Uma vez participei de um processo seletivo para instrutor em uma instituição de ensino, cuja exigência para a vaga era possuir um curso técnico e experiência, ambos na área específica.
Prestei, passei nas provas escrita e prática com 98% de aproveitamento (fiquei sabendo anos após) e fui considerado o mais indicado para o exercício da função no exame psicológico.
Diante da demora na resposta, entrei em contato com o responsável pelo processo seletivo para saber sobre o resultado. O responsável alegou que preferiu a aprovação do candidato que havia ficado em 2º lugar, pelo fato dele possuir o 3º grau e conhecer o idioma inglês, qualidades que não eram preconizadas no edital.
Apesar de possuir proficiência em inglês, obtida na Cultura Inglesa, eu não havia cursado ensino superior.
Ao ouvir tal justificativa, fiquei muito, muito pistola! Detalhe, o responsável pelo processo seletivo era amigo pessoal do 2º colocado. Entretanto, como eu não possuía ensino superior, não havia como contestar a decisão.
Como já fazia aproximadamente 10 anos que eu havia concluído o ensino médio (técnico), resolvi prestar vestibular para verificar como eu me sairia, ou seja, se eu teria que fazer cursinho ou algo semelhante.
Prestei vestibular em 3 universidades (FEI, FSA e UMC) e passei nas 3, em 1º, 8º e 3º lugar, respectivamente. Optei então pela faculdade com menor valor de mensalidade.
Após a graduação, fiz Mestrado, Doutorado e atualmente estou terminando o quinto pós-doutorado, com um projeto pronto para início do sexto pós-doutorado, faço parte de grupos de pesquisa em três universidades, lecionei em cursos técnicos e em cursos de graduação, além de orientar alunos de Mestrado e Doutorado.
O objetivo inicial de minha trajetória era o de não perder vaga por ser careca, esquisito, feio, homem ou quaisquer outros motivos, menos o de não possuir titulação!
Apesar de ter ficado muito pistola em não ter sido admitido no...
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Uma vez participei de um processo seletivo para instrutor em uma instituição de ensino, cuja exigência para a vaga era possuir um curso técnico e experiência, ambos na área específica.
Prestei, passei nas provas escrita e prática com 98% de aproveitamento (fiquei sabendo anos após) e fui considerado o mais indicado para o exercício da função no exame psicológico.
Diante da demora na resposta, entrei em contato com o responsável pelo processo seletivo para saber sobre o resultado. O responsável alegou que preferiu a aprovação do candidato que havia ficado em 2º lugar, pelo fato dele possuir o 3º grau e conhecer o idioma inglês, qualidades que não eram preconizadas no edital.
Apesar de possuir proficiência em inglês, obtida na Cultura Inglesa, eu não havia cursado ensino superior.
Ao ouvir tal justificativa, fiquei muito, muito pistola! Detalhe, o responsável pelo processo seletivo era amigo pessoal do 2º colocado. Entretanto, como eu não possuía ensino superior, não havia como contestar a decisão.
Como já fazia aproximadamente 10 anos que eu havia concluído o ensino médio (técnico), resolvi prestar vestibular para verificar como eu me sairia, ou seja, se eu teria que fazer cursinho ou algo semelhante.
Prestei vestibular em 3 universidades (FEI, FSA e UMC) e passei nas 3, em 1º, 8º e 3º lugar, respectivamente. Optei então pela faculdade com menor valor de mensalidade.
Após a graduação, fiz Mestrado, Doutorado e atualmente estou terminando o quinto pós-doutorado, com um projeto pronto para início do sexto pós-doutorado, faço parte de grupos de pesquisa em três universidades, lecionei em cursos técnicos e em cursos de graduação, além de orientar alunos de Mestrado e Doutorado.
O objetivo inicial de minha trajetória era o de não perder vaga por ser careca, esquisito, feio, homem ou quaisquer outros motivos, menos o de não possuir titulação!
Apesar de ter ficado muito pistola em não ter sido admitido no processo seletivo descrito no início, fico feliz por estar onde estou atualmente e agradeço ao responsável do processo seletivo por ele ter rejeitado minha candidatura, afinal, se ele tivesse me contratado, não sei se eu seria o que sou atualmente.
Hoje eu entendo uma frase que eu ouvia de minha sapientíssima mãezinha (in memorian):
- "Aprendemos a nadar quando a água bate na bunda."
Fica a dica para todas as pessoas!
Não espere a "água bater na bunda"! Estudem e se preparem para qualquer situação que possa surgir!
Muito obrigado.
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