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Por: Carlos Eduardo Moraes de Oliveira, 21 de novembro de 2025

Amendoim, matinês e as trocas de gibis...

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Amendoim, matinês e as trocas de gibis...

Éramos uns cinco ou seis meninos mais unidos de uma turma de uns doze, ali da esquina da 15 de novembro com General Carneiro, onde ficava a loja de tecidos do Latif Esperidião, pai do Miguel e do Antônio, vizinhos do Zeca Craveiro e da Lilian, pais da Claudia, do Rui e da Rosângela, na casa de frente para a casa do “seo” Osvaldo, marido da dona Geni, mãe da Zulméia, e tantos outros personagens.

E ali era nosso território, onde nos reuníamos depois da escola, nos começos de noite, e aos finais de semana, para todo tipo de atividade, e entre elas estava a ida aos sábados após o almoço à matinê do cine Império, o conhecido “pulgueiro”, naquela época já bastante deteriorado e decadente, mas que era o mais popular e barato e nos sábados para alegria da piazada, “passavam” 3 filmes pelo preço de uma entrada!

Logo após o almoço, nos reuníamos e partíamos para o ritual, sim, era um verdadeiro ritual, pois cada um dos “piás” levava um maço de gibis já lidos, para na entrada em frente ao cinema e antes do início da longa sessão, fazer as trocas com outros piás de outras regiões da cidade. E assim havia o escambo cultural e Cavaleiros Negros eram trocados por Fantasmas, Tios Patinhas por Recrutas Zero, Mandrakes por Sobrinhos do Capitão e por aí vai, um verdadeiro intercâmbio literário espontâneo.

Trocas realizadas, ingressos comprados no “buraco” da pequena bilheteria, quem ainda tinha alguns trocados comprava da vendedora amendoins que vendia o mais gostoso, salgado e torrado amendoim com casca da cidade, direto da cestinha de vime para o bolso do interessado, sim, nem pacotinho havia, era da cesta para o bolso com o auxílio de uma xícara de cafezinho!

E vamos logo para o poeirento cinema, a mofada sala de projeção, com aquele cheiro característico de umidade do córrego que passava logo abaixo do antigo prédio.

Sentávamos em uma fileira todos juntos, prontos para, logo que as cortinas começassem...

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Palavras-chave: cinema, amendoim

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