Arte com muito esmero
Gustavo de Castro Praxedes
Recentemente visitando um grande amigo, tive a oportunidade de apreciar sua coleção de quadros. Ele contou que era admirador de arte Naif. Com esmero, mostrou cada tela, cada quadro, tudo exposto milimetricamente em seus lugares.
Havia telas belíssimas vindas de várias partes do mundo.
Argentina, El Salvador, Equador, Guatemala, Guiana Francesa, Peru e Panamá, estavam ali representados, porém, seu sorriso, foi mais forte, quando apresentou telas de artistas do Rio Grande do Norte.
Davina de Caicó, Iran de Currais Novos, Nilson de Acari, Jordão de Macau, Diego de Taipu, Ivanize, Paixão e Olimpia Bulhões de Natal, fazem parte desse grandioso acervo, sem deixar de mencionar, pintores de Ouro Preto, Arraial do Cabo, Boa Vista, Rio de Janeiro e Olinda, cada um com suas histórias, cada qual com suas memórias.
O passeio pela parede, repleta de estilos, me fez entrar em um mundo de realidade e fantasia; passar pelo simples e sair no sofisticado; transitar pelo primitivo e chegar ao abstrato; vivenciar o profano, sem esquecer o religioso. Assim foi o passeio, porém, o melhor de tudo isso, não foi tudo isso, foi descobrir que esse meu amigo, era EU mesmo, viajando por um mundo que muitas vezes é distante para aqueles que não tem oportunidade de conhecer. “A arte tem o poder de tocar a alma, revelar emoções ocultas e transformar a percepção da vida. Ela não apenas reflete sentimentos, mas cria experiências que inspiram e conectam”.
Natal, 19 de fevereiro de 2026.