Projeto Memória da Petrobras
Realização Instituto Museu da Pessoa
Depoimento de Antônio José de Amorim
Entrevistado por Elodia leburg
Mossoró, 16 de fevereiro de 2005
Código MPET_CB011 (CBR_NCE011)
Transcrito por Ingrid Robyn
Revisado por Talita Galindo
P – Bom dia.
R – Bom dia.
P – Para começar, eu gostaria que o senhor falasse, pra gente, o seu nome completo, o local e a data do seu nascimento.
R – O meu nome é Antônio José de Amorim, nasci no dia 26 de junho de 1945, em Mossoró, Rio Grande do Norte.
P – Seu Amorim, como aconteceu o seu ingresso na Petrobras?
R – Olha, na Petrobras, foi uma longa e grande história, porque a minha conquista, o meu sonho, sempre, foi o de trabalhar em Mossoró/RN. Nos anos de 1967, 1970, eu trabalhei no Rio de Janeiro, numas multinacionais, de Aracaju/SE, Bahia/BA, e apareceu esse emprego, aqui, no Rio Grande do Norte, pra (_________), porque inventaram um (_______) de perfuração. Como eu tinha esses amigos, em Aracaju - porque eu era um grande soldador de oleoduto, trabalhei em refinaria em Campinas/SP, em São José dos Campos/SP - me indicaram para vir pra Mossoró, que a (vala?) já estava pronta, né? Quando eu cheguei em Natal/RN, na avenida Rio Branco, o (Emir?) - que é o chefe do pessoal - disse: “Seu Amorim, já telefonaram pra cá, você vai ser o primeiro soldador do Rio Grande do Norte.” Minha matrícula é 170103.5.
P – Certo. E, antes, você já trabalhava como soldador, nas outras multinacionais?
R – Já trabalhava como soldador. Meu pai era soldador, desde 1922. Quem fez a ferrovia do nordeste, foi meu pai. É (hereditário?) do meu pai: tudo o que papai herdou - já morreu - eu herdei. Fui soldador, meu pai foi soldador... só sei que ele foi da rede ferroviária, eu fui da Petrobras, das multinacionais, também. Quando eu trabalhava, nos anos 1970, nas multinacionais, houve essa chance de ir pra Natal, prestar o concurso de soldador. Foram 280 soldadores no concurso, aí, quando eu cheguei, através dos telefones dos meus amigos, o chefe do pessoal, o (Emir?), disse: “Amorim, é o seguinte: você vai ser o primeiro soldador do Rio Grande do Norte, em Natal. Será você.” Fui fichado no dia 06 de setembro de 1976. Depois do feriado que tem em 07 de setembro, eu vim a Mossoró. O (_______) disse, assim: “Vai pra Mossoró, que vem uns equipamentos de Belém/PA, a sonda 35, você vai trabalhar nela.” Aí, eu vim. Quando cheguei, aqui... viemos o administrador, que era o (Emanoel?), o Ivan - parece que já morreu - e eu. Eu fiquei, aqui, em Mossoró, fui pra sonda 35 fazer um poço (_________), é aqui na região de Mossoró, aqui perto, a uns 20 quilômetros. Depois, de lá, nós fomos pro poço (Pb1?), (_______), poço (Pb2?), (________), levava (_________), entroncamento da Serra do Mel/RN, e, depois, fomos pra plataforma, né? Porque a Petrobras disse: “Seu Amorim, tá chegando a plataforma de concreto e você vai pra Ponta da Laje, Bahia, está vindo a plataforma para explorar petróleo no Rio Grande do Norte, nas plataformas, no mar.” Então, eu vim. Quando foi em 1978 para 1979, houve... o Thermas estava fazendo um poço de água, era um órgão do governo, o Thermas, era um (________) do governo, e a companhia CPRM/SGB (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - Serviço Geológico Brasileiro) estava perfurando esse poço, e começou a jorrar o óleo (________), a três metros, começou a jorrar o petróleo, né? Minha casa era pertinho do Thermas, a uns 200 metros. Então, esse (_______), que era o encarregado da CPRM/SGB, me falou: “Seu Amorim, como é que pode, (_______) jorrando petróleo, (_______) as piscinas, assim, jorrando petróleo, aí?” Depois disso, a geologia veio e fez uma análise, e, então, trouxeram a sonda 32 de Aracaju/SE. Nesse dia, eu estava de folga, como eu embarquei pra plataforma, ele disse: “Amorim, é o seguinte: (_________) Mossoró, vai vir uma sonda, aí, você vai pra lá, dá uma assistência na soldagem, de ancorar o poço, de fazer isso, fazer aquilo.” Então, eu vim fazer esse trabalho. O primeiro poço que surgiu, foi através de mim, né?
P – Foi através de você?
R – Depois, o poço foi produzido, e a produção era tão pouca, que a malhação (________) dizia: “Pô, como é que pode um negócio desses? (__________) petróleo nas piscinas.” A malhação foi grande no Rio de Janeiro, pois criticavam Natal, Bahia, Aracaju: “Pô, (_________) água, é pouquinho demais.” A produção era tão pequena, que eram três metros cúbicos diários.
P – Nesse poço?
R – Sim, era pouquinho demais. Eu sempre dizia pra Petrobras, pros geólogos, pros meus amigos, pros técnicos da perfuração, pros encarregados: “Rapaz, (________) petróleo nos fundos de quintal que já tá quase esse, aí, ali vai aparecer, também, (_________) .” E, hoje, a Petrobras transformou-se num potencial muito forte, não é isso? Num potencial que eu nunca esperava que chegasse a esse ponto, de ser uma empresa forte, aqui, no Rio Grande do Norte. E, aí, nós começamos a perfurar (_________) Belém/PA, (________) também começou, além de Guamaré, Macau… começaram as plataformas, aí, começou o desenvolvimento, e, hoje, tá aí: a Petrobras, um potencial muito grande, e eu me sinto muito orgulhoso, porque isso é o futuro dos meus filhos, também, que já foram empregados. Eu acredito que a tecnologia tá aí, pra ser muito (concedida?).
P – E o quê, exatamente, o senhor fazia como soldador? Como é? Quais são as características da sua profissão?
R – O serviço de soldador, que eu fazia na Petrobras… Os encarregados todos me adoravam, todos queriam bem a mim. Era um privilégio. Para os encarregados, era um privilégio quando eu chegava pra trabalhar com eles, porque eu era um senhor profissional, um dos melhores soldadores que havia, aqui, na companhia. Eu era respeitado. Meu apelido era Soldinha, porque quando tinha algum problema nas plataformas: “É só chamar o Soldinha, ele vai resolver o problema.” Só chamava a mim, a chefia, (Heraldo Castro Pimenta?), (Nerinho?), os encarregados todos. E, hoje, estão aí, me abraçam... Tem o Inácio, cujo apelido é Peixe, tem, também, o Farias, que é um grande encarregado, muito bom, aliás, é da minha época, nós entramos juntos na Petrobras. Todo esse pessoal me adora, porque eu fui um profissional excelente.
P – E isso, pra você, deve ser bem representativo, já que você é o primeiro soldador do Rio Grande do Norte. Como é que é isso?
R – Pra minha carreira profissional, que eu comecei (_______)... Tô orgulhoso, eu pendurei a chuteira há 12 anos e tô muito feliz, muito satisfeito. Eu sou uma pessoa muito maravilhosa, não tenho do que reclamar em minha vida, ela foi muito boa. Eu adorei a Petrobras, tenho como minha segunda mãe, porque a empresa me deu muitos cursos, me aperfeiçoou muito, mas muito. Todos esses encarregados, aqui, do Rio Grande do Norte, de Belém e da Bahia, todos me adoram, todos. Eu não tenho nenhum inimigo, aqui, na Petrobras. Não existe “Fulano foi ruim.” O meu conceito, pra você ter uma ideia - na época tinha um conceito, todos os anos a gente recebia uma avaliação -, a nota máxima era quatro: a minha nota era quatro, todos os meus conceitos, por toda a vida...
P - Sempre, quatro.
R - ....os encarregados chamavam, sentavam na mesa: “Amorim, você fez isso, isso, isso. Parabéns, o seu conceito é esse.”
P - Amorim, você trabalhou por quantos anos pra Petrobras?
R – Eu trabalhei... entrei em 1976 e saí em 1994.
P – Certo. Nesse tempo todo de Petrobras, uma pessoa tão querida como você tem alguma lembrança marcante pra contar, além dessa, do primeiro poço?
R – Rapaz, a minha lembrança, a minha saudade, não é tanto, assim, da Petrobras, mas dos amigos da Petrobras. Isso é que é importante e marcou a minha vida.
P – Fale deles.
R - A gente viver, por 10, 15 anos, num canto, ali, naquela plataforma, e aquela amizade, aquela brincadeira, sabe como é que é, aquelas brincadeiras boas, saudáveis.
P - Como eram as brincadeiras?
R – Bom, as brincadeiras era um negócio de... [risos] de coisa... [risos] A gente, por exemplo, ficava lá 15 dias, e, naqueles 15 dias, a gente dormia, comia, tudo junto, trabalhava pertinho, aí, saem aquelas coisas, não é isso? A coisa que marcou a minha vida, foi só isso: meus amigos. Do que eu tenho mais saudade é dos meus amigos. Quando eles me vêem, eles me abraçam: “Vamos lembrar aquele tempo velho, aquela saudade?”, “Você fez isso, você fez aquilo. Você se lembra daquele dia que você fez isso? Você fez aquilo, né”? Isso é que é importante na vida da gente, né?
P – E vocês, ainda, se encontram?
R – Sim. Aqui, mesmo. Ontem, eu estive, aqui, e esteve, também, o Inácio. O apelido dele era Peixe, fui eu que botei, porque ele era um cara tão legal, “É o Peixe, é o Peixe.” Aí, ficou, Peixe. “Pode chegar, aí, que é o Peixe.” O Peixe é ele, né? A melhor vida é viver. A vida das pessoas só tem uma, então, a gente tem que aproveitar, tem que ser bem elaborada, porque não tem outra. Então, por isso é que é bom a gente saber viver, né? Ter aquele (talento?) com os amigos, aquela educação, aquelas brincadeiras. Isso é que é importante pra vida das pessoas. Não é as pessoas serem mal humoradas, saírem de casa com mal-humor, ficarem esculhambando um amigo, ficarem mal. Não, não, isso não existe em mim, de jeito nenhum.
P – Que bom.
R – Eu, graças a Deus, sempre mantive essa forma em mim, porque a maneira mais adequada, que eu acho, na vida das pessoas, é saber viver. Saber como é que vai a vida, o dia-a-dia. Isso que é importante pras pessoas.
P – Certo. Pra gente mudar um pouco de assunto: você é filiado ou foi filiado ao sindicato?
R – Sou, ainda.
P – E quando você se filiou?
R – Foi em 1978, quando eu fui anistiado, no tempo da ditadura, depois que... 1978... Foi, 1978…1979, fui (anistiado?) no sindicato, né? Aí, de lá pra cá, me associei e, até hoje, sou associado.
P – E, nesse meio-tempo, você exerceu alguma função, dentro do sindicato?
R – Não, eu só trabalhava, participava de festas, de audiências, essas coisas. No sindicato, eu ia, dava minhas palestras, (________) amigos, o Márcio Dias, que é um grande amigo meu, entendeu?
P – Por que é que você não quis exercer um cargo no sindicato?
R – Porque eu, sempre, gostei de fazenda, de terra, de plantar, de cultivar: “Pronto, saindo daqui, eu lá vou pra minha fazenda plantar, cultivar.” É uma terapia pra mim, né? (_________) aposentado, eu mantenho uma forma muito boa, minha saúde é boa, meu coração é bom, eu faço todo tipo de exame, todos os anos eu faço uma previsão, aqueles exames pra saber como é que anda a minha saúde. Os médicos, mesmo, dizem: “Amorim, mantenha essa forma que você vai chegar aos 100 anos.” Quer dizer, isso é bom, é importante pra pessoa. Eu não vou querer... (_________) ficando velho - vou fazer 60 anos, agora, em junho -, vou ficar um velho atrofiado em casa? Não, quero ser um velho em forma, charmoso, bonitão, com saúde, né? Passear, andar. Eu acho que a vida da pessoa é essa: é viver.
P – Seu Amorim, em 1978, você se filiou ao sindicato. Mesmo não ocupando algum cargo, não atuando ativamente, você sabe dizer de alguma lembrança de um momento de luta do sindicato que te marcou? Alguma reivindicação, greve?
R – Não, porque era difícil, mesmo, eu participar de greve.
P – Você não participava, mesmo quando tinha?
R – Em algumas vezes, eu participava, outras não, porque, às vezes eu estava embarcado, né?
P – Ah, certo.
R – Saía do sindicato, aqui, em Mossoró, eu estava lá na plataforma, (________) da perfuração. Eu trabalhava num regime de turno, entendeu? Mas eu... pouco mesmo, eu não me lembro de...
P – Tudo bem. E você sabe, de lá pra cá, fazer uma comparação sobre a relação da Petrobras com o sindicato, se mudou alguma coisa de 1978, depois da anistia?
R – Eu acredito que sim. Eu acredito que mudou, e mudou pra melhor.
P – Para melhor? Por quê?
R – Para melhor, porque nas greves, eles sentam pra conversar. Como agora, o aumento que dá, realmente, tá na pauta. A gente não vai esperar um grande aumento, porque tá congelado o nosso salário, é isso, a moeda tá estável. Eu acredito que mudou pra isso, mudou pra melhor.
P – Então, tem mais diálogo?
R – Tem mais diálogo, com certeza. Antigamente, não existia, no tempo da ditadura... A gente era, até, proibido de falar: “Vai votar em quem?” No tempo da ditadura, quando eu estava na Petrobras, João Batista Figueiredo, era proibido a gente falar, até, em política, sabe disso? Porque a Petrobras tinha uma certa parte de regime militar, e a ditadura não permitia que a gente falasse em política na plataforma.
P – Vocês eram vigiados, então?
R – Não, a gente não era vigiado. Se houvesse qualquer crítica... como teve um (________), da Bahia - (Espetilde?), o nome dele -, que falou...
P – Qual o nome dele?
R – (Espetilde?). Ele era do Pará, mas estava na Bahia. Foi demitido porque falou que era comunista, era do sindicato. Na época da ditadura, botava pra fora por justa causa.
P – Nossa, que impressionante.
R – É, a ditadura era cruel, viu, era cruel. A gente não podia falar nada, não tinha esse... Hoje, você vê na televisão, essas pornografias, esses filmes, essas coisas não existiam. A ditadura era cruel. Ninguém podia fazer “piu”. Era uma época que não tinha eleição pra presidente, era só pra governador e prefeito. Ali, você não votava, não tinha manifestação nenhuma.
P – E você acha que, nesse período, afetava trabalhar na Petrobras, porque vocês não tinham liberdade nem pra conversar, pra expor as ideias?
R – No tempo da ditadura, sim, não tinha essa... como é que se diz? Essa chance de falar, de dizer, de publicar, de ter diálogo. A ditadura era a ditadura e acabou, entendeu?
P – Certo. Então, vamos falar, agora, da sua aposentadoria: quando você se afastou da empresa?
R – No dia 29 de abril, para entrar no 1º de maio, que foi o dia do trabalhador. Em 1994, me aposentei.
P – Em 1994?
R – É, no dia 1º de maio de 1994.
P – E como foi isso? O que mudou, na sua vida, ao se afastar, parar de trabalhar?
R – Eu sempre gostei de trabalhar, meu lema é o trabalho, né? Gosto de terra, de fazenda, de propriedade.
P – E você tem uma fazenda? Você estava falando...
R – Tenho. Eu tenho, ainda. Não deixo, não, só quando eu morrer.
P – É, aqui, em Mossoró?
R – É em Mossoró.
P – E você cultiva?
R – Cultivo.
P – Cultiva o quê?
R – Agora, de hoje para amanhã, já tô cultivando. Com meu trator, na fazenda, planto milho. É bom.
P – Milho?
R – Isso é uma terapia muito boa.
P – É?
R – É. Não adianta a pessoa estar em casa sem fazer nada.
P – Claro.
R – Tem que trabalhar, fazer alguma coisa. Agora, é um trabalho sem preocupação, né? Eu já tô aposentado, já tenho meu salariozinho bom. A Petrobras me completa direitinho, minha aposentadoria é razoável, dá pra viver bem. Só tem eu e minha esposa, meus filhos são todos casados, já, tudo pai de neto. Só tem eu, minha mulher e uma netinha. É uma neta que eu tenho, lá em casa. Já pago colégio para ela... É isso, aí.
P – Como foi se afastar da Petrobras? Parar de... sair dessa rotina do trabalho de soldador, deixar os amigos, ir para uma vida mais tranqüila... Como foi isso? Você sente falta?
R – Eu vou explicar como foi: a senhora tá lembrada do Plano Collor, né? O Collor publicava na televisão que ia privatizar a Petrobras: “Privatizar a Petrobras”, “Privatizar o Banco do Brasil.” Tá lembrada disso, né? E, nos anos 1990, a Petrobras começou a balançar pra privatizar. O Collor, o Itamar… e depois, já que já estava assim, já vendo as (_________) de cortar o salário das pessoas... O Fernando Collor foi o pior presidente pelo qual nós passamos, na nossa história, dentro da Petrobras.
P – Foi ele? E vocês se sentiram, então, ameaçados?
R – Sentimos, com o Collor, com certeza. O Collor foi o pior presidente pelo qual nós passamos, aqui. Todo mundo tinha medo de ser demitido, por causa dele. Ele foi um presidente cruel pra Petrobras. (________) ia vender a empresa, eles falavam que (_________) a Petrobras, e depois vender, né? Aí, eu já tendo tempo pra me aposentar, dizia pros meus amigos: “Rapaz, eu já tô vendo que a coisa tá mais pra lá do que pra cá, vou me aposentar, minha aposentadoria é especial, vou cair fora.” Meus amigos não queriam que eu me aposentasse: “Rapaz, não aposenta agora, não, rapaz. Deixa essa onda passar, essa onda passa.” Tá, aí, hoje, o que é a Petrobras, né?
P – Mas, pra você, no momento, foi a decisão correta?
R – Foi, minha decisão foi correta.
P – Você não se arrepende disso?
R – De jeito nenhum.
P – Mesmo vendo a Petrobras, hoje, como ela é.
R – Não, não me arrependo de jeito nenhum. Tô feliz, satisfeito, com minha aposentadoria, muito satisfeito.
P – Que ótimo. Seu Amorim, a gente está encaminhando pra terminar a entrevista, e eu gostaria que você falasse, agora, o quê você achou de ter dado o seu depoimento, aqui, e participado do Projeto Memória.
R – Olha, esse Projeto Memória é muito importante pra carreira profissional do funcionário da Petrobras. Eu acredito que fica na história, na memória da gente. A gente se orgulha e se empolga de ser aquilo que foi na Petrobras. Não é isso? Eu fui o melhor soldador da companhia, porque era (________) por todos os encarregados, engenheiros, superintendentes, (doutor Silvano?), doutor Corrêa; pra todos, eu era um funcionário exemplar. Então, por isso, esse projeto vai ficar marcado no meu coração, porque foi muito importante eu dar esse depoimento, porque os todos meus amigos vão ver, vão sentir, vão dizer: “Pô, o Amorim foi fatal”.
P – Foi importante.
R – Foi importante, porque isso, aí, vai ser importante pra mim, vai ser um orgulho pros meus filhos me verem na televisão, nos jornais, não é isso? Eles trabalham, já, nessas companhias contratadas: “Pô, papai foi isso.” Os próprios amigos deles, também, vão relembrar: “Pô, seu pai foi uma pessoa excelente na Petrobras.”
P – Tenho certeza.
R – Com certeza, isso vai ficar na história, esse projeto. Com certeza.
P – Seu Amorim, era só isso. Muito obrigada pela sua participação.
R – Tá okay, muito obrigado, também.
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