A relação entre arte, educação e inclusão social tem sido apontada como uma das ferramentas capazes de reduzir desigualdades e ampliar oportunidades para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. A filantropa Ana Carolina Borges Torrealba Affonso defende que o acesso à cultura contribui para o desenvolvimento crítico, emocional e social, além de ampliar perspectivas de futuro para jovens inseridos em contextos de exclusão. Segundo ela, experiências ligadas à música, cinema, literatura e artes visuais ajudam a fortalecer o repertório cultural e a percepção de pertencimento social.
À frente da Casa Arte Vida, iniciativa voltada à educação artística no Rio de Janeiro, Ana Carolina destaca que projetos culturais podem funcionar como complemento às lacunas enfrentadas pelo sistema público de ensino. A proposta da instituição envolve oficinas, atividades educativas e ações culturais destinadas principalmente a crianças e adolescentes. Para ela, o ambiente artístico favorece a expressão individual, estimula a convivência coletiva e contribui para a formação de cidadãos mais conscientes e participativos.
A filantropa também afirma que ampliar o acesso à cultura exige políticas públicas contínuas e descentralização dos equipamentos culturais no país. Dados do IBGE mostram que parte significativa dos municípios brasileiros ainda possui acesso limitado a museus, teatros e cinemas, dificultando o contato de muitas famílias com atividades culturais. Nesse cenário, Ana Carolina Borges Torrealba Affonso avalia que a integração entre escolas, organizações sociais e iniciativas comunitárias pode gerar impactos de longo prazo na redução das desigualdades sociais e educacionais.