
P/1 – Carla, qual é a sua formação? Curso técnico?
R – Isso, eu sou técnica, formada em automação industrial.
P/1 – Carla, eu queria que você começasse esse seu depoimento, comentando um pouco sobre a sua relação com a Bacia de Campos e com a Petrobras.
R – É, a relação com a Petrobras, ela é um pouco antiga, não se resume aos meus um ano e sete meses de empresa, porque desde pequenininha, quando eu nasci minha mãe já trabalhava na Petrobras. Isso, eu fui acompanhando sempre, inclusive, participando do programa Petrobras pra criança, participando de apresentações do coral, eu vinha como visitante. Então, sempre estando em contato com a empresa, no dia-a-dia, o crescimento, até, a minha entrada. Então, isso foi muito importante, porque sempre pude contar, assim, por exemplo, programa de poesia, eu vinha, participava, escrevia minhas poesias, não dava nada certo, mas estava sempre por aqui e, até, minha formação técnica, assim, é específica, né? Pra área, então, acabou tudo convergindo na Petrobras.
P/1 – E, você teve outros amigos, filhos de funcionários, também, que passaram, entraram agora com você?
R – Isso, isso, tem outros colegas que. Tudo da mesma faixa etária, aqui, saindo lá do curso técnico com a gente, que acabou passando, até, mais novos que eu e tudo, mas foi uma grande alegria. Alguns estão em outras unidades, até, mesmo na Reduc tem, outras do ENS, mas sempre a gente quando compartilha, assim, é bem engraçado.
P/1 – Qual é a função que você exerce hoje, qual é a...
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Depoimento de Carla Guedes Braga
Entrevistada por Douglas Thomaz
Macaé, 06 de junho de 2008
Realização Museu da Pessoa
Entrevista CB_063
Transcrito por Regina Paula de Souza
P/1 – Eu queria que você começasse falando, o seu nome completo, o local e a data do seu nascimento.
R – Meu nome completo é Carla Guedes Braga, Macaé, e, eu nasci dia 02 de agosto de 1988.
P/1 – Carla, qual é a sua formação? Curso técnico?
R – Isso, eu sou técnica, formada em automação industrial.
P/1 – Carla, eu queria que você começasse esse seu depoimento, comentando um pouco sobre a sua relação com a Bacia de Campos e com a Petrobras.
R – É, a relação com a Petrobras, ela é um pouco antiga, não se resume aos meus um ano e sete meses de empresa, porque desde pequenininha, quando eu nasci minha mãe já trabalhava na Petrobras. Isso, eu fui acompanhando sempre, inclusive, participando do programa Petrobras pra criança, participando de apresentações do coral, eu vinha como visitante. Então, sempre estando em contato com a empresa, no dia-a-dia, o crescimento, até, a minha entrada. Então, isso foi muito importante, porque sempre pude contar, assim, por exemplo, programa de poesia, eu vinha, participava, escrevia minhas poesias, não dava nada certo, mas estava sempre por aqui e, até, minha formação técnica, assim, é específica, né? Pra área, então, acabou tudo convergindo na Petrobras.
P/1 – E, você teve outros amigos, filhos de funcionários, também, que passaram, entraram agora com você?
R – Isso, isso, tem outros colegas que. Tudo da mesma faixa etária, aqui, saindo lá do curso técnico com a gente, que acabou passando, até, mais novos que eu e tudo, mas foi uma grande alegria. Alguns estão em outras unidades, até, mesmo na Reduc tem, outras do ENS, mas sempre a gente quando compartilha, assim, é bem engraçado.
P/1 – Qual é a função que você exerce hoje, qual é a área que você trabalha?
R - A minha função não começou, também, quando eu fui admitida, começou antes, porque eu já fui estagiária da Petrobras também, acabei estagiando do período de 16 aos 17 anos, quando eu estava terminando o curso mesmo e, eu estagiei na gerência que eu acabei entrando, que é a gerência de automação em (GP-Alt?), na época, era (AST-Alt?) e eu sou formada técnica em automação. Meu cargo, agora, é técnica de manutenção, entrei como instrumentista e tudo mais, mas, assim, eu já entrei aprendendo bastante e eu gosto. Eu gosto mesmo da automação, sempre aprendendo novas coisas, sabe? A automação tem muito de você fazer o hoje, mas, também, vêm os desafios do amanhã, tem muita coisa, assim, termos tecnológicos pra você aprender e é sempre um grande aprendizado pra mim.
P/1 – Você poderia falar um pouco mais, descrever a sua rotina de trabalho, falar um pouco pra quem não conhece, né? O seu trabalho. Você poderia falar de uma forma simples?
R – Eu trabalho, aqui, em terra, na sede, mas, às vezes, eu embarco também. E, desde que eu entrei já comecei fazendo embarque nas plataformas. Não dura muito, assim, só um período de cinco a quatro dias, que eu vou lá pra fazer alguns reparos em PL-6, em máquinas mesmo. Aí, faço verificação de rede, de fiação e tudo mais, trabalho, mesmo, com programação, é de tudo um pouco. Mas eu embarco, também, bastante, embarques esporádicos. E, aqui a gente tem a parte de desenvolvimento, tem a parte de acesso remoto das platafromas, do controle de processos e tudo mais.
P/1 – Como é trabalhar num lugar aonde a mãe trabalha também? Existe uma pressão, brincadeira dos amigos?
R - Brincadeira sempre tem, sempre tem comparação: “Poxa, você é igualzinha a sua mãe. Ah, eu achei que era a sua mãe que estava aqui, não, é você”. Mas a gente trabalha em setores diferentes, claro. Mas, mesmo assim, ela está sempre no pé, ali. É legal, que a gente vai almoçar junto e tudo mais, vem pro trabalho juntas, sai juntas, mas ela sempre fica no pé, vigiando tudo que eu estou fazendo, (riso) mas é bem legal. É bom, por quê? Eu não sei, mas eu já entrei aqui com uma referência que era a minha mãe, né? Então, as pessoas antes me viam: “Ah, a filha da Ligia. Ah você que é a filha da Ligia?”. Hoje em dia já estão me reconhecendo um pouco mais como profissional e tudo mais. É a Carla, hoje eu sou a Carla, eu já estou começando.
P/1 – Carla, você entrou, agora, em 2006, né? E, como é a recepção dos mais antigos em relação aos mais novos, como que foi isso, dá pra você contar um pouco pra gente?
R – É, essa é a parte sensível, né? A parte delicada. Eu não diria que eu cheguei totalmente disconhecida, porque eu já estagiava nessa gerência. Eu estagiava na parte de engenharia, projeto e, agora, eu entrei na parte mais mão na massa, assim, assistência técnica que vai, embarca e tudo mais. A recepção foi ótima, porque inexperiente, vindo de banco de escola, a gente tem muita teoria, né? Prática mesmo é, no máximo, laboratório, mas não sabe como é o dia-a-dia, como que vai acontecer e, eles me recepcionaram bem, teve uma passagem de conhecimento que até hoje perdura, né? Porque estou continuamente aprendendo. Mas eles me recepcionaram bem e tentam, ao máximo, fazer com que eu aprenda, fazer com que veja, também, o passado, que já foi pra poder desenvolver bem a atividade. Eu fui super bem recepcionada.
P/1 – Você comentou que está sempre embarcando, né? Então, nos períodos que você fica lá, como é o convívio na plataforma, a questão da família, a distância da família e a convivência, mesmo, na plataforma com os amigos, a presença de uma mulher, também, na plataforma, como é isso?
R – A primeira vez que eu embarquei, eu lembro que teve alguém que falou, assim, na sala de controle, depois, pra mim: “Olha, quando você chegou, falaram assim: ‘Nossa, tem uma criança embarcada aqui. O que é isso? É visita de família, veio o filho de alguém aqui?’”. Eles ficavam me olhando, nova, mulher, assim, mexer com área técnica, eles ficam. No início foi um pouco barreira, eles ficaram, assim, um pouco com medo: “O que essa menina vai fazer aqui?”. Mas, depois, com o passar do tempo eles foram se acostumando e eu fui mostrando, né? O meu trabalho como profissional, então, eles já confiam um pouquinho. Embarcar é sair um pouco da rotina aqui do escritório, é, você vê as coisas, realmente, como funcionam e eu gosto bastante. Eu nunca tive medo e foi sempre bem natural, e, é um tempinho que você fica lá, você fica no seu núcleo de trabalho, assim, você acorda trabalho, vai dormir trabalho, mas eu consigo, acho que eu consigo gerenciar isso bem e, até, é importante, assim, pro aprendizado.
P/1 – Você achou muito diferente a relação com as pessoas da plataforma e, aqui, o cotidiano de trabalho, essa coisa de estar lá todo o tempo e próximo do trabalho?
R – É, eu diria que é um pouco, até, mais unido, né? Porque as pessoas estão lá e, elas estão fora de casa, muitas moram longe, em outros estados. Eu acho que o trabalho, assim, o fazer bem feito, o estar ali, um tem que ajudar o outro pra poder o serviço de todo mundo andar. Eu acho que a relação, assim, fica bem mais contigo, assim, todo mundo acaba se ajudando e dando dica, e, fazendo com que as coisas se tornem melhores e não, não complica não.
P/1 – Carla, em relação a Petrobras e a cidade de Macaé, assim, você que nasceu em Macaé, né? De alguma maneira você acompanhou o processo de crescimento da fábrica aqui na cidade. Você poderia falar alguma coisa que você considera marcante, que você tenha percebido, embora, você seja nova?
R – É, primeiro, que o pessoal fala: “Nossa, você é macaense, é difícil achar um macaense aqui na Petrobras”. Mas, desde pequena, eu venho acompanhando Macaé. Eu imagino como seja antes deu nascer, né? Mas dos dez anos de idade até agora eu noto que foi um boom muito grande, em termos de desenvolvimento, em termos de entrada e saída de pessoas, é sempre um grande movimento, assim, a cidade se desenvolveu, ela era um núcleozinho bem pequenininho, sabe? Ainda hoje, todo mundo conhece todo mundo, mas em termos de volume de veículo, volume de pessoas. E, Macaé fica vazia fim-de-semana. É muito engraçado. De fim-de-semana Macaé fica pros macaenses, porque a maioria vai embora, mas é um movimento diferente e um crescimento pra cidade. Agora que estão surgindo uns prédios, Macaé não tinha prédio. (riso) Agora que está se urbanizando intensificadamente, né? Mas, é, há uma diferença e eu noto isso pelo tumulto da cidade, pelo barulho, mas é o preço do crescimento, traz umas coisas boas, por exemplo, desenvolvimento cultural e econômico e, até.
P/1 – Você poderia contar algum caso, alguma história interessante ou engraçada, alguma lenda daqui da Bacia de Campos que você tenha ouvido ou que você tenha presenciado?
R – Ah, casos interessantes sempre tem, com a minha mãe não passa em branco. Mas tem, assim, umas coisas engraçadas, porque desde pequena eu sempre fui muito ligada a poesia, então, ela sempre me trazia aqui nos festivais e eu sempre escrevia uma poesia pequenininha, assim, dez anos, nove anos, crente que ia. Mas a poesia sempre foi presente e eu. Agora não tem mais os festivais de poesia, mas isso me deu uma força de vontade em ver as pessoas. Ela declamava, ela fazia parte do grupo de teatro, então, eu ficava, assim, olhando assustada e isso foi crescendo, foi crescendo, eu lancei um livro de poesia, então, fica tudo um pouco encaminhado. E, a Petrobras, também, é marcante na parte de cultura, porque eu sempre fui muito ligada em canto e coral. E, eu também vinha nas apresentações aberta aos familiares, ao público, quando eu era pequena. E, hoje em dia eu faço parte do coral da Petrobras da Bacia de Campos, logo que eu cheguei eu fiz o teste, assim, e eu já cantava em outros corais.
P/1 – Qual é o repertório de vocês?
R – Ah, repertório eclético, super eclético, de música erudita e sacra, até, MPB, até, composições contemporâneas, até, rock, tem de tudo.
P/1 – E, vocês fazem apresentações em que lugar, vocês viajam?
R – É, geralmente, é apresentações corporativas, em reuniões ________ de reconhecimento, mas, também, pra população, em escolas da cidade e, também, ano passado teve um encontro de coros, todos os coros da Petrobras, todos, todos, da Amazônia, de todos os do nordeste, lá em Curitiba, Paraná. Então, foi bem legal, assim, formou aquele coral de 500 vozes, foi bem interessante, é bem diversificado.
P/1 – Como você vê a Bacia de Campos, você no trabalho, a Bacia de Campos no futuro?
R – A Bacia de Campos no futuro? É engraçado, porque eu, a parte de automação, a gente trabalha muito com o que pode ser feito, o amanhã e a gente vê que. Eu trabalho com unidades antigas, a automação que já existe, mas tem entrado muitas plataformas novas e um potencial gigantesco, assim, a UNBC já é um campo maduro, já é estável, sabe? É aquela parte mais de manutenção, mas eu vejo que a Petrobras tem crescido no sentido de proporcionar novas energias, novas fontes e recuperação desses que já existem. E, tem uma lenda, uma lenda, assim, que Macaé vai virar a cidade fantasma se a Petrobras for, aí, todo ano eles dizem, sai aquele boato, assim: “Oh, petróleo só até 2020. Não, estendeu agora, só até 2030”. Aí, fica contando, assim, nos dedos o quanto que a Petrobras vai estar aqui na Bacia de Campos e tudo mais, o quanto que Macaé ainda vai ser uma cidade com movimento. Mas eu acho que essa relação vai ser duradoura, claro, nem todo recurso é infinito, mas sempre buscando novas formas de energia, preocupado com o que já tem, preocupado com o meio ambiente pra sempre ter. Acho que é isso.
P/1 – Apesar de você ser nova aqui na empresa, você já tem uma relação antiga com a fábrica, mas você já tem um sentimento, já saberia definir o que é ser petroleira?
R – O que é ser petroleira? É muito difícil falar isso, porque muito disso mescla com a minha vida. Então, o que é ser petroleira, o que é ser brasileiro, o que é ser macaense? Então, é um pouco que. (riso) É bem difícil separar todas essas partes, entendeu? Fazem parte de mim, bem parte da minha família, bem parte do passado, projeção do futuro, parte das minhas relações sociais, relações profissionais, até, de crescimento mesmo, que eu tenho crescido bastante, mas quanto mais eu trabalho aqui, mais eu vejo o quanto é um projeto grandioso, o quanto, é, quantos brasileiros podem ainda crescer e o quanto já foi feito, e, o quanto essa empresa tem se espalhado, assim, e tem se firmado como uma empresa, assim, de qualidade, até mesmo, por fazer tão parte da vida da gente, acaba sendo uma coisa bem emocionante, cheia de desafios.
P/1 – Carla, qual é a sua opinião a respeito do nosso projeto de estar contando a história de vida das pessoas, dos trabalhadores da Petrobras e, assim, também, um pouco da história da Bacia de Campos?
R – Eu, com um ano e sete meses eu achei que eu não tinha tanta coisa pra contar, né? (riso) É bem pouquinho, assim, têm pessoas com 30 anos de experiência, bem mais. Mas eu acho que é uma iniciativa legal, um acervo importante, principalmente, porque hoje a gente não têm noção do quanto a gente lá na frente vai fazer parte do passado, o quanto isso vai ficar pra trás, e, só a distância do tempo pra dizer, né? Mas o que a gente sabe de ontem, é, porque houve um registro e a gente tem como pesquisar, tem como validar, tem como correr atrás, então, é um registro que fica pra prosperidade e é muito importante ao passo que mexe com pessoas, com histórias de vida e isso é o que cada um tem de mais importante, que é a sua própria vida e a sua relação com o mundo, sua visão de mundo, é isso que fica, realmente, pra prosperidade, pro desenvolvimento, pro mundo.
P/1 – E você, então, já faz diferença, né?
R – É isso que faz a diferença.
P/1 – (NÃO HÁ COMO OUVIR A PERGUNTA, O CD ESTÁ PULANDO NESSA PARTE)
R – Não, acho que eu falei bastante, assim, e no mais é isso, é, eu falei, né? Da cidade, da parte cultural, da parte profissional e foi um. Só acrescentar, assim, que foi um crescimento bem grande pra mim, porque, praticamente, eu fui da fase, assim, de ir amadurecendo minha relação com o mundo pra fase profissional, isso foi, sabe? Profissional. Isso faz com que. Eu tenho aprendido bastante em termos de responsabilidade, eu me considero uma pessoa muito responsável, muito certinha, assim, mas de vivência, mesmo, de experiência de vida eu posso dizer que eu estou começando a ter um pouquinho de experiência, isso é importante. Eu já tenho uma bagaginha, assim, pra levar.
P/1 – Carla, a sua mãe falou que você tem uma voz belíssima e você faz parte do coral, você quer cantar alguma coisa pra gente registrar? Ou mesmo uma poesia, que, talvez, você tenha e que você possa declamar, isso, se você quiser, se se sentir à vontade também, né?
R – É, esse livro que eu falei, ele é recente, até, foi lançado a dois meses atrás, então, está bem recente, mas poemas meus eu não costumo, eu não costumo decorar, assim, não tenho nenhum. Só tenho um que eu costumo declamar, mas eu fico tão, assim, em frente as câmeras. Eu não sei.
P/1 – Não quer registrar?
R – Não. Tá, eu registro o meu poeminha. Bem, o título desse poema é Tentativa de Poeta e, há uns dois anos atrás, eu participei de um concurso aqui e ele ganhou o oitavo lugar, assim, uma menção honrosa e eu gosto bastante dele, porque diz um pouquinho do que é ser poeta, do que é sentir. (entrevistada declama)
“Tentativa de Poeta
Riscava as primeiras rimas,
como quem riscava os primeiros passos
e rabiscando de leve,
redondo e lento,
compunha em pronto,
decerto versos tolos.
E, regendo, assim, as palavras,
libertando as minhas sãs loucuras,
minha escrita hoje,
é a eterna procura,
nada de termos exatos
ou versos inteiros,
preto e caudalosos rios fonéticos,
escolhi em tantos somente poucos,
profanar temas erméticos.
E meu dever de poeta?
A preminência de meus versos loucos,
meus desvarios lógicos, frenéticos
e a minha tentativa de compor versos poéticos,
____________ crônicos,
insânos, insensatos, léxicos,
tomado por inteiro,
esses meus versos loucos”
R – É isso. (riso)
P/1 – Está ótimo.
R – Aí, que vergonha.
P/1 – Muito bom, obrigado.
R – Acho que é melhor declamar do que cantar, né?
P/1 – Ah, não, ficou ótimo.
R – Cantar é mais louco ainda.
P/1 – Tentativa de?
R – Poeta.
P/1 – Por que não de poetisa?
R – É, por que não de poetisa? E tudo é no. Seria o poeta profissão, o poeta mais, sabe? Tentativa do poeta profissão e não, eu não particularizei.
P/1 – Entendi, entendi. Escavando rimas, né?
R – É.
P/1 – Ah, legal essa imagem, escavar rimas.
(FINAL DA ENTREVISTA)
Lista de dúvidas:
(GP-Alt?)
(AST-Alt?)
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