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As luzes de João

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As luzes de João

O nome carinhoso, João, foi batizado pelo pai adotivo. Na cidade de Lagoa Vermelha, em 1933, nascia um homem que mais tarde iluminaria as ruas de várias cidades espalhadas pelo interior do Rio Grande do Sul. Seu nome completo: João Alves de Oliveira. Sua história é bonita mais pela sua simplicidade do que pela própria vivência. Assim como tantos "João's", trabalhou muito, serviu o exército, se casou, teve filhos e netos. Hoje suas lembranças surgem como luzes que se acendem nas noites escuras das pequenas cidades e se apagam quando o sol ocupa o espaço no céu imenso. Desses 80 anos de vida, eu, neta que admiro muito o "vô João", me dedico a escolher um pedaço das lembranças que pouco ele ainda guarda. Quando era criança o avô João levava chocolates para eu e minha irmã todo fim da tarde. Os doces que perdiam o formato devido ao calor de uma longa tarde no bolso da calça eram prêmios do jogo de bocha, esporte que, modestamente, ele se destacava. Afinal, todas a tardes os chocolates sempre chegavam! Outra lembrança que encanta pela magia do sabor, mas, sem sabor, são as luzes de João. O meu avô é eletricista aposentado pelo antigo batalhão, uma categoria do exército que ainda possui os prédios na querida Vacaria, cidade muito conhecida no estado. Essa história não seria muito diferente de muitos eletricista senão fosse o fato de que o João nunca soube o que é sentar em uma classe escolar.

Não soube ler e escrever em um tempo que muitos já viajavam pelos livros. "Aprendeu com a vida!” assim os antigos diziam. Com o passar dessa vida que ensina, as letras foram tomando formas mais conhecidas. Meu avô é autodidata e descobriu o poder das luzes com um curso encomendado pelos correios. No tempo que hoje tudo parece tão fácil, mas que, ser autodidata parece ser tão difícil, olhar para a história do meu avô é perceber que sua vida foi iluminada por elas: as luzes. João elétrico, assim como muitos o chamam, ainda vive...

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Palavras-chave: luzes, escuridão, memória, lembrança

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