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Personagem: Poeta Mauro Leal
Por: Poeta Mauro Leal, 31 de dezembro de 2025

Atrás do desempenador de centelhas

Esta história contém:

Atrás do desempenador de centelhas

Atrás do desempenador de centelhas

(Mauro Leal)

Setembro de mil novecentos e setenta e quatro,

no Centro de Adestramento da Ilha da Marambaia,

a capinação enfrente ao prédio da administração,

estava de vento em popa.

O primeiro-sargento Melo, conhecido como Melão,

que estava de serviço de Adjunto na Sala de Estado,

resolveu pregar uma peça num pequenino recruta franzino

que estava a “estrovengar”:

- Aluno venha cá!

O discente recém-chegado, largou a ferramenta e

imediatamente correu e na posição de sentido,

assustado com os olhos arregalados, se apresentou:

- Recruta Fuzileiro Naval 376 LEAL.

A autoridade de quase dois metros com a pistola na cinta

e com o bandulho proeminente,

fez de bobo o calouro inexperiente,

dando-lhe uma ordem para que fosse ao paiol de ferramentas

e pegasse o “desempenador de centelhas”,

o aprendiz de militar, pronunciou:

- Sim senhor!

Pediu licença, deu meia volta e saiu disparado.

Poucos minutos depois, todo suado,

apresentou-se ao sargentão, dizendo:

- Senhor, o Cabo Gerson, mandou pagar dez flexões e

falou que não tem lá não!

O Adjunto cabide de divisas então determinou que o bisonho

desse também dez voltas no campo de futebol,

jogando as mãos para o alto e gritando:

- Eu sou um despreparado, eu sou um despreparado,

eu sou um despreparado,

Finda o ano, término do curso de formação de soldados,

gorros de fita lançados para o alto,

abraços e apertos de mãos para todos os lados,

só alegria e emoção, uma grande comemoração.

Passaram os anos e num certo dia

circulou uma triste notícia que num exercício,

a granada explodiu e o então combatente Melão,

um exímio elo de ligação,

infelizmente havia perdido uma vista

e uma mão.

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