P – Então, Daniel, eu queria agradecer a sua presença aqui dando esse depoimento pro Projeto Memória Unimed, agradecer em nome da Unimed, em nome do Museu da Pessoa. Eu queria que você começasse então falando o seu nome completo, o local e data de nascimento.
R – Meu nome é Daniel Quadros Bessa, o nome todo. Data de nascimento, 15/05/1976.
P – E o local de nascimento.
R – Moro em Niterói, e nasci em Niterói também.
P – E o nome dos teus pais e a principal atividade deles.
R – O meu pai é aposentado. O nome do meu pai é Aloísio Antônio Bessa, o nome da minha mãe é Neusa Quadros Bessa. Ela é do lar.
P – E me conta então um pouco da sua infância. Como é que foi? Você nasceu em Niterói? Você mora em São Gonçalo? Como é que foi?
R – Eu nasci em São Gonçalo, moro em São Gonçalo, sempre morei em São Gonçalo. Você quer saber o que? O que eu ...
P – Como é que foi.
R – Muito arteiro.
P – Se você brincava na rua, como é que foi no colégio?
R – No colégio só bagunça, notas baixas. Depois fui me adaptando ao, assim, depois do Primeiro Grau eu fui melhorando, me adaptando, tendo que estudar mesmo. É isso, estou aqui.
P – E como é que foi? Você veio pra Unimed quando? Em que ano, você lembra?
R – Sete anos atrás. 2005, 98, não é isso? Em 98 comecei como Office Boy.
P – E como é que aconteceu? Como é que você descobriu a Unimed e acabou parando aqui?
R – Eu botei um currículo numa agencia, foi a Séries se não me engano. Aí tinha uma entrevista, várias pessoas assim. Correndo comigo devia ter umas 30 pessoas. Aí foi até o Omar que me entrevistou, tal, ______. Foi até muito bom. Aí ele falou pra mim, quando chegasse em casa de repente teria uma ligação pra você voltar no outro dia pra você já começar a trabalhar. Aí entrei como terceirizado. Aí saí de lá super motivado e querendo...
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P – Então, Daniel, eu queria agradecer a sua presença aqui dando esse depoimento pro Projeto Memória Unimed, agradecer em nome da Unimed, em nome do Museu da Pessoa. Eu queria que você começasse então falando o seu nome completo, o local e data de nascimento.
R – Meu nome é Daniel Quadros Bessa, o nome todo. Data de nascimento, 15/05/1976.
P – E o local de nascimento.
R – Moro em Niterói, e nasci em Niterói também.
P – E o nome dos teus pais e a principal atividade deles.
R – O meu pai é aposentado. O nome do meu pai é Aloísio Antônio Bessa, o nome da minha mãe é Neusa Quadros Bessa. Ela é do lar.
P – E me conta então um pouco da sua infância. Como é que foi? Você nasceu em Niterói? Você mora em São Gonçalo? Como é que foi?
R – Eu nasci em São Gonçalo, moro em São Gonçalo, sempre morei em São Gonçalo. Você quer saber o que? O que eu ...
P – Como é que foi.
R – Muito arteiro.
P – Se você brincava na rua, como é que foi no colégio?
R – No colégio só bagunça, notas baixas. Depois fui me adaptando ao, assim, depois do Primeiro Grau eu fui melhorando, me adaptando, tendo que estudar mesmo. É isso, estou aqui.
P – E como é que foi? Você veio pra Unimed quando? Em que ano, você lembra?
R – Sete anos atrás. 2005, 98, não é isso? Em 98 comecei como Office Boy.
P – E como é que aconteceu? Como é que você descobriu a Unimed e acabou parando aqui?
R – Eu botei um currículo numa agencia, foi a Séries se não me engano. Aí tinha uma entrevista, várias pessoas assim. Correndo comigo devia ter umas 30 pessoas. Aí foi até o Omar que me entrevistou, tal, ______. Foi até muito bom. Aí ele falou pra mim, quando chegasse em casa de repente teria uma ligação pra você voltar no outro dia pra você já começar a trabalhar. Aí entrei como terceirizado. Aí saí de lá super motivado e querendo voltar, voltar, voltar. E aí cheguei em casa, ligação pra mim. Aí era o Omar me ligando, falando que eu tinha que voltar no outro dia às sete horas da manhã. Fiquei numa alegria total.
P – E primeiro você começou como terceirizado?
R – Office Boy terceirizado da Séries.
P – E quando foi que você... como é que foi passar de um empregado terceirizado pra funcionário da empresa?
R – Foi aparecendo vagas e tal. Aí apareceu como Office Boy da Unimed. Um rapaz foi mandado embora, abriu a vaga dele. Aí o Omar foi, me contratou como Boy da Unimed.
P – E foi melhor pra você? Como é que foi?
R – Com certeza, né? É uma diferença enorme de benefícios, salários. Eu acho que envolve muita coisa nisso.
P – E atualmente você faz o que aqui na Unimed? Qual a sua atividade?
R – Eu sou Assistente de Custo Operacional.
P – E me explica um pouco do que faz esse Assistente de Custo Operacional.
R – Tipo assim, a Unimed... vou falar sobre a primeira rotina. A Unimed manda uma cobrança... Por exemplo, um usuário nosso é atendido lá na Unimed Paulistana. A Paulistana faz a cobrança aqui pra Unimed Rio, de todo o processo. Aí a Unimed contesta alguns procedimentos, laboratórios. Aí eles vão ________________. O meu processo é esse, de contestação ______. Não sei se vocês conseguem entender.
P – Contestação ______, o que é isso exatamente?
R – Assim, procedimentos que os médicos não autorizam, aí fica pra lá e pra cá. Eu fico dando as respostas, eles dão as deles.Fica assim até pra ver quem ganha.
P – Entendi.
R – Entendeu mais ou menos, né?
P – E vocês lá na sala falaram muito das festas que vocês participaram, de futebol. E como é que é isso? Vocês têm um bom relacionamento entre os empregados aqui? Como é que é esse relacionamento?
R – Tem sete anos já que eu participo de festas, e muitas festas mesmo. Desde a primeira festa que eu participei, que foi lá no Teatro Municipal, lá no Centro. Apertadinho, bom pra caramba. Muito bom. Está diferente agora. Perto do que era antes e do que é agora, mudou muita coisa.
P – Mudou como? O espaço?
R – Muda pra melhor também, né? Com certeza, a mudança veio pra melhor.
P – E você tem alguma história pra contar dessas festas?
R – Tem muito.
P – Tem alguma história engraçada, algum fato pitoresco que aconteceu, ou na festa ou aqui no dia-a-dia do trabalho?
R – Nossa, vou falar de uma história do André, um amigo meu que trabalhava ali ao lado do almoxarifado. Já era quase quatro horas da manhã, ele bêbado pra caramba. Fui parar dentro do Hospital Ordem Terceira com ele em coma por causa da festa da Unimed. Roubou a garrafa do whisky do Presidente, dos Conselheiros, bebeu tudo, escondido. Fui parar no hospital com ele, era quatro e meia da manhã.
P – E como foi pra você essa... você trabalhava na unidade do Centro?
R – Benfica.
P – Benfica. E como é que foi essa mudança de Benfica aqui pra Barra da Tijuca?
R – Olha, no princípio foi meio constrangedor. Pô, eu moro em São Gonçalo. São Gonçalo pra Barra da Tijuca foi uma mudança enorme. No primeiro momento foi muito difícil, mas agora, passou um mês, acho que você já está começando a acostumar. Não estou assim no pique total porque acordar cinco e meia da manhã, depois ir direto pra faculdade. Sair da faculdade quase onze horas pra estar chegando em casa quase meia noite e meia, uma hora da manhã. Eu acho que o meu corpo ainda está se organizando ainda, entendeu, ainda está se acostumando. Até se adequar vai demorar um tempo.
P – Mas o quê que você achou da nova sede, de concentrar aqui na Barra da Tijuca?
R – Acho que não tem nem o que falar, né? Mudou muita coisa, e _____ pra melhor.
P – O dia-a-dia, você acha que...
R – Claro, com certeza.
P – ... do trabalho melhorou?
R – Está aperfeiçoando ainda. Não vou falar que está 100%, mas está aperfeiçoando, com certeza.
P – Pra você, o quê que você acha da Unimed ser uma cooperativa de médicos e não uma empresa tradicional? Você acha, você vê alguma diferença nisso, no seu dia-a-dia de trabalho?
R – Eu acho que não. Eu acho que mudança só entre eles mesmo porque a gente não participa diretamente dessa parte de empresa, entendeu? Sendo cooperativa ou sendo empresa, eu acho que não vai diferir em nada pros funcionários.
P – E você não vê diferença na relação dos cooperados, dessa idéia de que todo médico que é cooperado é dono da Unimed. Isso não interferiria no seu trabalho?
R – Não, no meu ainda não está interferindo.
P – E você tem mais alguma história engraçada pra contar sobre o seu trabalho aqui mesmo, né? Que a gente, por acaso a gente entrevistou muita gente do seu setor, de Assistente de Custo Operacional. E como é que é trabalhar lá?
P – É bom, é legal. Você acaba se acostumando com as pessoas, com a forma de trabalhar. E antes de eu ser Assistente de Custo eu era Auxiliar de Custo, fazia outro tipo de serviço. E toda essa parte agora de contestação, dois meses só. Por isso que às vezes é meio complicado até pra poder te explicar o que eu faço, porque ainda estou novo ainda no serviço. Mas uma história engraçada que você quer. Vou te falar uma história que é quando eu era Office Boy. Começou assim umas cinco horas da tarde a mudança. Era a mudança de Benfica pro Centro da cidade. E quem fazia, antigamente, não era assim como é hoje o serviço, bota num caminhão, quem faz todo o serviço é a empresa que você terceiriza. Não, antigamente era os Office Boys, almoxarifado. Todo mundo se organizava para fazer aquela mudança, carregava mesa, carregava caixa. O caminhão demorava a chegar e todo mundo fazendo a mudança toda, todos no maior desespero. Aí quando deu umas onze horas da noite, todo mundo já exausto, cansado, o caminhão só ia poder vir no outro dia, e a mudança toda estava do lado de fora. Aí, putz, tivemos que colocar tudo pra dentro de novo, o maior desespero. Acabou às quatro horas da manhã. Teve que mandar um táxi pra todo mundo pra poder levar na porta de casa, ainda tendo que trabalhar no outro dia. Foi bravo pra caramba, muito bravo. Mas foi muito engraçado também, o pessoal gritando: “Carrega, não para. Tem que ser guerreiro, vamos pegar a caixa.” Pô, muito legal, muito bom.
P – E vamos falar então um pouco mais sobre você, voltar. Você faz faculdade de Comércio Exterior?
R – Faço faculdade de Comércio Exterior, estou no segundo período. Antes fazia Direito, parei no terceiro período. Não era isso que eu queria. Eu vi que Comércio Exterior era um...
P – Isso tem alguma relação com a Unimed, com o seu trabalho aqui?
R – Não tem nada a ver com Unimed, infelizmente.
P – Nada com o seu trabalho?
R – Mas de repente no futuro, né? Se você tem uma visão... Pô, eu acho assim, tem que ter uma visão pra frente. Eu acho que daqui a uns três, quatro anos eu acho que vai abrir aí um campo pra Comércio Exterior dentro da Unimed, com certeza. Do jeito que está crescendo.
P – E o quê que é a Unimed pra você?
R – Hoje pra mim é parte da minha vida.
P – Se você pudesse definir assim a Unimed em uma palavra, uma frase, como você definiria?
R – Crescimento.
P – Crescimento pra você ou...
R – Crescimento e desenvolvimento, ambas as partes, empresa, funcionário.
P – E o quê que você acha desse projeto que a Unimed está desenvolvendo de resgatar a memória, de fazer esses depoimentos, trazer os funcionários pra dar o seu depoimento sobre a sua participação dentro da empresa? O quê que você acha desse projeto?
R – Eu acho muito legal, mas tem que expor pra todo mundo, entendeu? Eu não acho que tem que ser só pra uma pessoa, _____. Tem que expor pra todos os funcionários.
P – E o que você achou de ter participado aqui dando essa entrevista?
R – Muito bom.
P – Achou bom?
R – Fiquei meio nervoso na hora mas deu pra levar. Legal.
P – Ta bom então, Daniel. Eu queria agradecer a sua participação dando essa entrevista, ta bom?
R – Nada. Quando quiser é só me chamar.
P – Ta bom, obrigada.
R – De nada.
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