Identificação
Meu nome é Maria Eliza Viviane Viola. Nasci em 22 de Julho de 1939, na cidade do Rio de Janeiro. Meu pai é Felipe Viviane e minha mãe Djanira do Prado Viviane.
Origem/Família
Meu pai é de origem italiana, meu avô era da Toscana e veio como imigrante para o Brasil. Por parte da minha mãe, eles vieram do Ceará. Meus pais se conheceram no Rio de Janeiro. O meu avô foi exportador de café em Vitória. Ele viajou do Ceará para Vitória e lá ele tinha um estabelecimento, se não me engano a Casa Prado de exportação de café. Depois, alguns filhos ficaram radicados lá em Vitória e outros vieram para o Rio. Que eu me lembro é de muito movimento na minha casa, é a loja tipo armazém do meu avô italiano de Rio Bonito, quando ele veio para o Brasil. Meu pai e meu tio trabalhavam com ele. Mas do meu avô materno em Vitória, essa parte eu não me lembro.
Mãe
A minha mãe nunca freqüentou escola porque o meu pai não permitia. Ela queria estudar e e estudou tudo em casa. Estudou piano com professora particular em casa, estudou inglês, tudo em casa. Mas ela foi uma das primeiras mulheres que dirigiu automóvel no Rio de Janeiro. O prontuário dela era um número bem baixinho. Mas ela não saía sozinha, sempre, dirigindo a cristaleira, como chamava aquele automóvel do meu avô. acompanhada de um sobrinho A família da minha mãe era de muitos irmãos, ela era a 21ª filha, era a caçula. Então nós, seus filhos, não lembramos de muitas coisas, porque quando eu nasci meus avós já estavam bem idosos, morreram logo.
Família
Nós somos cinco irmãos. Um casal do primeiro casamento do meu pai e três moças do segundo casamento. Ele era funcionário público do Instituto Brasileiro do Café. A minha mãe era professora de artesanato.
Moradia
Nós moramos na Tijuca, passei minha infância lá e fiquei até 15 anos na casa da Rua Itacuruçá. Depois fui para a Conde de Bonfim, em frente ao prédio ali do...
Continuar leitura
Identificação
Meu nome é Maria Eliza Viviane Viola. Nasci em 22 de Julho de 1939, na cidade do Rio de Janeiro. Meu pai é Felipe Viviane e minha mãe Djanira do Prado Viviane.
Origem/Família
Meu pai é de origem italiana, meu avô era da Toscana e veio como imigrante para o Brasil. Por parte da minha mãe, eles vieram do Ceará. Meus pais se conheceram no Rio de Janeiro. O meu avô foi exportador de café em Vitória. Ele viajou do Ceará para Vitória e lá ele tinha um estabelecimento, se não me engano a Casa Prado de exportação de café. Depois, alguns filhos ficaram radicados lá em Vitória e outros vieram para o Rio. Que eu me lembro é de muito movimento na minha casa, é a loja tipo armazém do meu avô italiano de Rio Bonito, quando ele veio para o Brasil. Meu pai e meu tio trabalhavam com ele. Mas do meu avô materno em Vitória, essa parte eu não me lembro.
Mãe
A minha mãe nunca freqüentou escola porque o meu pai não permitia. Ela queria estudar e e estudou tudo em casa. Estudou piano com professora particular em casa, estudou inglês, tudo em casa. Mas ela foi uma das primeiras mulheres que dirigiu automóvel no Rio de Janeiro. O prontuário dela era um número bem baixinho. Mas ela não saía sozinha, sempre, dirigindo a cristaleira, como chamava aquele automóvel do meu avô. acompanhada de um sobrinho A família da minha mãe era de muitos irmãos, ela era a 21ª filha, era a caçula. Então nós, seus filhos, não lembramos de muitas coisas, porque quando eu nasci meus avós já estavam bem idosos, morreram logo.
Família
Nós somos cinco irmãos. Um casal do primeiro casamento do meu pai e três moças do segundo casamento. Ele era funcionário público do Instituto Brasileiro do Café. A minha mãe era professora de artesanato.
Moradia
Nós moramos na Tijuca, passei minha infância lá e fiquei até 15 anos na casa da Rua Itacuruçá. Depois fui para a Conde de Bonfim, em frente ao prédio ali do Tijuca Tênis Clube, acho que até 17 anos mais ou menos. Depois tivemos que sair da Tijuca porque a minha mãe tinha problemas de coluna, problema sério, teve que usar colete de gesso e o médico recomendou banho de mar, que eram muito bons para a coluna dela. Então mudamos para Ipanema, na Visconde de Pirajá, perto da Praça Nossa Senhora da Paz.
Infância
Nos morávamos na casa de meu avô na Tijuca, uma casa grande na Rua Itacuruçá, que hoje é um prédio. A família era muito grande. Meu avô era do tipo patriarcal, que abrigava os filhos, as filhas viúvas voltavam para a casa dele com os netos, então era uma família muito grande. Eu nasci lá mesmo. Nós brincávamos muito, que a casa era muito grande, tinha um quintal e jardim com árvores frutíferas, a gente subia nas árvores, na jabuticabeira, na mangueira tinha balanço pendurado, tinha até cana-de açúcar. Nós andávamos de bicicleta, patinete, tudo em volta da casa. A gente morava com primos, tios, tinha muita gente lá.
Educação
Estudei na escola pública Barão de Itacuruçá, ali perto, depois entrei no Instituto de Educação Escola Normal, aí me formei professora e mais tarde é que fui fazer Faculdade de Turismo, que cursei já casada. Eu fui morar em São Paulo e comecei a fazer faculdade na Ibero-Americana, na Brigadeiro Luiz Antônio. Fiz três anos lá e depois o meu marido foi transferido para Recife, lá não tinha faculdade de Turismo. Ficamos um ano em Recife e quando voltamos para o Rio eu terminei na Estácio de Sá. Eu trabalhava como professora de Ensino Fundamental, mas eu escolhi a Faculdade de Turismo porque eu era muito interessada em Geografia, em viagem, essas coisas. E o meu marido trabalhava em hotelaria. Então a gente era muito chegado ao turismo. Mas eu não usei o turismo como profissão.
Magistério
Fui professora do ensino fundamental, as séries mais baixinhas. Depois eu me aposentei, e depois fui morar nos Estados Unidos, porque o meu segundo marido morava lá. Aí fiquei uns anos, voltei e fui trabalhar em outras coisas completamente diferentes do magistério. Primeiro fui trabalhar na secretaria de um restaurante. Depois numa operadora turística, como recepcionista bilingüe, fiquei dois anos como tipo uma telefonista. Aí fechou a operadora, e agora eu estou trabalhando numa ONG.
Juventude/ Praia
Eu me lembro muito de praia, nós íamos muito e era uma verdadeira maratona. Nós pegávamos o bonde, íamos até a usina, na usina pegávamos um lotação para Copacabana, não, o lotação que ia para Copacabana até o posto 6. Lá trocávamos de roupa onde hoje é o Hotel Cassino Atlântico e antigamente era Associação Atlética do Banco do Brasil. Como o cunhado do meu irmão era da ABB, então nós trocávamos de roupa lá e íamos para Arpoador a pé. No verão íamos à praia todos os dias. Hoje em dia, o pessoal da Tijuca vai mais para a Barra da Tijuca, mas nessa época era Copacabana, nem Ipanema era naquele tempo. A moda era Copacabana. Naquela época na praia não tinha cadeira, era toalha que a gente levava e roupa para trocar depois do banho. Aí, voltava. Chapéu não tinha, barracas de praia tinha muito pouco, me lembro que a gente pegava sol mesmo. Não tinha noção do perigo.
Juventude/carnaval
Carnaval era assim. A gente ficava na Conde de Bonfim, botava as cadeiras para sentar assim na rua, e os bondes passavam com aqueles blocos e tudo. Antes, a gente vestia a fantasia e ficava jogando serpentina, lança-perfume, que naquela época não era proibido. Então ficavam as famílias vendo o movimento, tudo isso quando eu era bem pequena. Depois teve o Tijuca Tênis Clube ali perto. Aí eu já era mais velha, a gente já ia no clube.
Confeitaria Colombo
Eu me lembro pouca coisa da Tijuca. Lembro que íamos muito ao centro da cidade de bonde. A minha mãe nos levava na Confeitaria Colombo para tomar chá, chocolate, lá naquela parte de cima. Isso eu me lembro muito bem. Tinha aqueles torrõezinhos de açúcar daquele açúcar candi que a gente colocava, a gente adorava comer aquele açúcar. Íamos muito lá para encontrar a minha madrinha que morava em Copacabana, e tomar chá, lanche, chocolate e aquela torrada Petrópolis.
Cinema
Meu pai ele nos levava ao cinema, tinha o Cineak Trianon, que ficava bem em frente à estação Carioca do metrô. do outro lado da rua. E eu me lembro que na vitrine tinha um trenzinho elétrico, então nos ficávamos ali olhando, brincando com o trenzinho. Isso ficou na minha memória.
Comércio
Do comércio que eu me lembro mesmo era do centro da cidade. A minha mãe quando trabalhava em escola ficou encarregada da Cooperativa, ela comprava material. Nós íamos muito à Casa Matos, acho que era ali no Largo São Francisco. Próximo à Casa Cruz. Então o comércio era muito ali, perto do centro da cidade.
Moda
Não me lembro da gente comprando nada. Eu me lembro sempre de costureira. A minha mãe tinha o enxoval dela, eu me lembro que tinha lençóis de linho, muita coisa de linho, e aquilo ela transformava em vestidos para nós, vestidos de linho daquelas peças de lençol. Fazia e bordava. Eu me lembro muito da costureira fazendo aquelas roupas.
Material para artesanato
Faço muito artesanato sou artesã, sou tapeceira, então nessas lojas tipo Casa Cruz tem material. A Casa Matos fechou, a Casa Cruz acho que só tem agora ali na cidade. Tem uma outra também, que é a Casa Artur. Que eu acho que não existe mais. Eu ia muito na Casa Artur, comprava muita lã, material de artesanato, de trabalhos manuais. Casa Artur. E a minha mãe também fazia muitos trabalhos manuais, ia naquela casa que vendia lãs que tinha ali na Tijuca, agora não estou lembrando o nome.
Vida atual
Tenho uma filha e um neto, atualmente eu moro em Botafogo. Ali tem tudo, você desce e tem o comércio todo ali. Tudo o que você quer, tem. É um bairro totalmente sortido.
Shopping
Vou a shopping só para ir ao cinema. ( risos )Não sou muito chegada a shopping, não.
Projeto Memória
Eu gostei de participar. É isso aí, que eu me lembro. Eu acho importante a memória da cidade às vezes cada um dando um depoimento, às vezes dá para reconstituir muita coisa. Pois cada um tem a sua experiência de vida.
Recolher