Projeto Memória Petrobras
Depoimento de: Ângela Moraes
Entrevistado por: Ana Laje
Local: Vitória / ES
Data:25/11/2004
Realização Museu da Pessoa
Entrevista CB ES 16
P/1 – Bom tarde, Ângela!
R – Bom tarde!
P/1 – Eu gostaria de começar a entrevista perguntando o seu nome completo, local e data de nascimento.
R – Ângela Maria Moraes. Eu nasci no interior de Minas Gerais, vivo em Laranjeiras e a minha data de nascimento é 22 de outubro de 1959.
P/1 – Agora, conta para a gente como e quando se deu o seu ingresso na Petrobras .
R – O meu ingresso na Petrobras se deu através de uma amiga que já trabalhava na Petrobras e que, anteriormente, já havíamos trabalhado juntos na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, mais conhecido como os Correios. E ali nós adquirimos a experiência como teletipistas. E, com essa experiência, abriram novos horizontes para que eu entrasse na Petrobras porque, na época, era exigida essa experiência.
P/1 – E você fez concurso?
R – Foi através de concurso.
P/1 – E foi em que ano isso?
R – Em 1980. Agosto de 1980.
P/1 – E você começou trabalhando aonde?
R – Em São Mateus.
P/1 – E o que você fazia? O mesmo trabalho que você fazia nos Correios?
R – Isso. Eu entrei fazendo o mesmo trabalho que eu fazia nos Correios. A função era teletipista. Essa função, logo depois de três anos, foi extinta.
P/1 – E depois disso, você fez o quê? Passou por quais setores, fazendo que tipo de trabalho?
R – Olha, eu fui telefonista durante oito anos, e depois eu fui buscando novos horizontes. Passei por outros setores da Petrobras. Inclusive, na gestão de oficina mecânica, hoje a OMI.
P/1 – E o que significa OMI?
R – Oficina de Manutenção e Intervenção. Depois de um longo período que eu estive lá também, e como minha família morava em Vitória, eu sempre batalhei para que eu voltasse para Vitória. E em 1992, eu consegui voltar para Vitória. Já fazem, praticamente, 12...
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Projeto Memória Petrobras
Depoimento de: Ângela Moraes
Entrevistado por: Ana Laje
Local: Vitória / ES
Data:25/11/2004
Realização Museu da Pessoa
Entrevista CB ES 16
P/1 – Bom tarde, Ângela!
R – Bom tarde!
P/1 – Eu gostaria de começar a entrevista perguntando o seu nome completo, local e data de nascimento.
R – Ângela Maria Moraes. Eu nasci no interior de Minas Gerais, vivo em Laranjeiras e a minha data de nascimento é 22 de outubro de 1959.
P/1 – Agora, conta para a gente como e quando se deu o seu ingresso na Petrobras .
R – O meu ingresso na Petrobras se deu através de uma amiga que já trabalhava na Petrobras e que, anteriormente, já havíamos trabalhado juntos na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, mais conhecido como os Correios. E ali nós adquirimos a experiência como teletipistas. E, com essa experiência, abriram novos horizontes para que eu entrasse na Petrobras porque, na época, era exigida essa experiência.
P/1 – E você fez concurso?
R – Foi através de concurso.
P/1 – E foi em que ano isso?
R – Em 1980. Agosto de 1980.
P/1 – E você começou trabalhando aonde?
R – Em São Mateus.
P/1 – E o que você fazia? O mesmo trabalho que você fazia nos Correios?
R – Isso. Eu entrei fazendo o mesmo trabalho que eu fazia nos Correios. A função era teletipista. Essa função, logo depois de três anos, foi extinta.
P/1 – E depois disso, você fez o quê? Passou por quais setores, fazendo que tipo de trabalho?
R – Olha, eu fui telefonista durante oito anos, e depois eu fui buscando novos horizontes. Passei por outros setores da Petrobras. Inclusive, na gestão de oficina mecânica, hoje a OMI.
P/1 – E o que significa OMI?
R – Oficina de Manutenção e Intervenção. Depois de um longo período que eu estive lá também, e como minha família morava em Vitória, eu sempre batalhei para que eu voltasse para Vitória. E em 1992, eu consegui voltar para Vitória. Já fazem, praticamente, 12 anos que eu já estou em Vitória, fazendo as mesmas atividades que eu já trabalhava, no Tributário também. Eu vim para cá para o Abastecimento, fiquei ligada um certo tempo a Reduc, no Rio de Janeiro.
P/1 – Você trabalhou lá?
R – Não. Só era ligada à gerência da Reduc. E, depois de um certo tempo, eu voltei para a UN. Quando a UN veio para Vitória, eu acabei voltando para a UN mas na mesma atividade. Eu já trabalhava no Tributário, depois na contabilidade, onde eu fiquei até o ano passado, mais ou menos em agosto. E agora eu estou aqui no (STSG?), estou numa atividade que eu gosto muito que é o (USM-ES?), conclui agora, há pouco tempo, o curso de técnico de segurança e pretendo atuar na área até me aposentar.
P/1 – Conta para a gente quais as suas lembranças mais marcantes da Petrobras. Quando você pensa Petrobras, o que é que vem na sua cabeça?
R – Olha, têm muitas coisas boas. As coisas boas são marcantes devido à estrutura que nós tínhamos antigamente em São Mateus. O escritório funcionava nos fundos de um hotel, num galpão. Eu me lembro até hoje, pena que eu não tenho fotos! A minha primeira cadeirinha foi um caixote. (risos) Isso são coisas que marcaram e que eu acho super importante na estrutura que nós temos hoje, no conforto, né, a preocupação com a saúde, com o meio ambiente, um todo. E, nisso aí, eu acho que a Empresa evoluiu muito e nós tivemos grandes ganhos com isso. E as outras coisas foram ficar longe da família e as coisas que pesam mais, mas que foram também experiências. Eu acho que tudo na vida que acontece, de tudo a gente tira uma boa experiência, né? É muito proveitoso isso e eu tenho crescido muito com essas experiências.
P/1 – Tem alguma história que tenha te marcado durante esse tempo que você trabalha na Empresa e que você queira contar pra gente e deixar registrada? Qualquer história, pode ser engraçada, o que você quiser.
R – Não. No momento eu não lembro de uma história muito legal assim...
P/1 – Então, tá bom. Vamos mudar um pouco de assunto. Você é filiada ao Sindicato?
R – Sim.
P/1 – Sempre foi, desde que começou a trabalhar?
R – Sempre fui filiada ao Sindicato.
P/1 – E o que você acha que foram as principais conquistas do Sindicato para os trabalhadores?
R – Olha, uma das conquistas – tem ainda muitas coisas para conquistar – mas foi poder colocar a minha mãe como dependente e a gente está batalhando para ver se consegue colocar o pai também. Porque eu não sei porque isso aí: o pai não pode.
P/1 – A mãe pode e o pai não pode.
R – O pai não pode. Então, são coisas assim. E, dentre outras conquistas, tem também as melhorias salariais, que são muito batalhadas no acordo coletivo, são inúmeras coisas, conquistas.
P/1 – E como você vê hoje a relação da Empresa com o Sindicato? Você está melhor do que era antigamente? Está pior? O que você acha?
R – Eu acha que hoje as duas têm um bom relacionamento. Apesar daquelas coisas: “não, a Empresa não aceita,” o Sindicato briga um pouquinho mais. Acho que sempre acabam se entrosando e dando um bom resultado.
P/1 – Então, você acha que essa relação hoje está melhor do que quando você começou a trabalhar?
R – Nossa, muito!
P/1 – O que foi que mudou?
R – Praticamente tudo, né? O Sindicato briga muito em relação ao empregado e a Empresa também vai reconhecendo os seus valores. E isso tudo, junta uma coisa à outra e tem muito ganhos.
P/1 – Agora, conta pra gente o que você achou de ter sentado aí, ter dado o seu depoimento e ter participado do Projeto deixando as suas memórias para as pessoas?
R – Olha, foi uma coisa muito legal. Eu também já tenho 24 anos de Empresa e essas coisas que acontecem é que valorizam as pessoas, elas se sentem mais importantes dentro da Empresa. Eu acho que é uma coisa muito gratificante. Eu gostei de participar, com certeza.
P/1 – Então, tá. Quer fala mais alguma coisa para deixar registrada?
R – Não. Acho que está tudo sobre controle. (risos)
P/1 – Está tudo sobre controle? Então, tá. Muito obrigada pela sua participação.
R – Por nada. Ok.
(fim da entrevista ES 16)
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