Identificação
Meu nome é Claudine Leroy, é um nome francês, mas eu nasci em Fortaleza, Ceará (risos ) em 22 de maio, de um ano bem antigo. Eu tinha 7 anos quando cheguei no Rio de Janeiro. Foi em 1938.
Atividades do pai
Como meu pai era francês, foi primeiro para Fortaleza, casou lá e tudo. Lá não tinha muita chance de emprego, e ele resolveu vir para Rio de Janeiro, porque aqui um amigo dele tinha uma firma comercial, mais de exportação. Ele veio trabalhar com esse amigo e ficamos no Rio até 1990, mais ou menos, porque minha mãe, como era cearense, quis voltar para o Ceará. Aí voltou. Ele voltou também. Eu ia e vinha. Mas agora eu moro lá em Fortaleza. Onde papai trabalhava não era loja, mas um escritório de exportação de produtos do nordeste, couros, coisas que vinham de lá e ele exportava. Era também exportação de óleos do Nordeste, que ele trazia e mandava principalmente para a França.
Moradia
Aqui eu morei uma época em Botafogo, na Rua São Clemente e depois no Flamengo, aqui perto, aqui atrás, numa ruazinha. Eu tenho as melhores lembranças do Rio, que sempre foi a cidade maravilhosa. E tudo, acho que no passado, claro, era muito melhor que atualmente. Então as minha lembranças antigas são muito boas.
Comércio
Eu lembro muito da Colombo e das lojas lá do centro, em Copacabana lembro de algumas lojas, a Sloper que não existe mais, eu já nem me lembro mais o nome das lojas. Só de alguns cinemas, que também não existem mais. Assim de muito antigo, eu me lembro mais da Colombo. Também me lembro que mamãe encomendava os nossos sapatos. A gente nem ia na sapataria. Ligava para lá, eles mandavam o número meu e de mais dois irmãos, e vinham. Aí escolhia, não precisava ir na sapataria.. Então eu nem sei o nome da sapataria. Vinha em casa um vendedor, com um monte de caixas e aí mamãe comprava os sapatos para nós. Pelo menos para as crianças.
Moda
A gente passeava ali na...
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Identificação
Meu nome é Claudine Leroy, é um nome francês, mas eu nasci em Fortaleza, Ceará (risos ) em 22 de maio, de um ano bem antigo. Eu tinha 7 anos quando cheguei no Rio de Janeiro. Foi em 1938.
Atividades do pai
Como meu pai era francês, foi primeiro para Fortaleza, casou lá e tudo. Lá não tinha muita chance de emprego, e ele resolveu vir para Rio de Janeiro, porque aqui um amigo dele tinha uma firma comercial, mais de exportação. Ele veio trabalhar com esse amigo e ficamos no Rio até 1990, mais ou menos, porque minha mãe, como era cearense, quis voltar para o Ceará. Aí voltou. Ele voltou também. Eu ia e vinha. Mas agora eu moro lá em Fortaleza. Onde papai trabalhava não era loja, mas um escritório de exportação de produtos do nordeste, couros, coisas que vinham de lá e ele exportava. Era também exportação de óleos do Nordeste, que ele trazia e mandava principalmente para a França.
Moradia
Aqui eu morei uma época em Botafogo, na Rua São Clemente e depois no Flamengo, aqui perto, aqui atrás, numa ruazinha. Eu tenho as melhores lembranças do Rio, que sempre foi a cidade maravilhosa. E tudo, acho que no passado, claro, era muito melhor que atualmente. Então as minha lembranças antigas são muito boas.
Comércio
Eu lembro muito da Colombo e das lojas lá do centro, em Copacabana lembro de algumas lojas, a Sloper que não existe mais, eu já nem me lembro mais o nome das lojas. Só de alguns cinemas, que também não existem mais. Assim de muito antigo, eu me lembro mais da Colombo. Também me lembro que mamãe encomendava os nossos sapatos. A gente nem ia na sapataria. Ligava para lá, eles mandavam o número meu e de mais dois irmãos, e vinham. Aí escolhia, não precisava ir na sapataria.. Então eu nem sei o nome da sapataria. Vinha em casa um vendedor, com um monte de caixas e aí mamãe comprava os sapatos para nós. Pelo menos para as crianças.
Moda
A gente passeava ali na Avenida Rio Branco, na Cinelândia, no centro. Tinha muitas lojas, não me lembro os nomes. Sei que mamãe ia toda chique de chapéu, de sapato alto, com a meia de seda que se usava, de luvas, ia toda chique. Todo mundo se vestia assim. Era tudo elegante.
Transformações
As mudanças infelizmente foram para pior. E já nem falo da fase atual. Está horrível mesmo. Foram demolidas casas bonitas, antigas, para fazer edifícios modernos e tal, então eu me lembro com tristeza de coisas que foram embora, não existem mais. Até as mudanças ali na Avenida Rio Branco, onde foi demolido o palácio da, meu Deus, esqueci o nome, o Palácio Monroe, que era um palácio lindo.
Família atual
Casada mesmo, não sou. Eu tive uma época que eu vivia com uma pessoa. Depois...
Hoje eu tenho só uma irmã que mora aqui no Rio. Só ela. Se meu pai fosse vivo, ele faria 100 anos. Hoje sou aposentada, e lá em Fortaleza eu só passeio. Eu venho todo ano visitar a minha irmã aqui no Rio, fico um mês e meio dois meses para matar a saudade do Rio. Eu adoro o Rio.
Publicidade
Publicidade de lojas, não me lembro. Eu lembro assim do Eucalol, que era um sabonete, tinha pasta. Tinha uns negocinhos que a gente, uns papéizinhos que vinham. A gente colecionava flores, assim uns cartõezinhos do Eucalol e outras propagandas assim, não me lembro muito. E não tinha televisão. As propagandas eram em revistas ou em rádio.
Carreira
Comecei a minha carreira num banco que não existe mais, chamado Delamare. Aqui mesmo no Rio. Eu fiz dois anos de secretariado e depois fui trabalhar nesse banco. Depois trabalhei na White Martins, na loja que foi a primeira de departamentos, a Sears. Logo que inaugurou e eu fui trabalhar lá. Trabalhei uns 5 anos, foi muito bom, eu trabalhava na parte de escritório.
Projeto Memória
Muito interessante essa exposição. Eu acho que isso é muito bom. A casa é linda. E é muito interessante que o Museu da Pessoa faça isso aqui no Rio e mais outras exposições. Isso é muito importante, já que não tem aqui um Museu assim.
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