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Por: Museu da Pessoa,

Cabine

Esta história contém:

Identificação

Meu nome de solteira é Maria do Carmo Caruso e depois de casada ficou Antunes, que eu fui casada durante 53 anos. Nasci em 1916, em 16 de julho, na cidade de Ubá, Minas Gerais, terra do Ari Barroso também, que conheci rapazinho. Eu era menina, ele rapazinho.

Origem

Quando eu conheci a minha avó, o meu avô já tinha morrido. Ela tinha uma venda lá em Ubá, vendia pão, que ela era italiana e fazia pão para as pessoas que vinham da roça assim, de chinelo ou descalça, lavava os pés lá, ela vendia o café e eles tomavam o café com pão. Era uma venda, mas ela não fazia mais pão, porque já estava muito velha. Mas ela recebia os patrícios que vinham, porque moravam assim fora da cidade. Meu pai é de Roca Gloriosa, província de Salerno, Nápoles. Ele era tio do grande Caruso. Enrico Caruso. Minha mãe era filha de italianos, nasceu em Minas. Meus avôs eram Miguel Carboni e Maria do Rosário Lanzelote, minha avó.

Migração

Vim para o Rio de Janeiro com 22 anos. Vim, porque meu pai morreu. Não tinha gente da família aqui não, eu vim mais para trabalhar, para ajudar, porque a vida lá é muito difícil, sabe.

Moradia

Eu fui morar na Tijuca, depois me casei e fui morar na Penha, na casa do meu sogro, da minha sogra. Depois moramos em vários lugares.

Comércio

Quando vim lá de Minas, o comércio era como eu vi agora aqui na exposição, era tudo assim, vendia cachaça, vendia lenha, vendia pão, vendia enxada, vendia vassoura, sabe, vendia velas, era assim. Eu lembro muito quando me casei, que fui comprar uma colcha e meu marido queria uma bem bonita. Nós fomos na Notre Dame de Paris, mas eu não conhecia muito o Rio de Janeiro. Agora, há muito tempo que eu não ia à cidade, quando eu cheguei vi a Slooper, que não era mais a Slooper, dei lágrimas, sabe. Era muito bonita a Sloper, mas fechou. E quando a Notre Dame pegou fogo, eu chorei também. Ainda lembro da Rua do Ouvidor, que ...

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