Projeto: Memória Petrobras
Depoimento de Aroldo Teixeira Bessa
Entrevistado por Márcia de Paiva e Eliana Santos
Rio de Janeiro – RJ
Rio de Janeiro, 02/09/2004.
Realização Museu da Pessoa
Entrevista PETRO_CB526
Transcrito por: Maria Luiza Pereira
P/1 – Boa tarde senhor Aroldo, gostaria que o senhor nos fornecesse seu nome completo, local e data de nascimento.
R – Aroldo Teixeira Bessa, nasci em Petrópolis, Estado do Rio de Janeiro, 29 de março de 1929.
P/1 – O senhor podia contar como foi seu ingresso na Petrobras. Há quanto tempo o senhor trabalha e por quais locais do senhor trabalhou?
R – Bom, a maneira como eu entrei para a Empresa foi através de um edital do jornal que estavam solicitando candidatos, e eu tinha acabado de fazer a faculdade, peguei o meu canudo e vim na empresa, fiz um teste e fui aprovado. Entrei para a Petrobras dia 10 de setembro de 1954, às 9 horas e 16 minutos.
P/1 – Estamos fazendo 50 anos de casa?
R – 50 anos de casa.
P/1 – Beleza. Conta um pouquinho do seu trabalho nesses 50 anos, onde o senhor trabalhou... ?
R – Eu trabalhei em diversos setores da Petrobras, principalmente na Fronape. Sou da Fronape desde que entrei. Fui 32 anos chefe.
P/1 – De que setor?
R – Fui chefe do setor de planejamento e orçamento, depois fui chefe do setor de estatística e orçamento, secretaria geral da Fronape e depois setor de inventários e consumo. Aí eu terminei a minha chefia, depois vim trabalhar na área de recursos humanos onde eu estou até hoje, como assistente do gerente, que é o Orlando Orlandi. Estou lá até hoje.
P/1 – Fala um pouco mais desse seu trabalho, o que o Senhor destacaria nesses 50 anos?
R – Foi trabalho mesmo, entendeu? Quando entramos para a Petrobras a Fronape estava saindo do Conselho Nacional de Petróleo e estava sendo incorporada à Petrobras. Esse foi um período de muito trabalho, porque nós estávamos saindo de um Ministério Público para uma empresa de...
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Depoimento de Aroldo Teixeira Bessa
Entrevistado por Márcia de Paiva e Eliana Santos
Rio de Janeiro – RJ
Rio de Janeiro, 02/09/2004.
Realização Museu da Pessoa
Entrevista PETRO_CB526
Transcrito por: Maria Luiza Pereira
P/1 – Boa tarde senhor Aroldo, gostaria que o senhor nos fornecesse seu nome completo, local e data de nascimento.
R – Aroldo Teixeira Bessa, nasci em Petrópolis, Estado do Rio de Janeiro, 29 de março de 1929.
P/1 – O senhor podia contar como foi seu ingresso na Petrobras. Há quanto tempo o senhor trabalha e por quais locais do senhor trabalhou?
R – Bom, a maneira como eu entrei para a Empresa foi através de um edital do jornal que estavam solicitando candidatos, e eu tinha acabado de fazer a faculdade, peguei o meu canudo e vim na empresa, fiz um teste e fui aprovado. Entrei para a Petrobras dia 10 de setembro de 1954, às 9 horas e 16 minutos.
P/1 – Estamos fazendo 50 anos de casa?
R – 50 anos de casa.
P/1 – Beleza. Conta um pouquinho do seu trabalho nesses 50 anos, onde o senhor trabalhou... ?
R – Eu trabalhei em diversos setores da Petrobras, principalmente na Fronape. Sou da Fronape desde que entrei. Fui 32 anos chefe.
P/1 – De que setor?
R – Fui chefe do setor de planejamento e orçamento, depois fui chefe do setor de estatística e orçamento, secretaria geral da Fronape e depois setor de inventários e consumo. Aí eu terminei a minha chefia, depois vim trabalhar na área de recursos humanos onde eu estou até hoje, como assistente do gerente, que é o Orlando Orlandi. Estou lá até hoje.
P/1 – Fala um pouco mais desse seu trabalho, o que o Senhor destacaria nesses 50 anos?
R – Foi trabalho mesmo, entendeu? Quando entramos para a Petrobras a Fronape estava saindo do Conselho Nacional de Petróleo e estava sendo incorporada à Petrobras. Esse foi um período de muito trabalho, porque nós estávamos saindo de um Ministério Público para uma empresa de economia mista. Isso deu muito trabalho na questão de planejamento, determinar o centro de custo da empresa, daquilo que tinha para o que teria que ser, o imobilizado que nós recebemos, que foram 22 navios, os critérios que teriam que ser feitos para que se fosse colocado no imobilizado, o tipo de depreciação que teria de ser, isso deu muito trabalho. Tinha dias que a gente ia em casa só para trocar a camisa, mas felizmente correu tudo bem e aí fui admitido, fui nomeado como chefe da secretaria de estatística e orçamento. Ali nós implantamos pela primeira vez, um programa orçamento da empresa e que nós tínhamos os navios como centro de custo e os elementos de custo que eram o plano de contas da Petrobras. Isso também nos deu um grande trabalho, foi programa de pesquisa. A partir daí nós conseguimos elaborar o primeiro boletim estatístico da empresa que nos davam as informações operacionais, financeiras e econômicas.
P/1 – Da Fronape?
R – Da Fronape. Depois foi implantado o mesmo sistema na empresa num todo e nós prestávamos as informações da Fronape para a administração central para ser publicada as nossas informações. Depois disso nós fomos para a secretaria geral, fomos nomeados lá para a secretaria geral e nela nós tivemos algum trabalho também. Nós trabalhávamos numa área de 40 metros quadrados e para atender naquela época 40 e tantos navios a área estava muito pequena. Então nós conseguimos, com os colegas que trabalhavam, ampliar essa área para 110 metros quadrados. Nós transferimos a secretaria geral que era no terceiro andar para o segundo andar lá no Caju, aonde era o nosso arquivo morto. O arquivo morto tinha um pé direito de quase 4 metros, com prateleiras de 1 metro e 80, aí fomos para lá, ficamos verificando aquilo e chegamos a conclusão seguinte: se nós colocarmos uma prateleira em cima da outra nós vamos ficar com metade da área aqui fazia. Essa metade foram os 110 metros que nós fizemos a secretaria lá em baixo. Organizamos o arquivo da seguinte forma: aquela documentação que ficaria efetivamente guardadas por mais de 20 anos ficou no topo de cima, aquela que constantemente era sendo movimentada ficou na parte do meio e parte de baixo para facilitar quem ia era o nosso arquivo geral, o nosso arquivo de freqüente. Com isso nós fizemos a Secretaria Geral.
P/1 – Com criatividade e improviso.
R – Criatividade fizemos a custa dos nossos colegas. Uma coisa que nos honra muito e nos deixa muito satisfeitos na secretaria geral, eu consegui promover todos os meus colegas de categoria fazendo um relatório ao superintendente, mostrando o que cada um fazia e o nível de escolaridade de cada um. E todos eles foram promovidos. Sem concurso. Isso foi uma vitória para nós, porque facilitou a vida de todo mundo e fez com que todo mundo trabalhasse mais à vontade, mais satisfeito de ter visto que o serviço deles foi reconhecido e recompensado. Se passou um tempo, e recebi uma nova incumbência de ir para o setor de inventário e consumo, ou seja, fazer o inventário de todos os navios na parte de consumo de víveres e análise do material que os navios precisavam. Aí foi uma nova fase, uma nova idéia e que nós colocamos isso no computador.
P/1 – Conta para a gente um pouco, como é saber lidar com esses navios, gerenciar esses navios, a gente não tem a menor idéia. Eram 40 navios nessa época?
R – Eram mais, tinham perto de 52 navios. A época atual eu não sei como está, eu vou contar como nós fazíamos lá. Nós conseguimos através do contato com o Ministério da Marinha fazer o refeição-dia, cada tripulante poderia ter como refeição quatro refeições diárias. Isso nos possibilitou a verificar em cada navio qual seria a quantidade de víveres que eles teriam que ter. E nós jogamos isso no computador, e o navio também tinha o seu computador, e que, toda vez que eles pediam gêneros e material ele tinha que ser pedido a nós. Então, nós tínhamos no computador o que eles tinham pedido anteriormente, o que eles tinham consumido e o que eles estavam pedindo. Essa formação aritmética dava para nos fornecer o que eles precisariam. Então isso foi montado e funcionou, funcionou bem, porque o nosso contato com o navio era rápido, a gente falava a mesma língua e isso facilitou inclusive, os custo da empresa, porque passamos a fiscalizar os nossos fornecedores, daquilo que tinha que ser entregue e o que de fato tinha que ser pago. Isso foi uma fase da... Nós tínhamos uns navios que faziam a rota Brasil, Japão, Golfo Pérsico. Eles saíam daqui do Brasil com minério, para o Japão, depois iam ao Golfo Pérsico carregar óleo para trazer para o Brasil. Isso levava muito tempo, perto de 90 dias. E nós fizemos um expediente ao superintendente porque havia muita troca de carta. Então, nós fizemos um expediente ao superintendente solicitando dele permissão para que quando os navios chegassem a São Sebastião, em São Paulo, nós requisitássemos ônibus para os familiares irem visitar os tripulantes, isso aí dava um congraçamento maior e isso foi realizado. Então, nós tínhamos esses ônibus, quando os navios chegavam em São Sebastião nós mandávamos os familiares a bordo e isso aumentou, inclusive a operacionalidade do navio. Depois teve um problema de correspondência.
P/1 – As pessoas trabalhavam satisfeitas, né?
R - É trabalhavam. Teve um problema de correspondência também. Os tripulantes só recebiam a correspondência quando chegavam aqui no Brasil. Então, se chegava aqui no Brasil, já estava com a família. Nós entramos com contato com o nosso agente em Dubai, solicitando se eles podiam receber uma correspondência nossa e mandar uma correspondência de lá para nós. Isso foi feito e eles aceitaram em fazer. Então, nós pegávamos aqui a correspondência dos familiares, fazíamos uns embrulhos...
P/1 – Pacotes.
R - ...pacotes e mandávamos para Dubai. O navio quando passava lá, eles iam de rebocador e transportavam essa correspondência sem o navio parar, para o navio, e recebiam do navio aquilo que tinha que vir para cá, e eles mandavam para nós aqui. Então, houve esse entrelaçamento entre a família e os tripulantes, porque a correspondência chegava aqui rápido e chegava rápido nos navios também. Isso foi uma vitória nossa também. Nossa e dos colegas que trabalhavam com a gente. Essa foi a história desse tempo todo que nós tivemos lá. Hoje, somos assistentes do setor de RH, né, e continuamos trabalhando. Eu sempre digo para os meus amigos e eles aceitam o que eu digo, né, eu tenho uma frase que é minha: “A gente gosta do que faz e gosta de fazer aonde faz.”. Porque o nosso hoje é o amanhã de ontem.
P/1 – Nesses 50 anos quais são as mudanças mais significativa que o senhor notou?
R – Como empresa?
P/1 – É, na empresa.
R – A reformulação que a empresa vinha fazendo. Ela, de certa forma, acompanhou o modernismo, acompanhou a velocidade que se tem que... para operar principalmente navios e isso foi uma grande vitória das pessoas que organizaram e que fizeram essa, essa estrutura. É uma estrutura que, pelo menos para nós, sempre foi favorável, porque modificou os conceitos, modificou o modo de fazer e acelerou as informações que são muito importantes para aquele que tem que decidir, né, que achei que essas reestruturações que foram feitas na empresa nesses 50 anos foi assim, muito bem, foi ótimo.
P/1 – Tem alguma história engraçada que o senhor se lembre que poderia contar? Engraçada ou interessante que tenha lhe marcado também.
R- (pausa) Engraçada? A força de atribuições que nós tínhamos, entendeu... Era um dia acelerado, que terminava antes da gente acabar. Então (riso), a gente pegava alguma coisa informativa, uma coisa; eu sei que nós trabalhamos sempre num ambiente de alegria, entendeu? Os ex-colegas que estão aposentados e os que ainda estão aqui, isso nos favoreceu muito grande que criou uma amizade, um vínculo muito grande, a gente se procura até hoje. Isso foi graças ao trabalho. A gente quando trabalha uniforme, trabalha sabendo os objetivos, isso aí só trás uma amizade, trás um laço muito forte e nesses momentos que eu chefiei eu sempre procurei fazer com que cada um soubesse o que o outro faz. Que eu acho que a pior coisa do mundo é você querer fazer alguma ou ter que ter uma informação e alguém dizer assim oh: “Fulano está de férias o outro está doente.”. Nos setores que eu chefiei isso nunca aconteceu, todo mundo fazia a mesma coisa. Então, quando alguém entrava de férias ou precisava se ausentar sempre tinha alguém para dar uma resposta. Nunca ficou nada sem resposta. Essa foi a alegria que a gente sempre teve, entendeu, de fazer as coisas serem como elas são até hoje. E, conseguimos de certa forma ligar algumas outras pessoas esse entrelaçamento que nós tínhamos nesses setores que nós trabalhamos, nesses 32 anos de chefia e 50 de empresa.
P/1 – A mudança organizacional da Fronape com a Transpetro mudou alguma coisa, não?
R – Não, não mudou, a máquina engrenou, entendeu? Eu acho que está engrenada; eu só posso falar da parte que eu pouco conheço, porque a minha participação é dentro de uma gerencia, né, mas acho que pela experiência vivida nesse tempo assim, acho que está funcionando muito bem, está tudo normal, as perguntas são respondidas de imediato, os problemas são resolvidos na hora certa e a coisa está bem.
P/1 – A máquina está azeitada?
R – Está azeitada.(riso)
P/2 – O senhor era filiado ao sindicato?
R –Como?
P/2 – O senhor é filiado ao sindicato?
R – Não.
P/2 – Não?
R – Não, não sou filiado. Não sou por conceito, entendeu, não é porque ache que não deva, porque eu sempre aconselho as pessoa a se sindicalizarem. É um conceito que eu vinha trazendo, entendeu, e esse conceito perdura, até hoje num senti assim ; mas nem por isso eu acho que o sindicato não seja uma coisa muito boa para o empregado, é aquela, aquele rumo que o empregado tem que ter, entendeu, e o sindicato eu acho que a obrigação dele é fazer isso, é mostrar aos empregados o rumo que deve ser tomado. Apenas por um conceito, não foi por...
P/2 – E o senhor pode falar para a gente assim, um pouco o que o senhor se recorda que marcou nas lutas sindicais que o senhor acompanhou durante esses 50 anos? O que foi marcante para o Senhor?
R – (pausa) Olha, foi marcante as lutas que o sindicato teve e em ter hoje os empregados tudo isso que nós temos, essas assistências todas que nós temos, isso foi uma bandeira que o sindicato sempre apoiou e eu sempre achei que era dever deles, entendeu, e obrigação nossa de apoiar. O sindicato sempre procurou verificar o que que o empregado tinha como bandeira, para que essa empresa evoluísse como evoluiu, essa empresa é o que é por causa dos empregados que tem. Ela não vive de favores para ninguém, o produto dela é fruto do trabalho dos empregados. Isso o sindicato tem uma parte.
P/2 – O senhor pode falar para a gente só um pouquinho, se for da sua vontade, como que o senhor vê a relação do sindicato com a Petrobras e como que o senhor vê como que era isso antes e como que é isso hoje?
R – Eu acho que hoje a abertura é maior, a gente vê pelos esses boletins que o sindicato transmite, a abertura hoje é maior eu acho que diálogo é maior. Há épocas atrás havia um diálogo, mas era um diálogo formal, era um diálogo dirigido, hoje não é. Hoje a gente sente que as perguntas são feitas e as respostas são dadas. Teve uma época que não era assim. Havia muita formalização por parte da empresa, a gente só sabia das coisas depois que terminava. Hoje a gente acompanha, o empregado hoje acompanha porque a empresa faz questão de dizer o que ela pretende, o que que ela quer atender e a gente também fica sabendo quais são as reivindicações através do sindicato, que os empregados também desejam, eu acho que hoje evoluiu bastante.
P/1 – Ficou uma relação mais clara?
R – Ficou muito mais clara. Muito mais clara e muito mais aberta.
P/1 – Tem mais alguma história que o senhor gostaria de nos contar?
R – Uma história...
P/1 – Não precisa ser uma história engraçada. algo que o senhor considera importante para o Senhor; gostaria de deixar registrado.
R – Eu vou contar uma história que eu acho que, que isso acontece até hoje.(riso) Permita-me? Nós fomos fazer uma inspeção no navio, fazer levantamento, inventário num navio; que o navio estava descarregado, então ele fica um pouco alto, né, e era um navio, um velho C6, 270 mil toneladas; e a lancha encostou e subir é fácil, que a gente fica olhando para o céu, né, fomos para o navio, fizemos lá o que tinha que ser feito e na hora de vir embora (riso), quando chegamos, na escada do navio para descer...
P/1 –Vendo a altura.
R – Teve um colega que não desceu. Isso trouxe, não foi só um constrangimento, mas trouxe assim uma graça porque...
P/1 – Mas era como? Ficava uma escadinha pra descer, pra gente...
R – A escada é muito alta, né?
P/1 – Aquela escadinha lateral do navio?
R – É, da lateral. Então, ele chegou ali e se agarrou e disse que não descia, e foi um transtorno muito grande, né? - “Mas, escuta, como é que vai fazer, vás ficar no navio?” E foi essa conversa toda. Só para culminar ele desceu de olhos fechados, com um marinheiro na frente e outro atrás.(riso), até chegar a lancha. Isso foi um momento de, cômico na vida da gente né, mas ele só desceu de olhos fechados e comum marinheiro na frente e outro atrás.
P/1 – E ele era para trabalho de escritório, interno mesmo.
R – É, trabalhava com a gente, entendeu? Não sei se aquilo foi de repente ou aquilo poderia acontecer, nós nunca mais levamos ele para o navio. Eu disse: “Oh, próxima vez tu vai descer, mas não vai ser na escada não, vai ser de guindaste, vou te pinçar e te botar lá dentro da lancha”.(riso) Isso foi uma passagem cômica, entendeu? Foi triste, mas cômica, porque o homem não desceu não. Ele disse que não descia em hipótese alguma (riso). Quando ele viu a lanchinha lá em baixo, né? E teve que descer de olhos fechados com um marinheiro na frente e outro atrás, levando ele devagar degrau por degrau até a lancha.(riso) Isso foi uma parte cômica.
P/2 – Senhor Aroldo, o senhor pode falar para a gente o que o senhor achou de ter participado dessa entrevista, né, (guardar?) na memória dos trabalhadores.
R – Eu achei ótima, achei ótima. A gente passa esse tempo todo na empresa né, e de repente você tem um momento que você pode dizer aquilo que sente, aquilo que fez, fazendo um paralelo; hoje a empresa é o que é, né, é um portento; e nós que começamos nela, nós somos as fundações desse prédio que é a Petrobras. Hoje as pessoas olham a Petrobras com essa satisfação e às vezes esquece que segura um prédio são as fundações. E eu me orgulho de ser da fundação da Petrobras. É isso aí.
P/2 – Bom Senhor Aroldo a gente gostaria de agradecer a entrevista, muito obrigado.
R – Obrigada a vocês pela participação e fico à vontade, entendeu, esperando que outras vezes a gente possa contar mais alguma história dessa nossa empresa, né? Vamos chamar de nossa porque nos pertence mesmo.
P/1 – Principalmente ao senhor.
R – Muito Obrigado.
P/2 – Obrigada senhor Aroldo.
P/1 – Obrigada.
(Fim da fita Mpet/CBTR_ 001)
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