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Personagem: Antonio José Vieira
Por: Museu da Pessoa,

Cabine

Esta história contém:

Identificação

Meu nome é Antônio José Vieira, nasci em 18 de dezembro de 1945.

Origem

Meus pais são Manoel José Vieira e Alzira da Gloria Vieira. Meu avô, por parte de pai, é Antônio José Vieira e minha avó, Maria Amélia Vieira. Por parte de mãe é Antônio José Vieira e Lúcia de Carvalho Vieira. Meu pai inicialmente era agricultor, isso em Portugal, porque ele nasceu lá e trabalhava no campo.

Imigração do pai

Aos 35 anos meu pai veio para o Rio de Janeiro e foi trabalhar em um armazém. Ele veio sozinho. Veio, porque já tinha 35 anos, cinco filhos já, e lá não tinha perspectiva para os filhos, é claro. Pensando no futuro dos filhos, e ele não via absolutamente futuro nenhum, aí veio para cá.

Infância

Passei minha infância num lugar chamado Portela, em Portugal. Ali a gente tinha a nossa escola, a nossa igreja, foi uma infância assim, humilde, pobre, evidentemente. Foi dessa maneira. Em Portela não tinha comércio, nada, nada. As pessoas consumiam o que plantavam, batata, milho, frutas e quem podia tinha algum tipo de animal, ovelha ou cabra, e viviam daquilo ali. Se quisessem comprar um arroz ou um sal ou alguma coisa, tinha que andar a pé uns 10, 12 quilômetros para chegar num lugarzinho mais adiantado, uma vila, era bem difícil. A minha infância foi como a de qualquer criança nascida na roça. Eu estudei, fui para a escola com sete anos, brincava e brigava com os colegas, enfim, tudo normal. Lembro até de algumas brincadeiras. Havia umas pedrinhas, a gente jogava uma para o alto, pegava as pedrinhas no chão e tentava apanhar elas todas de uma vez. Fazia também no chão um... como é que chamava aquilo? Jogo da macaca. Para descrever isso é difícil, aquilo tinha uns quadrados no chão e ia fazendo até a cabeça, o tronco, os pés e tal e pulava ali dentro ali.

Chegada ao Brasil

Vim para o Brasil com 12 anos, de navio. Me colocaram dentro de um navio sozinho, que eu não conhecia ninguém. Como tinha...

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