P - Vamos começar o seu depoimento com você me dizendo o seu nome completo, local e data de nascimento. R - Ana Maria Angela Bravo Villalba. Eu nasci em Sucri, em 12/05/1950. P - Você veio quando para o Brasil? R - Em 56. P - E você veio por quê? R - O trabalho do meu pai, ele fazia instalação de redes telefônicas, aí ele viajava muito, e ele veio fazer esta instalação aqui no Brasil. P - Qual é a sua atividade hoje? R - Eu trabalho no Ministério da Cultura, na Secretaria da Identidade da Diversidade Cultural, eu sou socióloga. P - O seu interesse pelo fórum qual foi? R - Justamente por trabalhar no Ministério da Cultura, na secretaria, e foi um momento bem oportuno para gente trocar e compreender. P - Quais são os principais projetos que vocês desenvolvem nesta secretaria com relação à questão da identidade? R - A secretaria é recente, ela tem uns oito meses um ano. Então são projetos que têm... Por exemplo, o Seminário Nacional das Culturas Populares, nós trabalhamos com etnias, com gêneros, grupos etários, diversidade, cultura popular. Como projeto tem o Circo Vivo, tem a Recuperação da Memória do Brasil também, contada de outra forma, e outros. P - O que é memória para você? R - É a vida, vivida. P - Que instrumentos que a gente poderia usar, ou de que maneira a gente poderia fazer para que a gente pudesse deixar visível, dar maior visibilidade para as diversas culturas? Que sugestões você teria para dar? R - É próprio registro mesmo, contado, é por isso que eu estou aqui, meu interesse, eu vim atras de vocês, registro filmado até, trazer, recuperar o que ficou para trás, também através de registro em livro, você diz nesse sentido? R - É. P - De olhar , de difundir, de mostrar, também. P - Falando desta questão da memória, que fato relevante da sua vida que liga sua historia com o fórum? O que você acha que foi marcante da sua vida que, de repente,...
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P - Vamos começar o seu depoimento com você me dizendo o seu nome completo, local e data de nascimento. R - Ana Maria Angela Bravo Villalba. Eu nasci em Sucri, em 12/05/1950. P - Você veio quando para o Brasil? R - Em 56. P - E você veio por quê? R - O trabalho do meu pai, ele fazia instalação de redes telefônicas, aí ele viajava muito, e ele veio fazer esta instalação aqui no Brasil. P - Qual é a sua atividade hoje? R - Eu trabalho no Ministério da Cultura, na Secretaria da Identidade da Diversidade Cultural, eu sou socióloga. P - O seu interesse pelo fórum qual foi? R - Justamente por trabalhar no Ministério da Cultura, na secretaria, e foi um momento bem oportuno para gente trocar e compreender. P - Quais são os principais projetos que vocês desenvolvem nesta secretaria com relação à questão da identidade? R - A secretaria é recente, ela tem uns oito meses um ano. Então são projetos que têm... Por exemplo, o Seminário Nacional das Culturas Populares, nós trabalhamos com etnias, com gêneros, grupos etários, diversidade, cultura popular. Como projeto tem o Circo Vivo, tem a Recuperação da Memória do Brasil também, contada de outra forma, e outros. P - O que é memória para você? R - É a vida, vivida. P - Que instrumentos que a gente poderia usar, ou de que maneira a gente poderia fazer para que a gente pudesse deixar visível, dar maior visibilidade para as diversas culturas? Que sugestões você teria para dar? R - É próprio registro mesmo, contado, é por isso que eu estou aqui, meu interesse, eu vim atras de vocês, registro filmado até, trazer, recuperar o que ficou para trás, também através de registro em livro, você diz nesse sentido? R - É. P - De olhar , de difundir, de mostrar, também. P - Falando desta questão da memória, que fato relevante da sua vida que liga sua historia com o fórum? O que você acha que foi marcante da sua vida que, de repente, trabalhar esta memória para você seria interessante? R - Eu acho que eu sou um pouco uma síntese de uma mescla, meu pai é argentino, minha mãe é peruana, eu nasci na Bolívia, eu moro no Brasil, é toda uma mescla de culturas. P - Mas que fato você acha que merecia... Que fato da sua historia de vida você acha que foi marcante, que você acha que poderia contar para gente? Que vai exatamente sintetizar esta diversidade cultural da sua formação? R - Tem alguns. Recentemente eu tenho refletido e tenho pensado numa série de coisas que eu vivi que em algum momento não faziam sentido para mim; por que que eu estou fazendo isso? Hoje fazem. P - O que, por exemplo? Você tem algum para dar para gente? R - Por exemplo, inicialmente eu queria fazer psicologia, eu fiz cinco semestres, aí depois eu acabei fazendo sociologia, e por quê? Numa época que era da repressão, da ditadura militar, eu vivi assim naquele momento rico, então, de resistência. Eu acabei fazendo sociologia por conta disto, depois, passado um tempo, pra que eu estou fazendo, não tem mercado de trabalho, não tem nada. No final das contas acabo trabalhando na secretaria, no Ministério da Cultura eu trabalhava com orquestras, com projetos especiais. Então eu acabei vendo que tudo poderia ter uma contribuição social , um retorno social. Por exemplo, o Fórum de Orquestra Brasileira, na minha vida eu trabalhei em muitos fóruns. Eu não sabia porque, porque que eu estou fazendo fórum da divulgação da lei federal. Eu, mesmo quando era mocinha, trabalhava em seminários e fóruns como recepcionista bilingüe. Aí eu fui aprendendo todo um know how e acabei fazendo este fórum, trabalhando neste seminário de... Fórum Nacional de Orquestra Brasileira, tô trabalhando neste Seminário Nacional de Culturas Populares, eu trabalhei naquele de divulgação da lei federal de incentivo à cultura. Que dizer, meio como, assim, a gente vai se preparando para fazer. E socióloga por quê? É um sentimento que eu tenho, a gente tem que fazer alguma coisa para melhorar a sociedade. P/- Esse interesse que você teve no trabalho que o Museu desenvolve, porque você acha que ele pode estar ajudando nesses trabalhos que você desenvolve? R - Eu acho que tem muita coisa aqui no Brasil que não é conhecida. Eu não conheço muita coisa e eu acho que muita gente não conhece e este não conhecido tem que ser revelado, trazido à tona e divulgado, até para que as pessoas valorizem o que é nacional, tenham amor pelo que fizeram, não fiquem se reportando a outra, por exemplo, outros modelos, é nesse sentido. P - Eu queria agradecer o seu depoimento, obrigada pela sua participação. (FIM)
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