P - Bom dia, Denílson.
R - Bom dia, norma.
P - Eu queria que você começasse essa conversa me dizendo seu nome completo, o local e a data de nascimento.
R - Meu nome é Denílson Arantes Rodrigues de Faria. Eu nasci dia 1 / 12 / 1969, na cidade de Coromandéu.
P - Como que é o nome de seus pais?
R - Meu pai chama Oliveiro Rodrigues de Faria e minha mãe chama Maria de Lurdes Faria.
P - Qual é a atividade deles?
R - Meu pai é militar aposentado, ele aposentou como Segundo Sargento da Polícia Militar. Minha mãe é do lar.
P - E que lembrança você tem? Você disse que nasceu em Coromandéu?
R - Nasci em Coromandéu. Porque meu pai trabalhava em Vazante, como soldado militar na época, e ele não tinha os recursos hospitalares, sendo que eu tive que ir para Coromandéu para poder nascer lá.
P - Tá certo. Mas depois voltaram para Vazante?
R - Aí eu voltei para Vazante e fui criado toda minha infância lá em Vazante, sendo que 4 anos morei em Patos de Minas. Então, nós mudamos em 1976 para Patos de Minas, e em 1981 nós voltamos para Vazante, onde eu passei aí então boa parte da minha infância, da minha juventude.
P - Como que era essa Vazante da sua infância?
R - Eram dias muito felizes. Porque quando a gente é criança a gente vê o tanto que faz parte da nossa vida aproveitar essa época. Porque quando a gente cresce e começa a trabalhar, e agora hoje, por exemplo, tem família, a responsabilidade muda. Então, foram dias maravilhosos e inesquecíveis para mim.
P - Como é que você definiria sua infância?
R - Em fantástica, excelente.
P - Que tipo de brincadeiras vocês faziam, tinha brincadeira na rua?
R - Olha, brincadeiras que para te ser sincero eu não vejo hoje em dia. A gente brincava esconde-esconde, pulava o muro do vizinho para poder esconder. Hoje se um vizinho pula o muro da minha casa eu já estou achando que é assalto. Era uns negócio assim muito bacana. E lá é muita cidade muito pequena, na época...
Continuar leituraP - Bom dia, Denílson.
R - Bom dia, norma.
P - Eu queria que você começasse essa conversa me dizendo seu nome completo, o local e a data de nascimento.
R - Meu nome é Denílson Arantes Rodrigues de Faria. Eu nasci dia 1 / 12 / 1969, na cidade de Coromandéu.
P - Como que é o nome de seus pais?
R - Meu pai chama Oliveiro Rodrigues de Faria e minha mãe chama Maria de Lurdes Faria.
P - Qual é a atividade deles?
R - Meu pai é militar aposentado, ele aposentou como Segundo Sargento da Polícia Militar. Minha mãe é do lar.
P - E que lembrança você tem? Você disse que nasceu em Coromandéu?
R - Nasci em Coromandéu. Porque meu pai trabalhava em Vazante, como soldado militar na época, e ele não tinha os recursos hospitalares, sendo que eu tive que ir para Coromandéu para poder nascer lá.
P - Tá certo. Mas depois voltaram para Vazante?
R - Aí eu voltei para Vazante e fui criado toda minha infância lá em Vazante, sendo que 4 anos morei em Patos de Minas. Então, nós mudamos em 1976 para Patos de Minas, e em 1981 nós voltamos para Vazante, onde eu passei aí então boa parte da minha infância, da minha juventude.
P - Como que era essa Vazante da sua infância?
R - Eram dias muito felizes. Porque quando a gente é criança a gente vê o tanto que faz parte da nossa vida aproveitar essa época. Porque quando a gente cresce e começa a trabalhar, e agora hoje, por exemplo, tem família, a responsabilidade muda. Então, foram dias maravilhosos e inesquecíveis para mim.
P - Como é que você definiria sua infância?
R - Em fantástica, excelente.
P - Que tipo de brincadeiras vocês faziam, tinha brincadeira na rua?
R - Olha, brincadeiras que para te ser sincero eu não vejo hoje em dia. A gente brincava esconde-esconde, pulava o muro do vizinho para poder esconder. Hoje se um vizinho pula o muro da minha casa eu já estou achando que é assalto. Era uns negócio assim muito bacana. E lá é muita cidade muito pequena, na época ainda era menor ainda. Então a gente ia no mato pegar umas bolinhas, né, e fazia carrinho de brinquedo com aquelas bolinhas. Então era assim, era uma criatividade que a gente utilizava na época, totalmente diferente de hoje. Hoje as crianças têm tudo eletrônico, tem uma tecnologia por trás disso, Naquela época não, era bem rústico, era totalmente diferente, muito bom.
P - E Uberlândia, como que você chegou em Uberlândia?
R - Uberlândia. Uberlândia também faz parte da minha vida, eu já estou me considerando quase uberlandense. Porque lá em Vazante eu trabalhava na Companhia Mineira de Metais. Então, trabalhei 4 anos lá, era uma empresa da Votorantim, do Antônio Ermírio de Moraes. E lá eu era Auxiliar de Almoxarifado. Então, todos os níveis que eu tinha lá eu subi. Então eu comecei com 16 anos de idade, comecei lá em 1986, eu fui subindo: Auxiliar B, C, tem aquela toda categoria. E até então o próximo nível que tinha era meu chefe. Ele estava lá há muitos anos e eu pensei: "Pôxa, vai ser meio difícil eu crescer aqui, eu acho que eu já cheguei ao que eu pude dar aqui. Eu quero crescer e que estudar, principalmente." Então, apesar que eu tive muitas oportunidades lá. Mas o meu intuito maior era estudar, e lá não tem faculdade, tal. E vim para Uberlândia em janeiro de 1990. Então, aqui eu estudei, sou tecnólogo, fiz Ciências Econômicas na Unit, conclui em 2001. E vim para Uberlândia assim.
P - Já conhecia Uberlândia?
R - Não, nunca, nunca.
P - E que Uberlândia foi essa, como foi isso, que impressão teve?
R - O primeiro dia foi inesquecível para mim. Porque eu cheguei com duas malas, meu pai me deixou num hotel e no mesmo dia eu saí desse hotel eu fui morar num pensionato do lado. De frente ao Consórcio Nacional ABC hoje, na César Alvim, esquina com a Tenente Virmones. Então lá eu, puxa, a primeira noite eu falei: "Cadê meu pai, cadê minha mãe, cadê minha irmã?" Aquele dia foi assim uma mudança muito radical na minha vida. Porque eu era acostumado a ter tudo na mão, tal, a minha mãe ali, e eu só trabalhava, nem lavava roupa, não fazia nada, eu tive que aprender a fazer tudo, tudo mesmo, para minha sobrevivência. Foi muito bom.
P - E como é que foi a tua aproximação com o Grupo?
R - A aproximação com o Grupo, eu devo ela graças a um produto hoje da minha empresa Sabi, que é o jornal O Correio. Na época eu trabalhava no Grupo Cafep, no CPD antigo - não tem ele hoje mais. Eu trabalhei no Grupo Cafep. E um amigo meu falou: "Olha, tem um anúncio no jornal, você que está programando, querendo aprender a programar melhor ainda, tal, crescer, dá uma olhada lá" E vi lá assim: "Programador de Computador", no jornal O Correio. E me interessei pela vaga, fiz o teste, foi eu e um amigo meu que trabalha na Sabi hoje, até ainda, inclusive, o Gilberto. E o Gilberto foi para a lista e eu fui para a administração. Então, lá eu entrei como programador de computador na Sabi, dia 14 / 9 / 1992.
P - E como que era esse trabalho na Sabi?
R - A Sabi, quando eu entrei lá, era uma empresa bem menor do que ela é hoje, bem diferente, diferente mesmo, até mesmo em termos de tecnologia. E ela não tinha um sistema de gestão, os computadores não eram legalizados, o software. Então era assim, era bem diferente do que é hoje. E lá nós tivemos que construir, né, até porque a tecnologia na época você não achava um 386. (RISO) Era um PC XT. Então, era uma miscelânea de informações para poder fazer o fechamento mensal. Então, naquela época era muito sofrido. O jornal então, o jornal O Correio hoje, para mim que já estou no Grupo aí vai fazer 11 anos, dia 14 agora, assim, na época era tudo manual. Tinha os computadores, eram uns dez computadores, se não me falhe a memória. E na redação do jornal O Correio era tudo PC e XT, não tinha Winchester. Tela colorida, esquece, não existia na época. Então, era todo um jornal artesanal, bem diferente, era um sistema bem rústico. Tinha uma enormidade de pessoas correndo, vamos dizer, que atrás de fazer um produto que soltasse para os nossos clientes de forma bem artesanal. Era bem difícil.
P - Tá. Você como programador, qual era a relação com a produção do jornal?
R - Era muito pouca porque na época mesmo, como eu te disse, eu trabalhava muito na administração e trabalhava também, depois teve uma unificação da área de informática, eu passei a atender muito o jornal. Então, na época o que eu fazia? Eu tinha que manter a rede no ar, né, instalar servidores. Hoje na Sabi já tem uma área específica de pré-impressão. E na época eu também cuidava desses equipamentos. Não que eu tratava imagem não, isso não era o meu foco, mas eu tinha que deixar todo o equipamento pronto para que o jornal finalizasse todo o seu conteúdo. E na época quem cuidava das listas e guias era um outro programador, que é o Gilberto hoje, e no jornal nós tínhamos que deixar toda tecnologia pronta para que o pessoal concluísse o fechamento do jornal. Na produção gráfica mesmo a minha influência era pouca, quase nenhuma. Foram raras as vezes naquela época que eu ia na gráfica.
P - E hoje, como que é o teu trabalho?
R - Hoje eu cresci muito junto com a Sabi. A Sabi é uma empresa hoje que fez, faz, se Deus quiser fará parte da minha vida, porque eu cresci muito com ela. Na época eu era programador, depois eu passei a analista de sistemas, hoje eu sou responsável pela área de tecnologia. Então, tudo inclui jornal, pré-impressão, gráfica, produtos da internet, listas e guias, meio center, que é a impressão de dados variados, que é um negócio novo. Na época nem sonhava o que era meio center. Então a empresa fez um boom, ela cresceu bastante, internet. Então, quem vê a Sabi hoje e vê a Sabi antigamente fala: "Puxa, como cresceu" E é bom isso para a gente porque nós crescemos juntos, foi uma relação, assim, bastante próxima. Então, hoje eu tenho muita interação com todos os negócios da Sabi, conheço profundamente, principalmente em termos de tecnologia, todos os negócios da Sabi. Para mim que gosto muito de inovação, não existe aquele negócio assim: "Ah, tá perfeito." Não, se tem que melhorar, vamos melhorar. Nós já mudamos sistemas várias vezes, mudamos processos várias vezes, mudamos tecnologia. Então, assim, tudo que eu posso contribuir para a empresa em relação à melhoria, é o meu foco, é o meu objetivo.
P - Que é qualidade para você? Nós estamos em um evento de qualidade, né?
R - Qualidade para mim é poder encantar meu cliente, oferecendo a ele o máximo possível de um produto, tipo assim, melhor. Apresentar para ele o melhor de mim, o melhor dos meus processos, o melhor em termos de qualidade, em termos de informação. No meu negócio, que é serviço de informação, eu acho que a qualidade das informações é assim o que eu posso oferecer, maximizando o possível para o meu cliente.
P - E nessa tentativa de melhoria do processo de trabalho, o que você acha que é mais importante?
R - O mais importante é cuidar do óbvio. Sabe o óbvio? Eu falo assim: "Gente, é óbvio O negócio estava na minha frente, é óbvio." Então, acho que o óbvio a gente tem que ter, assim, muito cuidado com ele. Estamos num PGP, que é o X Form, é o óbvio. Nós criamos um processo simples, né, que o gráfico nas pontas das Cemig, Telemig, por enquanto. Então, e hoje tem softwares americanos, espanhóis que fazem isso. E nós fizemos através do óbvio. Eu falei: "Gente, dá para fazer" Fizemos o teste e fizemos. Então eu acho, assim, que te muita coisa que está ao nosso redor que a gente não presta atenção.
P - Tem algum caso, alguma história que você se lembre, que tenha acontecido nessa sua trajetória no Grupo?
R - Ah, como? (RISO)
P - Uma história que tenha te marcado?
R - Ah, foram várias situações que marcaram. Por exemplo, uma delas, eu não esqueço... Tem várias, lógico, tem várias, não é uma só. Quando nós mudamos a redação do jornal O Correio, que era na Praça Clarimundo Carneiro, para a redação onde hoje é o meio center da Sabi. Então, na época eu era sozinho, tinha eu e o meu coordenador, que nós trabalhamos lá, e sobrou para mim. Eu acho que essa foi uma das primeiras responsabilidade que a assumi e não deixei a peteca cair. E cresci também com isso. Porque tivemos que pegar todos os computadores da redação, colocar numa Kombi e levar para a Sabi. Aí, o que acontece? Na Sabi a infra-estrutura ainda não estava pronta, tivemos que passar cabeamento. E isso tivemos que fechar o jornal na sexta-feira, tirar toda essa parafernália, colocar nessa Kombi, levar para lá. E isso estraga computador, estraga monitor. Eu sei que fui sair dessa Sabi era segunda-feira de manhã, porque o pessoal já estava chegando para trabalhar. E, assim, eu sofri muito, mas foi muito divertido. Porque na época eu era, como se diz assim, eu não tinha formação que eu tenho hoje, não tinha a experiência que eu tenho hoje. Então, eu peguei tudo aquilo ali, e quem tinha que me ajudar eram as pessoas que eu coordenava na época, mas me delegaram uma responsabilidade que eu assumi. Aí foi nesses momentos assim que me fizeram refletir muito na capacidade que eu tenho de poder alcançar metas, objetivos, de fazer diferente.
P - Em que ano foi essa mudança, você lembra?
R - 1992, 1993, por aí, foi nessa época.
P - E o que você acha de um programa como esse, de resgatar a memória dos associados?
R - Fantástico. Fantástico porque eu vi um telefone ali que eu ainda não tive tempo de perguntar que diacho que e era aquilo. Uma panela, parecia uma panela de pressão, um negócio redondo, estranho. É fantástico, é muito bom. Mesmo porque eu ainda quero aquele livro do Alexandrino, porque a gente tem que ter, embasar em casos de sucesso, pessoas que lutaram. E hoje eu tenho, assim, eu procuro fazer tudo aquilo que o meu pai fez. Que meu pai foi uma pessoa que trabalhou muito. Eu vejo que essas pessoas antigas faziam um trabalho com muita força, com muita vontade. E, por exemplo, a gente estava falando de resgatar memória, eu lembro que meu pai levantava cedo e chegava tarde. Eu falava: "Pai, vamos jogar bola e tal." Então, assim, as pessoas antigas dedicavam mais ao trabalho. Por incrível que pareça, mais do que é hoje. Apesar que o mundo hoje você tem que ler o jornal e fazer uma série de coisas, mas antigamente parece que o pessoal era um pouco diferente. Quem gosta muito, se apega a isso vê que é diferente. Então, eu acho que a memória não pode ser esquecida jamais.
P - E o que você acha de dar esse depoimento para a gente?
R - Muito importante, muito importante. Porque, como eu disse, já estou no Grupo há 11 anos, cresci junto com o Grupo também. Entrei na Sabi em 1992. E, gente, o Grupo Algar é uma das poucas empresas que eu trabalhei que dá realmente oportunidade à pessoa, como por exemplo, de fazer parte da sua memória.
P - Tá. Estou satisfeita, muito obrigada Denílson.
R - Eu que agradeço você, obrigado.
Recolher