Meu nome é Graça. Sou natural do Estado da Bahia, onde nasci e vivi até os dezessete anos de idade, quando mudei-me para a Cidade de São Paulo, fugindo de um padrasto abusador.
Filha de pais separados , fui criada em um contexto de muita pobreza em todos os sentidos. As constantes mudanças de lugar, causava inquietação à minha infância, trazendo solidão e responsabilidades muito cedo.
Resgatada por uma tia de primeiro grau, passei a viver na maior cidade do país, onde retomei os estudos, ingressei no mercado de trabalho e conquistei minha autonomia.
A tia que me acolheu cuidou de mim com muito carinho e atenção. Me amou como uma filha e apesar de eu ter conquistado uma autonomia financeira e passado a morar so, ainda assim ela acompanhou minha vida até o momento em que constituí minha própria família.
Hoje, aos 53 anos de idade, olho para trás e agradeço ao Eterno e Soberano Deus por ter me permitido ser cuidada e amparada quando mais precisei . Estudei o máximo que pude. Me dediquei muito ao voluntariado e no momento sigo minha vida em paz, ao lado de minha família, fazendo aquilo que é natural em mim, cuidar.
Me tornei escritora, com dois livros publicados e a caminho do terceiro, o qual foi patrocinado por alguém que acreditou em meu potencial. Ainda tenho muitos sonhos e projetos a serem executados.
Sou uma mulher sensível e dona de um mundo demasiadamente intenso. Há quem diga que tenho a sensibilidade de uma Mimosa pudica e a intensidade de um vulcão em erupção. Tais características exalam por meus poros e acabam fazendo eu me sentir muito culpada, e por vezes excêntrica, tornando meu mundo interior ainda mais difícil de ser suavizado. Luto e reluto para ser mais racional, porém, ao fazê-lo, sinto que algo se perde, como se essa não fosse a minha real identidade.
Com a constante sensação de que a intensidade é o que me move, bem como a sensibilidade, sigo mergulhando em meu interior e me fazendo muitas...
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Meu nome é Graça. Sou natural do Estado da Bahia, onde nasci e vivi até os dezessete anos de idade, quando mudei-me para a Cidade de São Paulo, fugindo de um padrasto abusador.
Filha de pais separados , fui criada em um contexto de muita pobreza em todos os sentidos. As constantes mudanças de lugar, causava inquietação à minha infância, trazendo solidão e responsabilidades muito cedo.
Resgatada por uma tia de primeiro grau, passei a viver na maior cidade do país, onde retomei os estudos, ingressei no mercado de trabalho e conquistei minha autonomia.
A tia que me acolheu cuidou de mim com muito carinho e atenção. Me amou como uma filha e apesar de eu ter conquistado uma autonomia financeira e passado a morar so, ainda assim ela acompanhou minha vida até o momento em que constituí minha própria família.
Hoje, aos 53 anos de idade, olho para trás e agradeço ao Eterno e Soberano Deus por ter me permitido ser cuidada e amparada quando mais precisei . Estudei o máximo que pude. Me dediquei muito ao voluntariado e no momento sigo minha vida em paz, ao lado de minha família, fazendo aquilo que é natural em mim, cuidar.
Me tornei escritora, com dois livros publicados e a caminho do terceiro, o qual foi patrocinado por alguém que acreditou em meu potencial. Ainda tenho muitos sonhos e projetos a serem executados.
Sou uma mulher sensível e dona de um mundo demasiadamente intenso. Há quem diga que tenho a sensibilidade de uma Mimosa pudica e a intensidade de um vulcão em erupção. Tais características exalam por meus poros e acabam fazendo eu me sentir muito culpada, e por vezes excêntrica, tornando meu mundo interior ainda mais difícil de ser suavizado. Luto e reluto para ser mais racional, porém, ao fazê-lo, sinto que algo se perde, como se essa não fosse a minha real identidade.
Com a constante sensação de que a intensidade é o que me move, bem como a sensibilidade, sigo mergulhando em meu interior e me fazendo muitas perguntas: “careço, a toda essa intensidade me render?” O que tudo isso tem a ver com o real sentido de minha existência? Por que permito que outros me atribuam valores baseado em minhas características?
Eu sei que lidar com minha fragilidades e competências é meu encargo e somente eu poderei achar as respostas.
Ocorre que chegar a esse entendimento não põe fim aos meus conflitos. Sabe por quê? Porque gosto disso, da forma como tais traços me humaniza, mesmo que às vezes me faça sofrer, o que torna tudo ainda mais intrigante.
É interessante que a característica mais surpreendente da Mimosa pudica, é sua capacidade de reagir a estímulos mecânicos, mediante os quais ela fecha suas folhas, ou seja, é a sua sensibilidade. Se esta planta não tivesse em seu folíolo a estrutura que tem, com certeza não seria tão sensível. Para os pesquisadores, esse mecanismo é uma forma de defesa contra predadores.
Talvez, se eu entendesse a magnitude da auto aceitação, saberia primeiro, a ser mais bondosa comigo mesma; segundo, que o conflito faz parte dos processos e que isso não me torna uma pessoa excêntrica, apenas humana.
Mas até mesmo para entender os processos é preciso passar por um processo longo e muitas vezes doloroso . A essa busca, eu me proponho com muita predisposição, coragem, ousadia e resiliência, elementos necessários para forjar um vencedor em meio as suas batalhas diárias.
Sou mãe, avó, esposa e profissional, além de uma amiga leal aos que estão ao meu redor.
Graças à resiliência humana, estou aqui para contar a minha história. É claro que omiti todas as partes tristes para não parecer dramática. Os desafios foram rompidos, alguns com terapia, outros com amor e, muitos, ou melhor, a maioria, com fé.
Finalmente, faço uso também da esperança de que minha descendência irá proporcionar o melhor para suas crianças.
Esta sou eu e, \"pela graça de Deus, sou o que sou\".
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