Brincadeiras de infância – Casinha Nasci na Bahia. Que doce infância vivi lá Quando a gente é criança parece que o importante é brincar. Nem sentimos o tempo passar. Eu adorava brincar de casinha em baixo das copas das árvores que havia entre a minha casa e o grupo escolar. Este ponto era estratégico: as árvores eram bem altas e suas raízes grandes saíam para fora da terra abrindo espaço para nossa imaginação de criança já edificar ali nossa casinha inteira com suas divisórias. Também era bem interessante ficar brincando nesse ponto tão próximo à escola. Nós, meninos e meninas que como eu não tínhamos idade de freqüentar as aulas, queríamos mesmo era entrar lá e nos ajuntarmos aos maiores como a minha irmã, que era esperta, sabia decifrar as letras que para mim eram um mistério. Mas, não sendo possível, arrumamos um jeito de nos divertir do lado de fora e ficando mais perto do nosso desejo. Em nossa brincadeira de casinha, ficávamos o dia todo. A comidinha era de verdade que pegávamos em nossas casas. Elias, quando acabava eu nem sentia. Não dava tempo de sentir fome e mentia para minha mãe que havia almoçado na casa da minha madrinha que também morava ao lado do grupo escolar. Só saíamos obrigados pelas nossas mães ou pelo por do sol que anunciava que era o fim da aula dos maiores. Certa vez, em nossa brincadeira enquanto aguardava a saída da escola, resolvemos abrir um buraco no chão de nossa casinha para fazermos mais uma divisória. Nesse momento acabei por dar uma martelada no rosto do meu irmão menor. Ele chorou muito de dor e eu chorei com medo de apanhar de minha mãe e que ela não deixasse mais eu brincar lá perto do grupo escolar. Por fim, meu irmão ganhou um cicatriz que é um charme a parte em seu rosto já belo. E eu guardo a saudade daquela infância feliz, que entre tantas alegrias, me possibilitou o prazer de brincar de ser adulto enquanto aguardava a chegada do momento mágico em eu também...
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Brincadeiras de infância – Casinha Nasci na Bahia. Que doce infância vivi lá Quando a gente é criança parece que o importante é brincar. Nem sentimos o tempo passar. Eu adorava brincar de casinha em baixo das copas das árvores que havia entre a minha casa e o grupo escolar. Este ponto era estratégico: as árvores eram bem altas e suas raízes grandes saíam para fora da terra abrindo espaço para nossa imaginação de criança já edificar ali nossa casinha inteira com suas divisórias. Também era bem interessante ficar brincando nesse ponto tão próximo à escola. Nós, meninos e meninas que como eu não tínhamos idade de freqüentar as aulas, queríamos mesmo era entrar lá e nos ajuntarmos aos maiores como a minha irmã, que era esperta, sabia decifrar as letras que para mim eram um mistério. Mas, não sendo possível, arrumamos um jeito de nos divertir do lado de fora e ficando mais perto do nosso desejo. Em nossa brincadeira de casinha, ficávamos o dia todo. A comidinha era de verdade que pegávamos em nossas casas. Elias, quando acabava eu nem sentia. Não dava tempo de sentir fome e mentia para minha mãe que havia almoçado na casa da minha madrinha que também morava ao lado do grupo escolar. Só saíamos obrigados pelas nossas mães ou pelo por do sol que anunciava que era o fim da aula dos maiores. Certa vez, em nossa brincadeira enquanto aguardava a saída da escola, resolvemos abrir um buraco no chão de nossa casinha para fazermos mais uma divisória. Nesse momento acabei por dar uma martelada no rosto do meu irmão menor. Ele chorou muito de dor e eu chorei com medo de apanhar de minha mãe e que ela não deixasse mais eu brincar lá perto do grupo escolar. Por fim, meu irmão ganhou um cicatriz que é um charme a parte em seu rosto já belo. E eu guardo a saudade daquela infância feliz, que entre tantas alegrias, me possibilitou o prazer de brincar de ser adulto enquanto aguardava a chegada do momento mágico em eu também iria ficar “sabida” e decifrar os mistérios das letras. Vilma Nardes Silva Rodrigues POIE – Emef. Profº Roberto Mange - Butantã
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