rojeto Memória da Petrobras
Realização: Instituto Museu da Pessoa
Entrevista de Antônio Carlos Barbosa
Entrevistado por Ana Laje
Mossoró, 16 de fevereiro de 2005
Código: CB-RNCE-17/ PETRO_CB508
P- Bom dia.
R- Bom dia.
P- Gostaria de começar perguntando o seu nome completo, local e data de nascimento.
R- Eu sou Antônio Carlos Barbosa, nasci em Sobral, no Ceará, em 20 de janeiro de 1964.
P- Eu queria que você me contasse um pouco sobre como e quando se deu o seu ingresso na empresa.
R- Isso foi há alguns anos atrás, 17 anos, quase 18. Em 30 de junho de 1987. Logo após o término do meu curso técnico, em escola técnica, a gente tinha a pretensão, a nossa turma tinha a pretensão de seguir uma carreira profissional. E a Petrobras na época oferecia vários concursos para o cargo que nós queríamos exercer. Eu digo nós, porque desde então nós éramos uma turma. Aquela turma da escola técnica queria sempre entrar numa empresa, num emprego, realmente que desse uma estabilidade melhor à gente. A Petrobras oferecia isso na época. E alguns membros da nossa turma fizeram esse concurso em 1986 para o cargo de operador pra trabalhar em plataformas. E foi num desses que eu fui admitido. Logo após houve outro, em que também fui admitido para um cargo de contramestre, mas como eu já estava na iminência de ser contratado para o cargo de operador, então na época a gente quer pegar o primeiro que aparece, né? E foi o que aconteceu. Hoje eu agradeço por ainda estar como operador, mas exercendo várias outras atividades.
P - E você fez o curso técnico de...?
R- Mecânica.
P- Me conta um pouco dos locais, dos setores em que você trabalhou?
R- Como eu citei, a admissão para o cargo de operador era para trabalhar em plataformas marítimas, então...
P - E você começou trabalhando na plataforma?
R- Isso, na área de Paracuru, no Ceará. Porque morava em Fortaleza, o concurso foi lá e o cargo era para operador de plataformas em Paracuru, no Ceará. Então ainda passei 4 anos embarcando. Aquela vida que ainda hoje muitos não gostam de passar 7 dias embarcado e às vezes até 14 dias embarcado, longe de casa. Pra gente foi uma experiência inédita. Eu nunca tinha tido esse tipo de atividade. Mas a gente suporta, aos poucos; é ruim realmente você começar a embarcar, ficar naquela privacidade por muito tempo. Mas o trabalho ia consumindo o nosso tempo. Até que esses 7 dias e 14 dias passavam rápido. A gente fica naquela ânsia de vir logo para a terra, pra família, pra poder curtir e tal. E, após esses 4 anos, eu vim aqui para Mossoró, também na área de produção ainda, né? Trabalhar em área terrestre também é outro desafio. Quem está acostumado a trabalhar com área marítima sente um pouco quando você chega numa área diferente. Lá não tem plataformas, lá não tem mar, você não ia trabalhar com separadores. A área de produção terrestre é mais versátil, você pega com mais facilidade. É uma área... não é tão complexa como uma plataforma. Então eu tive essa facilidade de realmente pegar rapidamente o trabalho em terra. E após um certo tempo trabalhando em área terrestre, na área de produção, pude ter uma nova experiência numa área de planejamento, ou seja, sair da área terrestre e ir para uma área de escritório. Outro desafio. Isso após 6 anos, quase 7 anos na área terrestre, área de produção, vim para uma área administrativa, recomecei numa área de planejamento, fui para uma área de meio ambiente, sempre assessorias. E após isso, assessoria de comunicação, né? Área de planejamento, assessoria de meio ambiente, agora assessoria de comunicação, que agora é uma gerência formal, na qual estou desde então, né? Então, sempre desafios, sempre desafio que a gente tenta sempre superar, vai se superando e vai gostando daquilo que faz.
P- E em qual você mais gostou de trabalhar?
R- É difícil você responder isso. Porque, como eu falei que é um desafio, você começa a gostar daquilo, área de plataforma foi novidade, área terrestre foi novidade, uma área de meio ambiente é novidade e agora área de comunicação também, tudo é novidade, você quer sempre se superar, né? Aquele trabalho de equipe, aquele trabalho de novidade e você quer se superar, tal, é difícil você dizer: “Poxa, aquela área foi interessante”. Mas o que marca realmente é uma área marítima, que acho que quem trabalha em escritório quer conhecer a área marítima e não conhece aquela atividade. E quem está em plataformas fica pensando: “Poxa, eu não sei se aguentaria ficar em escritório o dia todo, preso ali”. Mas isso você, claro, vai se adaptando. Eu não digo que foi a melhor, mas é uma experiência bem diferente, você realmente ir para uma plataforma que está a 40, a 50 quilômetros da costa, você isolado da cidade. Não ter aquela agitação do dia a dia, realmente é uma experiência fascinante.
P- Agora, o núcleo da Petrobras em Mossoró está fazendo 25 anos; eu queria que você comentasse um pouco sobre esses 25 anos da Petrobras em Mossoró.
R- Poder fazer parte desses 25 anos aqui em Mossoró, realmente é mais uma experiência boa. Estar participando efetivamente dessa comemoração também fascina. Em 1979, deu-se o início da produção em Mossoró em área terrestre, e, neste ano, no ano passado... – nós estamos fazendo agora a comemoração, mas os 25 foram no ano passado, em dezembro. É fascinante porque você quer mostrar o que foram esses 25 anos. Então ficam aqueles depoimentos, você resgatar o que já passou, né?
P- E vocês estão fazendo algum trabalho de resgate dessa memória? Qual é o trabalho? Como está sendo feito?
R- Estamos. Como esse projeto, nós começamos também no ano passado a fazer o resgate de alguns funcionários, ex-funcionários, gerentes da época, quem trabalhou na área de perfuração, na área de produção ao longo desses 25 anos. Todo esse trabalho, ele foi pesquisado e isso também vai resultar numa revista e isso também vai resultar num arquivo que a gente vai disponibilizar para todos os empregados da nossa região.
P- Mas como isso está sendo feito? São depoimentos gravados?
R- São depoimentos, entrevistas... Aí resultou, a princípio, na revista e isso vai ser disponibilizado, como eu falei. E, para as comunidades que participam desses 25 anos, vai ser festejado junto com as comunidades com um grande show em praça pública para que todos tomem ciência das atuações da Petrobras, não só na área de produção e perfuração, mas também aquele lado social que a Petrobras tem, que a Petrobras, onde atua, sempre tem algum programa voltado para a comunidade. E também é uma oportunidade, ao longo desses 25 anos, de tentar mostrar para essa comunidade a preocupação social da Petrobras.
P- A comunidade também vai ter alguma participação nessa comemoração?
R- Agora, no dia 20 de fevereiro, estaremos realizando um grande show em praça pública onde a comunidade vai poder participar. Alguns nos perguntam como a comunidade pode participar dessa memória da Petrobras aqui, então a gente pede até que eles sugiram, a gente disponibiliza sempre um telefone de contato; qualquer evento que nós fizermos ao longo dessa comemorações, esse telefone é disponibilizado e a comunidade tem como dar um retorno pra gente.
P- Durante todo esse tempo em que você trabalha na empresa, cite-me uma lembrança marcante que você tenha da Petrobras. Quando você pensa em Petrobras, você pensa em que?
R- O que marca, é claro, é o primeiro embarque. O primeiro embarque em plataforma é realmente o que marca, né? Você pegar um helicóptero, sobrevoar uma vasta imensidão de água e pousar num ponto lá, ao longo do oceano. Realmente, isso é o que marca. “Poxa, o que eu estou fazendo aqui?”
P- Foi traumatizante assim?
R- Não digo traumatizante, mas é uma experiência, né? Mas aí você chega numa plataforma, vê: “Poxa, tudo isso acontece aqui? O que eu vou fazer aqui?”. Aí vem, vem o conhecimento, a parte de perfuração, a parte de produção, você saber que ali embaixo tem petróleo, ali embaixo do mar tem petróleo, você está contribuindo pra tirar aquele petróleo e voltar para a comunidade. E outro ponto que marca também é o encontro com amigos. Você estar ali e tem outras pessoas que estão trabalhando também. Você vai fazer amizades, você vai conhecer novas pessoas. E ao longo desses anos em que estou na empresa, um fato que marca é a amizade, é claro. E eu gostaria até de citar aqui um colega nosso que faleceu no ano passado, que foi um colega meu de escola, foi um colega de plataforma, foi um colega de Mossoró. Quer dizer, ao longo desses meus quase 18 anos de Petrobras e mais 4 ou 5 também de escola, ele me acompanhou aliás.
P- Qual é o nome dele?
R- Edvan, Raimundo Edvan, que nós até chamávamos, na época de plataforma, de Rasga Mortalha.
P- Por quê?
R- Porque a aparência dele era um pouco branca e aquela voz dele, um pouco rouca e tal. Então quando ele aparecia: “Lá vem o Rasga”. Então, quer dizer, a gente já sabia que era ele. Um colega muito brincalhão, que realmente levava alegria a qualquer ambiente em que ele estivesse, até mesmo aqui em Mossoró, na época em que ele ainda trabalhava conosco aqui na oficina de manutenção fazia muitos amigos. Nos finais de semana tinha churrascos, nós íamos para a casa de praia dele, fazíamos, juntavámos os amigos aqui de Mossoró. E realmente, no ano passado, quando nós soubemos do falecimento dele, de uma forma trágica até, num acidente automobilístico, isso nos marcou muito. A gente fica relembrando aquele tempo [Choro]. E foi isso que a gente sentiu, tanto aqui na Petrobras como no... sepultamento dele [Choro]. No sepultamento dele, uns colegas nossos da Petrobras, assim como alguns colegas de escola técnica – colegas que nós não víamos desde o término do curso – estavam lá. Quer dizer, foi uma surpresa depois desse tempo todo nós nos encontrarmos no sepultamento de um colega. Isso marca, é o lado triste da coisa.
P- Agora me conta um fato alegre, um fato engraçado que tenha acontecido com você, pra equilibrar um pouco.
R- Um fato alegre – vamos mudar um pouco –, sempre fica a amizade. Quando eu trabalhava aqui em Upanema... é um campo próximo aqui de Mossoró, fica um pouco mais de 30 quilômetros daqui, e foi o meu primeiro contato com área terrestre. Quando eu cheguei da área marítima para uma área terrestre, eu fui trabalhar nesse campo de Upanema. Então lá, realmente, já conheci novos amigos: o supervisor Romildo, que hoje está em área de Guamaré; os operadores, o Adelmo, o Orleans, o Arimatéia, o Cleber, o João Maria, um outro colega também que já faleceu. E um fato interessante que acontecia em época de chuva e até mesmo no finalzinho de época de chuva: a colheita do milho, que fica aí entre maio e junho, é um período muito festivo aqui na região. É o período da fartura. Após a chuva vem a fartura. Então, na época do milho, eu lembro que, quando nós íamos ao campo, sempre nós dedicávamos um tempinho no final do expediente para fazer a colheita. A colheita que eu digo no bom sentido, né? De alguns colegas, não digo colegas, mas vizinhos, né? Proprietários de terra, nós fazíamos amizade ao longo... porque a área terrestre ela é muito extensa. Tem aquela área de armazenamento de petróleo e ao longo disso tem o vasto campo de petróleo e dentro de propriedades que são de outros. E nós fazíamos muitas amizades com os proprietários, devido a essa amizade, chegava esse período da colheita do milho, era muito alegre pra gente porque a gente ajudava eles a colherem o milho no final do expediente, né? E eles davam uns milhos pra gente. Então o Arimatéia, o Ari, que inclusive até saiu da empresa, e o Adelmo, que hoje é aposentado, eles já eram conhecidos na região. “Lá vem eles, vamos preparar o milho.” Isso é o que marca, né? É claro que a gente também participava disso, quando chegava em casa fazia a canjica, o milho assado, mais um momento de descontração para nos unir; quer dizer, passava aquele dia trabalhando e a noite nós íamos reunir o grupo na residência de quem quer que fosse, do Arimatéia ou do Adelmo, um cara muito festeiro para, realmente, comer essa canjica. Então, realmente, isso marca, né, essa época do milho. Quando eu me lembro de milho, já vem a lembrança do Adelmo e do Ari.
P- Agora mudando um pouco de assunto. Você é filiado ao sindicato?
R- Sim, sou.
P- Sempre foi?
R- Sempre, desde a admissão. O sindicato nos procurou e desde então...
P- E, na sua opinião, quais foram as principais conquistas do sindicato pros trabalhadores durante esse tempo? [Pausa].
P- Retomando. Na sua opinião, quais foram as principais conquistas do sindicato pros trabalhadores?
R- Eu não digo quais foram, mas quais estão sendo. Você ter um acordo coletivo assinado já é uma grande conquista. Todo ano, a gente até brinca: “Quando entrar setembro”, com aquela música do Beto Guedes, que é realmente a época do dissídio coletivo, setembro. Lá vem a velha luta do sindicato com a empresa pra tentar incorporar alguma conquista dos trabalhadores junto à diretoria da Petrobras. Então, é uma luta. Todo ano é uma conquista, né?
P- E você participa ativamente dessa...
R- Eu participo desde a minha entrada. Hoje, eu ainda penso: “Poxa, em 1989 nós fizemos uma greve”, se não engano foi de 15 a 20 dias e aí, 15 dias fora, você não tem noção do que é aquilo. Você recém contratado, praticamente; com 1 ano e meio, 2 anos de empresa, você já quer entrar num movimento grevista? Hoje eu fico pensando nisso, né? Mas o ponto maior que realmente marca é aquela greve de 1995. Em 1995, quase 30 dias de greve: uma coisa inédita. E hoje, o sindicato batalhando – batalhou, claro – para que uma grande conquista viesse à tona, realmente veio agora com o acordo coletivo de 2004, 2005, que foi o abono daqueles dias da greve de 1995. Hoje, nós estamos colhendo frutos devido a essa greve. Aquele impasse entre a diretoria da empresa, claro que o governo está envolvido e os trabalhadores, fica grande, todo ano: “Puxa, a gente faz um, todo ano é greve, todo ano é greve, vamos fazer uma greve grande pra ver se tem algum resultado mais efetivo?”. Então, aquela marcou. É claro que nós tivemos alguns prejuízos na época e ao longo também, alguns anos depois, a gente sente um salário, você ser descontado um mês de salário, você não ter direito a férias completas e que hoje você está tendo. Reflexo dessa greve.
P- Ainda?
R- É. Esse acordo que foi assinado ano passado, e uma cláusula que foi incluída nesse acordo, é a anistia dessa greve de 1995. Então, colegas nossos, aliás, todos os colegas vão ter direito esse ano a duas férias, as férias relativas ao ano e a outra relativa a essa greve de 1995. Então, tem colegas que já tiraram, tiraram férias agora em janeiro e já vão tirar férias agora em março, abril. Quer dizer, é uma conquista tanto financeiramente, como você vai se dedicar um pouco mais à família nesse período. Então, é por isso que eu digo que não, quais foram as maiores conquistas, todo ano quando você assina esse acordo coletivo. Eu digo você, os trabalhadores, né? É uma conquista, porque tem muitas categorias que não têm um acordo firmado, patrão e empregado, de parcerias, porque o trabalho é uma parceria, você está ali com seu trabalho, você está vendendo seu trabalho em troca de alguma coisa. Você ter um acordo firmado com seu patrão dá uma maior estabilidade, dá uma maior segurança, né? Então por isso que eu digo que a grande conquista de todo ano é a assinatura desse acordo coletivo. Claro que alguns movimentos você não pode participar, dependendo aí das condições, mas sempre estive ao lado do sindicato. Tanto é que, por reflexo dessa greve, eu também tive na época e vou ter os benefícios dela agora devido ao sindicato.
P- O que aconteceu, qual foi a retaliação que você sofreu?
P- Todos sofreram. Você ter suspenso o seu salário e depois descontado, quer dizer, você praticamente foi descontado o mês todo, de todo o período foram 29 dias, 29 dias do seu salário que vão ser descontados, o mês inteiro. Então, essa é uma retaliação grande, né? Mas, felizmente, devido a essa luta do sindicato, né?
P- Você vai ser ressarcido agora?
R- As férias. Claro que o que foi descontado, talvez isso não vai ser, mas as férias que você deixou de ter no período, você vai ter agora. E financeiramente porque você vai receber também aquele período relativo, né, a esses dias.
P- E como você vê hoje a relação do sindicato com a empresa?
R- Felizmente, devido a uma mudança governamental, que foi excelente para o país e para a classe trabalhadora, nós tivemos, realmente tivemos alguma mudança de postura dentro da direção da empresa. Eu espero que isso não seja revertido, nós estamos aí num embate, claro. É um embate sempre, entre sindicato e empresa. O sindicato tem a sua proposta, a empresa tem a sua, tem negociação. Claro que ninguém vai chegar a um acordo, como, ao longo desses anos, nunca foi positivo... Eu digo, tudo o que o sindicato estava solicitando, estava reivindicando para a classe trabalhadora, nem todos os pontos foram atendidos, mas esse relacionamento tem diminuído, tem se estreitado, tem havido uma interação entre as duas partes, devido a essa postura, a essa mudança governamental, que trouxe para dentro das empresas estatais uma diretoria, uma presidência com uma visão mais voltada para o trabalhador. Quer que a classe trabalhadora realmente tenha alguns benefícios que antigamente não tinha. E a gente nota isso também na classe gerencial, então muda a presidência, muda a diretoria, isso também vem caindo na escala hierárquica da empresa, a gente nota essa mudança significativa.
P- O que você achou de ter sentado aí, de ter dado o depoimento?
R- Deixar algo escrito ou que seja filmado ou que seja fotografado para a história é bem fascinante. Só ilustrando aí, ainda ontem à noite, fazendo o exercício de casa com a minha filha, ela me perguntando: “Pai, o que é história?”. E aí, eu falei: “Vamos lá”. A gente olhou no dicionário e realmente tinha no caderno dela, aula de história dela, tinha alguns pontos que diziam: “O que é história? Como você pode resgatar algum fato histórico?”. Aí eu me lembrei, e, por coincidência, eu fiz uma relação com esse projeto, me lembrei de documentos, me lembrei de fotos e aí eu peguei algumas fotos e fui mostrar a ela, inclusive até trouxe aqui para o projeto. Fotos da época de plataforma, fotos da época de curso que você fez para embarcar – porque você tem que fazer uma preparação, curso de primeiros socorros, de combate a incêndio... E você lá fica voltando no tempo. E eu disse pra ela: “História é isso, é você pegar um fato e colocar no tempo e no espaço. Isso foi a tantos anos atrás, em tal localidade”. E esse projeto memória faz isso: você volta no seu tempo de Petrobras e vai rever amigos, é claro que na mente, você vai rever amigos, vai rever situações, vai rever fatos, locais que você passou, tudo isso num determinado tempo. Quer dizer, é fascinante você fazer parte dessa história da Petrobras, tanto é que aqui nós estamos fazendo isso paralelamente com esses 25 anos na região. Então, se todos os empregados tivessem essa sensibilidade de tirar um tempinho, tirar um pedaço do seu tempo e colocar nessa história da empresa... Acho que quanto mais detalhe você resgatar dessa história, melhor. Quer dizer, você vai deixar para a posteridade algo que você ajudou a construir. Eu só registro que é importante cada empregado fazer isso, esse é um projeto que deveria não ficar só nesse, mas todo ano você ter novidades: quem fez ano passado dar a oportunidade para outros, alguns que não tiveram a oportunidade de fazer em projetos anteriores ou de projetos que eu digo não só de memória, mas de alguns projetos que a Petrobras tem de cultura ou de social. Dizer: “Poxa, eu participei daquele projeto. Eu participei da construção daquela base”. Eu queria deixar registrado isso. É fascinante você ter isso documentado, né? Você poder deixar isso para a história.
P- Tem mais alguma coisa que você queira deixar gravado, alguma consideração sobre os 25 anos da Petrobras em Mossoró?
R- Só convidar vocês, né? Vocês deveriam ter vindo para participar dessa comemoração dos 25 anos. Aí, os 25 anos da Petrobras aqui em Mossoró estariam registrados no projeto Memória dos Trabalhadores da Petrobras, mas que vai ficar, claro que vai ficar.
P- De uma certa forma, já está ficando, com você agora.
P- Então tá, muito obrigada, eu agradeço a sua participação.
---FIM DA ENTREVISTA---
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