P - Camila, eu queria que você começasse se apresentando, dizendo seu nome, a cidade e o ano de nascimento.
R - Meu nome é Camila Abigail de Almeida, eu nasci no dia 26 / 9 / 1980, na cidade de Itumbiara, Goiás.
P - E o nome dos seus pais?
R - Meu pai é César Eduardo de Almeida, minha mãe é Célia Abigail de Almeida.
P - E a profissão deles?
R - Meu pai é engenheiro eletricista e minha mãe, com muito orgulho, é dona de casa, professora de ginástica e faz mais uns tantos de coisas: vende roupa, vende bijuteria, dá um jeito na vida, para não ficar só em casa.
P - Como foi sua infância em Itumbiara?
R - Eu, aos sete meses de idade fui para Foz do Iguaçu, no Paraná, então a minha infância realmente foi no Paraná. Eu nasci em Goiás, tenho sangue goiano, mas eu não vivi, não fui criada em Itumbiara. Bom, minha infância foi muito diferente, porque como meu pai é engenheiro de Furnas, obra hidrelétrica, então eu cresci muito isolada, né? Então, assim, vila, não via prédio, não via carro. Vivia na rua, suja, na terra, pulando de uma árvore para outra. Minha infância realmente foi de moleque, né? Porque não tinha perigo nenhum, a vila era fechada, tinha guarita para todos os lados. Então, foi uma infância muito boa, porém sem conhecer muito o que tinha lá fora. Então, isso até se reflete muito na minha personalidade hoje, ás vezes de muita ingenuidade, confiar demais nas pessoas, porque eu cresci sem saber o que era maldade, sem saber o que era urbano. Então, fui muito menina de vila mesmo, sabe?
P - Além de Foz, você morou em outra cidade?
R - Morei. Aos 9 anos eu fui para São Gonçalo do Sapucaí, ao Sul de Minas, onde meu avó era fazendeiro. E meu pai nessa época deu uma desestressada de Furnas, deu uma parada como engenheiro e ficou como fazendeiro, cuidando das terras do meu avô durante uns três anos. Isso em São Gonçalo do Sapucaí. E nesse período eu ficava em Lambari e São Gonçalo. Depois a gente...
Continuar leituraP - Camila, eu queria que você começasse se apresentando, dizendo seu nome, a cidade e o ano de nascimento.
R - Meu nome é Camila Abigail de Almeida, eu nasci no dia 26 / 9 / 1980, na cidade de Itumbiara, Goiás.
P - E o nome dos seus pais?
R - Meu pai é César Eduardo de Almeida, minha mãe é Célia Abigail de Almeida.
P - E a profissão deles?
R - Meu pai é engenheiro eletricista e minha mãe, com muito orgulho, é dona de casa, professora de ginástica e faz mais uns tantos de coisas: vende roupa, vende bijuteria, dá um jeito na vida, para não ficar só em casa.
P - Como foi sua infância em Itumbiara?
R - Eu, aos sete meses de idade fui para Foz do Iguaçu, no Paraná, então a minha infância realmente foi no Paraná. Eu nasci em Goiás, tenho sangue goiano, mas eu não vivi, não fui criada em Itumbiara. Bom, minha infância foi muito diferente, porque como meu pai é engenheiro de Furnas, obra hidrelétrica, então eu cresci muito isolada, né? Então, assim, vila, não via prédio, não via carro. Vivia na rua, suja, na terra, pulando de uma árvore para outra. Minha infância realmente foi de moleque, né? Porque não tinha perigo nenhum, a vila era fechada, tinha guarita para todos os lados. Então, foi uma infância muito boa, porém sem conhecer muito o que tinha lá fora. Então, isso até se reflete muito na minha personalidade hoje, ás vezes de muita ingenuidade, confiar demais nas pessoas, porque eu cresci sem saber o que era maldade, sem saber o que era urbano. Então, fui muito menina de vila mesmo, sabe?
P - Além de Foz, você morou em outra cidade?
R - Morei. Aos 9 anos eu fui para São Gonçalo do Sapucaí, ao Sul de Minas, onde meu avó era fazendeiro. E meu pai nessa época deu uma desestressada de Furnas, deu uma parada como engenheiro e ficou como fazendeiro, cuidando das terras do meu avô durante uns três anos. Isso em São Gonçalo do Sapucaí. E nesse período eu ficava em Lambari e São Gonçalo. Depois a gente ficou mais um ano em Lambari, que é onde parte da família da minha mão morava. Que as terras do meu avô se estendiam ali por aquela região, então a gente ficava nessa mudança de local. Cidade bem pequena, de 20 mil habitantes. E depois eu fui para Caldas Novas, Goiás, depois de um ano, onde meu pai retomou a profissão de engenheiro em Furnas em Corumbá. E lá em Caldas o mesmo esquema, já adolescente: vila, amigos, turma, colégio. Aí já começou a agitar a minha vida de verdade. E depois de Caldas, os meus pais foram para Estreito, que é um município de Pedregulho, perto de Franca, onde ele também foi. Terminou a obra de Caldas, ele foi para a de Peixoto, que é em Estreito, e lá ele continuou. E eu fiquei muito tempo com ele, depois eu vim para Uberlândia, em 1998, para tentar a Faculdade Federal. Passei, com muita sorte, passei de primeira. Saí do terceiro ano e passei. E aqui estou até hoje.
P - E você, nesse trânsito de cidades, morando em vilas, você acabou tendo uma boa educação formal, de escolas?
R - Graças a Deus Com certeza. É, a maior dificuldade era a questão de mudar muito de escola, porque eu acho que isso para criança é um pouco, assim, pesado, né? Mas o que eu trouxe disso tudo foi um salto muito positivo. Que a minha capacidade de me relacionar com pessoas de diferentes níveis, diferentes culturas, diferentes gostos, sabores, cores, é muito grande, porque você sente que tem de se adaptar. Você tem de se adaptar a sempre se adaptar. Quer dizer, você está sempre mudando, então você tem que saber se desapegar das pessoas que você gosta e fazer novas amizades. Então, eu construi muitas amizades em vários lugares do Brasil, e isso me trouxe um diferencial muito grande. Não tive dificuldades com isso, só ganhei, né? Sofria na hora de embora, mas chegava lá, conhecia outros amiguinhos e já aprendia, gostava de outras pessoas. A partir daí eu fui construindo uma gama de relacionamentos muito grandes. Foi muito positivo isso.
P - E dessas cidades que você morou, qual foi a que mais te marcou?
R - Caldas. Não foi nem a cidade, foi a época que eu estava. Quando eu fui para lá eu tinha 14 anos, saí de lá com 17 anos. Foi a época em que você está se descobrindo, que você está se tornando independente, você está terminando o seu segundo grau, e a partir daí depende só de você. Um momento em que você tem uma turma, você se identifica muito com a sua turma, a sua galera, seus amigos, aquela coisa fechada, todo mundo junto - um por todos, todos por um. Então, foi a época em que eu mais senti que eu era uma pessoa que só dependia de mim. Então, até aos 14 eu era dependente dos meus pais, muito presa. (PAUSA)
R - Então, a cidade que mais me marcou realmente foi Caldas. Depois Uberlândia, que foi onde eu construi uma história minha, onde eu sou a Camila, eu não sou a filha do César e da Célia, sou a Camila Abigail de Almeida. Vim sozinha, sem conhecer ninguém. A partir daí eu construí uma história minha, com base nos meus valores, nas minhas crenças. Aquilo que eu sempre busquei eu conquistei muito rápido, e vou sempre continuar buscando coisas novas e melhores para mim e para as pessoas que estão a minha volta.
P - Você veio morar sozinha em Uberlândia?
R - Vim sozinha, não conhecia nada. Eu queria uma universidade boa e Federal, porque eu acho que, né? Se existe Federal, por que não? Eu tinha uma educação boa, colégios bons, então eu queria prestar Federal. Eu queria psicologia, biologia, tal, tal, tal. Aí de repente eu falei: “Gente, Administração Lidar com gente, fazer um monte de coisa.” Nem sabia o que era, mas gostei da idéia. E vim. Prestei Administração, passei de cara. Não sei nem como, porque é difícil e eu não tinha feito cursinho, nada. Muito concorrido. Passei, não sei se por sorte. Mas aí me dei muito bem, gostei muito do curso. Então, Caldas e Uberlândia foram realmente as que mais me marcaram, as que eu tenho as lembranças mais fortes, assim, de identificação pessoal mesmo, são essas duas.
P - E como foi o seu contato com a CTBC, com o Grupo Algar?
R - Com o Grupo Algar. Eu sou uma pessoa muito, não diria determinada, mas eu sou uma pessoa que eu traço metas e corro atrás constantemente para isso. Então, quando eu cheguei em Uberlândia, eu falei: “Eu vou entrar na Federal” Entrei. Quando entrei na Federal, eu falei: “Eu vou entrar na Empresa Júnior” Entrei. Quando entrei na Empresa Júnior, eu falei: “Eu vou entrar no Grupo Algar” Então, quando eu alcanço o morro, eu já olho o outro maior para tentar alcançar. Então, quando eu alcanço é o momento de começar a traçar a estratégia para alcançar outro. E para mim o topo, não só profissional, mas pessoal, é trabalhar no Grupo Algar. Porque eu sempre conheci, ouvia falar, meus colegas trabalhavam. E eu tinha desejo de trabalhar numa empresa que valoriza tanto as pessoas, porque eu tenho muita preocupação com a valorização com o outro, e eu sabia que a Algar era assim. Não sabia como era na prática, mas eu ouvia e ficava fascinada. Então, desde o segundo período de iniciação, eu tracei todos os meus passos para alcançar e entrar no Grupo Algar. E me envolvi com outras coisas: me envolvi com Empresa Júnior, com mobilização de pessoas, para estar colocando na prática conhecimentos teóricos da administração da UFU, da Academia, que era consultoria júnior. E me envolvi muito e fiz alguns trabalhos de consultoria júnior para a CTBC, né, para coisas bem operacionais. Mas já conheci o ambiente e apaixonei. E no meu último ano na Empresa Júnior, eu comecei a delegar, comecei a formar pessoas para estar pegando o meu cargo, para poder sair sem deixar nenhum buraco. E comecei a ir atrás, mandar currículo, sabia o que tinha de vaga. E um dia tinha um cartaz lá na UFU, assim: “Vaga para Comunicação Social.” Nem sabia o que era, eu vi que era na Algar. Não sabia nem para o que era, mas eu vi a palavra social e gostei. Porque eu sempre gostei de trabalho voluntário, de ajudar o outro. Aí eu mandei currículo, sem nenhuma intenção, mandei currículo como já tinha feito antes. Me chamaram. Na hora que me ligaram, falaram: “Você foi convidada para fazer uma entrevista na (BPO?).” Eu falei: “É minha a vaga” Me identifiquei de casa sem saber o que eu ia fazer, sem salário, nada, de estagiário. Eu estava no oitavo período de iniciação, quase formando, né? Aí eu fui e já comecei a me identificar com aquilo, vendo as entrevistas. E a partir dali, na hora que eu conheci a Eliane Garcia, que é a minha chefe - que ela vai entrevistar hoje à tarde -, ela me explicou o que era e eu fiquei assim. Ela ganhou uma aliada, uma adepta, poque eu fiquei completamente entusiasmada com o assunto, que era responsabilidade social. Que eu vi que é a minha vida.
P - Aí você foi para o Instituto?
R - Aí eu fui para o Instituto Algar, em agosto do ano passado, agosto de 2002.
P - Foi quando você de fato começou a trabalhar?
R - Foi quando eu comecei. Foi a minha última entrevista com ela, que a última entrevista foi com ela, foi ela que selecionou. E eu nunca tinha feito entrevista para profissional, né? Dei umas ratas, falei umas besteiras, pedi conselho para os meus professores: “Que eu falo na entrevista?” Aí eles falam assim: “Camila, se fosse uma outra pessoa eu traçaria uma regrinha para você seguir, mas seja natural, assim, seja o mais você possível, porque se eu falar para você: ‘segue isso’, para o seu perfil não dá certo. Conversa, seja natural, entendeu, conta a sua história, conversa com ela, e eu tenho certeza que ela vai gostar.” E eu nessa dei umas ratas, lógico, né, porque às vezes espontaneidade demais até prejudica, mas ela adorou, porque ela também é muito espontânea. Você vai ver, ela é muito, ela é ótima. Aí a gente se apaixonou, eu acho. E ela gostou, e a partir daí até hoje numa aliança, num trabalho. Para mim não é trabalho, para mim é prazer. É minha vida, são oito horas por dia que eu estou do lado dela dentro do Instituto. E não é trabalho. (PAUSA)
P - E qual é o trabalho que você faz de fato, qual é a sua atividade dentro do Instituto?
R - O Instituto Algar orienta e coordena todos os projetos sociais do Grupo, e esse é um pilar do Instituto Algar. O outro é a gestão com responsabilidade social, que é cuidar da relação da empresa - como ela é um organismo vivo -, cuidar da relação, pautada na ética, com todos os atores com a qual ela se relaciona. Então, é fornecedor, é comunidade, governo, meio ambiente, público interno, sociedade em geral, valores e transparências. Então, são todos aqueles atores que permeiam a vida de uma empresa, né? Então, o Instituto Algar cuida dessa relação e cuida dos projetos sociais com a comunidade, que são os projetos das empresas. O Instituto somos eu, a Eliane Garcia e agora a Ana Flávia, que também chegou a dois meses no Instituto. Então, como é pouca gente, a gente faz tudo. Eu faço desde o operacional, do cuidar de nota, do cuidar de orçamento, de planilha, de armário, até discutir um planejamento estratégico para daqui 10 anos para o Instituto Algar. Então, faço tudo, o que me aparecer eu faço com o maior prazer. Então, assim, não tenho uma função. Eu comecei como estagiária mas faço de tudo ali, desde o estratégico até o operacional. Porque é muito enxuto, então não dá para falar: “Ou você faz isso ou você faz aquilo.” Não faz. Eu represento em seminários, dou palestras em universidades. Porque a Eliane já não tem tempo de fazer isso. Quando tem uma palestra, algum curso, ela me manda, eu represento, explico, falo. Mobilizo pessoas para essa área do terceiro setor que está surgindo, está crescendo. Então eu faço tudo.
P - E dentro do PGP, qual é a ação, qual é o projeto que vocês estão divulgando?
R - No PGP já é uma coisa da CTBC. A gente está com o stand do Instituto Algar, né, que eu estou lá cuidando, explicando as pessoas para conhecerem o que é o Instituto. E estou com um PGP de responsabilidade social, que foi um trabalho que surgiu de uma idéia minha e da Ivone da CTBC, que é do Núcleo de Responsabilidade Social, que é inserir - é esse projeto aqui -, de inserir indicadores sociais na cadeia de valor da CTBC. Resumindo: os indicadores sociais têm de fazer parte do negócio da empresa, do planejamento estratégico negocial. Ele não tem que ser uma coisa da área de responsabilidade social, ele tem que ser uma coisa incorporada por todos. E a gente falou: “Como vamos fazer isso?” E a CTBC tem um instrumento, que é a cadeia de valor, gestão de processos, as atividades, e tem os donos dos processos. Cada área tem um projeto, tem um processo, tem um dono, que não é da responsabilidade social, é do TH, é do financeiro, jurídico. E a gente vai inserir nessas áreas indicadores sociais para que esses donos tomem conta desses indicadores, e não só a gente. Então, a gente vai pulverizar isso para a empresa. Então, as pessoas vão se apropriar do valor de responsabilidade social como parte do negócio, e não como parte do núcleo de responsabilidade social.
P - E quais são esses indicadores?
R - A gente tem 35 indicadores sociais que abordam os sete grandes temas, que são aqueles que eu falei das relações, que é meio ambiente, fornecedor, público interno, governo e comunidade, valores e transparências. E eu me esqueci uma agora, mas é nessa linha de atores. E dentro de cada grande tema tem uma série de questões que são levantadas para fazer o mapeamento social da empresa. Então, esses indicadores vão estar suscitando se a sua empresa está agindo de forma ética ou não. Então, exemplos: o código de ética, a questão da diversidade, a questão do trabalho infantil, a questão da comunicação com transparência, a questão da valorização dos talentos humanos. Então, tem uma série de questões pequenas, que quando são cuidadas com carinho, levadas em consideração, fazem a maior diferença. E além disso, a CTBC vai servir de marca para as Teles da Anatel. Não existe nenhuma empresa de comunicação que inseriu isso. E a Anatel está apaixonada com o trabalho, sabe, está dando o maior valor. O presidente da Anatel ficou super interessado, falou que queria que fosse pioneiro e que isso fosse divulgado como requisito para as Teles, né, de concessão da Anatel. Então, é um trabalho de formiguinha, né? Dá trabalho, mas é muito legal.
P - Como você se sente participando desse projeto tão bacana?
R - Eu me sinto viva, enquanto eu estou fazendo isso eu me sinto viva, porque, igual eu falei, para mim não é trabalho, para mim é minha vida. Afinal de contas, um terço do meu dia eu passo por conta disso, senão o dia inteiro. Porque lá na faculdade o pessoal me chama de Miss Responsabilidade Social, de tanto que eu falo, de tanto que eu suscito, que eu chamo as pessoas para essa questão. Esse trabalho, responsabilidade social não é uma coisa que vem de fora para dentro, ela surge, ela emerge de dentro para fora. Então, é pessoal, você tem de acreditar, tem que ter isso no sei dia-a-dia, com seus amigos, com a sua família. Tem de ser coerente o discurso, você não pode trabalhar na área de responsabilidade social e chegar em casa e prejudicar quem você ama, ou jogar lixo na rua, ou qualquer coisa fora daqui. Então, é igual eu falei, é a minha vida, é difícil separa trabalho de vida porque é o que eu amo. Eu faço o que eu amo, entendeu?
P - E a CTBC, o que você diria da CTBC?
R - A CTBC na minha visão que dá sempre para você começar a fazer uma coisa nova. Ela sempre está aberta, ela é sempre pioneira, ela tem essa questão do empreendedorismo, da permanente mutação na prática. Então, ela foi um laboratório para que a gente pudesse começar de forma efetiva esse projeto. Porque as pessoa têm a cabeça aberta, as pessoas são acostumadas com coisas novas sempre, a mudar. Então, ali é como um laboratório social para mim. A CTBC vai ser a primeira do Grupo, e daqui um ou dois anos todas vão estar passando por isso, se Deus quiser. Porque se depender da gente vai acontecer. Então, a CTBC foi a empresa que a gente viu. É ali que vai começar e é ali que vai ser o ponto de partida e a partir dali vai disseminar para todas as empresas. E futuramente para o resto Brasil e do mundo. E assim, né, onde a gente quis começar, sabe, que ali é mais fácil, é uma empresa pioneira em tudo, as pessoas são abertas, então se torna mais fácil. Por isso a gente escolheu.
P - Você disse que quando vocês está no todo está sempre olhando o outro lá em cima.
R - Isso.
P - Agora, qual é o topo que você está olhando, que seria seu sonho?
R - Bom, eu me sinto, digamos assim, não realizada profissionalmente porque eu tenho 22 anos, acho que eu estou começando. Então, eu me sinto realizada pessoalmente. Então, o Instituto Algar é o lugar onde eu queria chegar. Profissionalmente - não é demagogia. Profissionalmente, se eu continuar na etapa que eu estou, crescendo de acordo com a minha necessidade de vida, eu quero ter filhos, quero casar. Eu estou mais no momento pessoal agora, porque eu encontrei o meu espaço, eu quero me firmar, eu quero me firmar onde eu estou. Eu ainda estou começando, eu quero continuar nessa área o resto da minha vida, esse é o meu topo: é continuar trabalhando com o social, né? Meu próximo passo é pessoal mesmo. Agora eu quero constituir família. E o profissional vai atender a minha necessidade. Eu não quero viver em função de dinheiro, de trabalhar, eu quero ter uma qualidade de vida. Acho que o meu próximo passo é mais uma visão pessoal de casar, ter filhos, constituir família. E acho que o meu sonho mesmo, aí profissional, é conseguir... Igual quando eu falo nas palestras que eu dou nas universidades: “Se eu conseguir mobilizar uma pessoa de verdade, deixar o coração dela bater mais forte quando eu falar para que ela comece a trabalhar com isso, eu já me sinto realizada.” Então é assim, é um trabalho de disseminar, de conscientizar, chamar as pessoas para essa área, né, profissionalmente e pessoalmente. Então, eu diria que o meu próximo topo é mais uma inquietação pessoal mesmo. Não seria profissional porque eu me sinto realizada em termos de espaço. Agora, é só correr atrás do que vem pela frente, né?
P - Muito bem. Obrigada, Camila.
R - De nada.
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