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Por: Marília Rodrigues de Sousa, 28 de maio de 2026

Beijo na boca preta - meu Buda

Esta história contém:

Beijo na boca preta - meu Buda

Uma vida com Buda.

Perdi uma gata na pandemia. E com o luto e a culpa, eu me recusei a pegar outro gato. Com isso, deixei Pequena órfã de mãe e dona da casa toda e do meu amor.

Foi quando, em 2024, vi um anúncio de uma pretinha resgatada. E foi um instante de certeza sobre o momento e o encontro. Mas não era uma gata e sim um gato. O Buda. Logo virou Budapeste, de tão danado. E eu encontrei o amor nunca antes vivido. Meus gatos foram adotados grandes. Não sabia o que era ter um bebezinho. E amei cada segundo disso. E entreguei o meu melhor em cuidado. Um amor tão grande que foi fácil aceitar o terceiro gato. Buda merecia o mundo e claro, merecia um companheiro pra brincar. Pequena, idosa, ficava sempre na dela.

Assim chegou Mariano. E eu presenciei o dia de maior alegria do Buda. Ele estava em êxtase. Corria, admirava, brincava tanto que faltava o ar. Mariano estava pronto. Deu toda a energia que sempre teve e tem pra dizer ao Buda: agora somos pra sempre. E essa chegada trouxe um reforço sobre quem era o Buda em nossas vidas. Amor, acolhimento e cuidado.

Ele abraçava o Mariano. Não o deixava sem uma lambida qualquer. O ensinou tudo sobre a casa e a família. Mariano seguia atento do seu jeito. Buda aprendeu também. Seu medo de altura e de alcançar lugares inalcançáveis foram superados ao seguir os passos do mais novo. Aprendeu a passear de coleira e tudo. Sempre estava disposto. Ao lado de Mariano ele poderia conquistar o mundo.

Mas não foi só isso. Ele sabia que tinha uma Pequena para conquistar. E não se conformava enquanto não mostrasse pra ela essa amor. Muito respeitoso, encontrou espaço e logo veio a primeira lambida. Eu gritava de alegria. Como ele conseguiu isso? Só budinha era capaz!

Nas minhas oscilações emocionais, seu lugar na cama era estratégico e sempre seu. O lado esquerdo da minha cabeça. Meu primeiro olhar ao acordar. Ele também sabia dormir fora, o quintal. Mas nada além de uma meia noite. Tempo que...

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Palavras-chave: pets, estimação

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